Lideranças presentes no encontro defenderam integração de pautas, como saúde, moradia e transporte
Organizações sindicais e movimentos sociais lançaram, nesta quarta-feira (20), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, uma estratégia para criar 96 comitês populares no estado. Conduzido pela deputada Professora Bebel (PT), o encontro apresentou o modelo de horizontalização adotado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que busca aproximar diferentes frentes de mobilização a partir de pautas transversais.
Segundo Bebel, a organização horizontal permite integrar a atuação sindical a demandas da sociedade, como moradia, saúde e transporte coletivo. “É na escola que chegam todas as pautas que acontecem na sociedade”, afirmou.
A parlamentar também destacou que a transformação das subsedes da Apeoesp em comitês populares de caráter consultivo fortalece a organização da classe trabalhadora.
Debates transversais
Durante o lançamento dos comitês populares, dirigentes sindicais, como Raimundo Suzart, da CUT-SP, e Renato Rodrigues, da Intersindical, defenderam o fim da jornada de trabalho 6×1 e condenaram o avanço da “pejotização”, que corresponde ao modelo de contratação em que trabalhadores atuam como pessoa jurídica (PJ).
Ao apontar o que classificou como desmonte dos serviços públicos, a presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes), Júlia Monteiro, contestou o modelo de escolas cívico-militares e os cortes orçamentários promovidos pela gestão estadual.
O direito à cidade e ao trabalho digno norteou a fala de Otávio Ramos, do Fórum dos Ambulantes. Ele criticou o uso da força policial em substituição a políticas de regularização da categoria.
Além disso, Sueli Bento, representante do Sindicato das Domésticas, defendeu a união da categoria e cobrou apoio institucional para assegurar direitos básicos.
Já Kátia Del Monte, da Pastoral da Terra, ressaltou a importância da agricultura familiar para garantir alimentação saudável na merenda escolar.
Paulo Okamotto, representante da Fundação Perseu Abramo, destacou a importância da formação popular contínua para a preservação de direitos.
Foto: Bruna Sampaio (Alesp)











