Deputada condena ameaças contra eleitores de Lula, relembra a fome e o sofrimento durante a pandemia e cobra responsabilização por crimes
A escalada da violência política contra eleitores do Presidente Lula e a disseminação do ódio pela extrema direita foram denunciadas pela deputada Erika Kokay (PT-DF), nessa quarta-feira (28), durante pronunciamento no plenário da Câmara. A parlamentar alertou para as ameaças à democracia e defendeu a responsabilização de quem utiliza a intimidação política para atacar a população.
Kokay citou uma publicação atribuída a uma servidora comissionada do serviço de limpeza urbana do Distrito Federal, que teria ameaçado apoiadores do PT: “Se tem algum petista ainda aqui, calma, você será o próximo eliminado”.
“É a política capturada pelo ódio e pela mentira também”, denunciou a deputada, ao criticar a desumanização dos adversários políticos e a naturalização da violência.
Ódio, fome e a necropolítica
Para Erika Kokay, a violência política que se manifesta após as eleições de 2026 está relacionada à lógica de desumanização que ela identifica na extrema direita e que, segundo a parlamentar, marcou o governo de Jair Bolsonaro.
“A política foi garfada por essa lógica da extrema direita que, como todos os fascistas, é absolutamente autocentrada e não tem condição nenhuma de sentir empatia, não consegue sentir a dor do outro. Por isso que nós tivemos, na época, o presidente, hoje condenado e preso, Jair Bolsonaro, que atentou contra a democracia e estabeleceu a necropolítica de forma muito violenta”.
A deputada ainda rememorou a gestão de Bolsonaro durante os anos de pandemia de Covid-19, e criticou a postura do então presidente diante das mortes e do sofrimento das famílias brasileiras. “O Brasil inteiro assistiu a isso. O Brasil chorou a morte dos seus entes queridos. Ele dizia: ‘Eu não sou coveiro’, ‘Ah, eu sou Messias, mas você quer que eu faça o quê?’. E acabava por tripudiar de pessoas que precisavam de oxigênio para viver”, recriminou Erika.
Kokay também relembrou as filas do osso e as famílias obrigadas a cozinhar com lenha ou álcool por não conseguirem comprar gás. Para a parlamentar, esses episódios evidenciam as consequências sociais de um projeto político que desconsiderou a dignidade da população, marcado pelo desprezo à vida.
Passado e presente de crimes
Ao relacionar o legado do governo Bolsonaro à candidatura de Flávio Bolsonaro, Erika Kokay também criticou a tentativa de retorno ao poder do grupo político por meio do senador. “Isto é o governo Bolsonaro, que simplesmente acha que pode tripudiar da soberania popular e agora tentou voltar através do seu filho”, declarou.
A deputada também denunciou a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil após a derrota eleitoral e pontuou as investigações e suspeitas envolvendo o ex-candidato.
“Não deveria nem ter sido candidato, porque é uma pessoa envolvida com milícias, uma pessoa que responde a tantos, tantos, tantos crimes, que é acusado de abrigar no seu próprio gabinete o presidente do sindicato do crime, Adriano da Nóbrega, e os seus familiares. Ah, que recebeu dinheiro de Queiroz, Queiroz, que assassinou Marielle Franco. Nunca explicou essa sua relação com o Vorcaro”, detalhou Kokay.
A parlamentar encerrou o discurso valorizando a mobilização popular e a soberania das urnas, ao destacar a resistência dos brasileiros que garantiram a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para um quarto mandato presidencial.
Fonte: PT na Câmara










