Presidente reforça defesa da soberania, fim das bets e respeito à religiosidade e destaca políticas públicas durante caminhada na capital cearense
Em caminhada que arrasou uma multidão pelas ruas de Fortaleza nesta terça-feira, 29, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a eleição presidencial representa uma disputa entre projetos distintos para o Brasil. “Esta eleição não é uma eleição entre um candidato e outro candidato. Esta eleição é entre a democracia e a barbárie”, declarou.
Sem citar nominalmente seu adversário, Lula também criticou a postura de Flávio Bolsonaro (PL) quanto à defesa da soberania nacional e a relação do Brasil com outros países. “[A disputa] é entre o presidente da República que ama a bandeira brasileira e o que beija a bandeira americana”, disse. “É isso que está em jogo. Se vamos eleger uma pessoa que tem caráter, que tem biografia e que tem compromisso com o Brasil ou um vira-lata que fica puxando saco do Trump.”
Ao lado da primeira-dama Janja, do governador do estado e candidato à reeleição, Elmano de Freitas (PT), do ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT) e dos candidatos ao Senado pelo Ceará, Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede), Lula falou ainda sobre a defesa da democracia, soberania nacional, direitos dos trabalhadores e políticas públicas.
Lula também lembrou o vínculo histórico e afetivo que mantém com o Ceará desde 1989 e agradeceu à população do estado o apoio recebido ao longo de sua trajetória política.
“Eu gosto do Ceará, eu gosto do povo cearense, e eu nunca vou conseguir pagar para vocês. Nunca vou conseguir pagar, a não ser com gratidão, a confiança que esse estado tem de votar num metalúrgico para ser presidente da República”, declarou. “Eu agradeço a Deus todo dia de ter vocês do meu lado.”, afirmou o presidente.
Duas visões de país
Lula também trouxe comparações com o governo anterior para evidenciar ao público quais são as prioridades da sua gestão e quais avanços espera para o próximo período.
“Enquanto o [Jair] Bolsonaro distribuiu 1 bilhão e 800 milhões de balas e 1 milhão de armas, nós distribuímos 213 milhões de livros didáticos para as nossas crianças nas escolas”, afirmou.
Fim das bets
Lula voltou a defender a decisão de acabar com as apostas online, classificadas por ele como “uma desgraça na vida do povo pobre”. Em seu discurso, o presidente criticou a publicidade feita por influenciadores para casas de apostas e relembrou relatos de brasileiros que se endividaram por conta do vício em apostas.
“Eu não vou permitir que as pessoas se matem, não vou permitir que as pessoas se cortem, não vou permitir que as pessoas gastem o dinheiro do pão do filho, do leite da criança, do material escolar em jogatina”, afirmou.
O presidente também recuperou programas e políticas públicas queforam criadas ao longo dos seus governos. Em diálogo com a multidão, citou o SAMU, Farmácia Popular, Prouni, Institutos Federais, universidades, Pé-de-Meia, escolas de tempo integral, Minha Casa, Minha Vida, Luz para Todos, as Carretas da Sáude e o Brasil Sorridente.
Focando no nordeste, Lula citou a obra de transposição das águas do Rio São Francisco, que evoluiu drasticamente ao longo de seu último mandato.“Se Deus quiser a gente termina o Cinturão das Águas para acabar de uma vez por todas com qualquer problema de água no Ceará e em Fortaleza.”
Um apelo aos eleitores com mais de 70 anos
O presidente se dirigiu aos eleitores com mais de 70 anos para que participem da eleição, lembrando que a participação política não tem idade para acabar. Lula pediu que os eleitores mais velhos levem em consideração também as próximas gerações.
“Se você não quer votar por você, vote pelo seu neto, vote pelos seus filhos, vote pelo Brasil”, disse. “Eu tenho 80 anos de idade e me sinto melhor do que quando eu tinha 60. Eu estou mais preparado, com mais vontade. O que envelhece a gente é falta de motivação. O que envelhece a gente é falta de coisa para fazer”, afirmou,
Respeito à liberdade religiosa
O presidente também abordou a relação entre Estado e religião e afirmou respeitar diferentes crenças. Ao citar católicos, evangélicos, religiões de matriz africana e ateus, Lula ressaltou que manterá Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.
“Eu respeito todas as religiões. Eu respeito a católica, a evangélica, a religião de matriz africana, os ateus. Mas enquanto eu for presidente da República, Nossa Senhora Aparecida será padroeira do Brasil. Quem não quiser que se mude”, afirmou.
Da Rede PT de Comunicação










