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Saiba como acessar tratamento gratuito no SUS para vícios em apostas

Veja onde procurar ajuda na rede pública, como buscar atendimento presencial ou online e quais sinais indicam que é necessário apoio especializado

Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória (MP) que proíbe as apostas de quota fixa no país, conhecidas como bets, na sexta-feira, 25, a necessidade de cuidado com pessoas que enfrentam problemas relacionados às apostas ganhou ainda mais destaque.

Para quem busca ajuda, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, desde março, teleatendimento gratuito para pessoas que enfrentam problemas relacionados às apostas e para seus familiares. O serviço é sigiloso e pode ser iniciado de forma presencial ou online.

No atendimento remoto, as consultas duram aproximadamente 50 minutos e, conforme a avaliação profissional, podem resultar em novos ciclos de atendimento, encaminhamento para atendimento presencial ou alta.

A partir de agosto, o SUS passou a oferecer 100 mil teleatendimentos por mês, em razão da alta demanda pelo serviço.

Cuidado com a saúde dos brasileiros
Com o aumento dos casos de endividamento relacionados às bets, o Governo Lula passou a tratar o problema como uma questão de saúde pública. O vício em jogos de apostas é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Transtorno do Jogo ou Ludopatia, e está classificado na CID-11.

Dados apresentados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o evento de assinatura da medida provisória, mostram que os atendimentos no SUS relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140% entre 2018 e 2025. Em dez anos, a busca por atendimento para combater o vício cresceu 615% na atenção primária e 39% nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Nos últimos nove meses, 1,3 milhão de brasileiros se registraram na Plataforma Centralizada de Autoexclusão do Governo Federal, serviço que permitia ao cidadão bloquear de uma só vez o acesso a todas as casas de apostas autorizadas antes da MP, além de deixar de receber publicidade direcionada. Desse total, 51% alegaram problemas de saúde e 35% afirmaram ter perdido o controle.

Entre os sinais de que uma pessoa pode ter desenvolvido problemas relacionados às apostas estão ter apostado por mais tempo ou gasto mais do que o planejado, ter tido dificuldade para reduzir ou interromper as apostas e pensar frequentemente em jogos.

Também podem indicar a necessidade de buscar ajuda alterações no sono, no humor ou na rotina, ansiedade e irritabilidade relacionadas ao período em que apostava, sentimentos de culpa ou vergonha, esconder ou mentir sobre as apostas e ter comprometido o orçamento ou as relações pessoais e profissionais.

Como buscar atendimento
Uma das formas de acessar o atendimento psicológico oferecido pela saúde pública é pelo Meu SUS Digital. O caminho é simples:

  1. Entre no Meu SUS Digital (aplicativo ou versão web);
  2. Faça login com sua conta Gov.br;
  3. Acesse a área Miniapps, na página inicial;
  4. Clique em “Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta”;
  5. Responda ao autoteste disponível na plataforma.

Quando o resultado indicar risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é feito automaticamente. Ao concluir essa etapa, o sistema gera um número de protocolo para acompanhamento do pedido. Após o agendamento da consulta, o usuário recebe automaticamente a confirmação do atendimento, o link para a videochamada, orientações para a preparação da consulta e lembretes sobre o horário e os equipamentos necessários.

Quem preferir o atendimento presencial pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde receberá acolhimento, orientação e avaliação inicial. Quando necessário, a equipe poderá fazer o encaminhamento para um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Se as apostas estão causando ou já causaram prejuízos ou perda de controle, procure uma UBS ou faça o autoteste pelo Meu SUS Digital.

Da Rede PT de Comunicação

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