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Lula defende valorização do salário mínimo e maior poder de compra da cesta básica

Presidente destaca a queda da inflação dos alimentos de 56,17% no governo Bolsonaro para 13% em seu terceiro mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, no segundo bloco do debate presidencial com Flávio Bolsonaro (PL), realizado neste domingo,18, na Band, que o custo de vida e o preço dos alimentos pesavam mais no bolso dos brasileiros durante o governo de Jair Bolsonaro. Ao responder sobre o poder de compra da população, Lula ressaltou a diferença entre os projetos e lembrou que seu governo promoveu aumentos reais do salário mínimo, acima da inflação, para ampliar a capacidade de compra dos trabalhadores.

O presidente reconheceu as dificuldades enfrentadas pela população diante do custo de vida, mas ressaltou que a situação era crítica durante a gestão de Jair Bolsonaro. Com conhecimento da realidade do trabalhador, Lula fez um comparativo entre os valores das cestas básicas nos dois governos.

“Nos quatro anos do governo deles, a inflação de alimentos estava em 56,17%. Agora, nos meus quatro anos, está em 13% , quatro vezes menos! Está bom? Não, não está bom. Porque, no governo deles, o salário mínimo comprava 1,8 cesta básica; no meu governo já está comprando 2,2 cestas básicas. Eu quero chegar a 2,3 cestas básicas, disse o presidente.

Lula ainda lembrou que no seu governo o salário mínino é reajustado todos os anos com percentuais acima da inflação. “Fomos nós que tivemos a decência de aumentar o salário mínimo acima da inflação, coisa que eles não fizeram em nenhum ano”, declarou.

“Será que ele quer privatizar o SUS?”
A defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e a experiência de Lula na condução das políticas públicas de saúde também marcaram o segundo bloco do debate. Diante da proposta de Flávio Bolsonaro de levar ao sistema público um modelo de atendimento inspirado no Hospital Albert Einstein, com prontuário eletrônico integrado e telemedicina, o presidente questionou a compreensão do adversário sobre a saúde pública e as consequências da gestão bolsonarista durante a pandemia de Covid-19.

Ao contestar a proposta apresentada pelo adversário para a área, Lula mostrou mais uma vez a falta de conhecimento do candidato do PL. “Será que ele quer privatizar o SUS? Será que ele quer privatizar o SUS? É isso que eu entendi?”

Lula lembrou que o Brasil enfrentou uma grave crise sanitária, agravada pela falta de compromisso do governo anterior com a ciência e com a gestão de compra e distribuição da vacina. “A sociedade brasileira viveu um pânico por causa da Covid. Bolsonaro precisava ouvir a ciência e os médicos. Não podia faltar vacina. 716 mil pessoas morreram”, afirmou.

Lula confrontou diretamente a experiência de Flávio Bolsonaro e sua capacidade de gerenciar um dos maiores sistemas gratuitos de saúde do mundo. O presidente afirmou que o adversário não conhece de perto a realidade de quem depende do SUS e questionou sua familiaridade com os serviços de atendimento.

“Aliás, acho que ele nunca foi no SUS. Ele nunca foi no UPA. Você acha que ele já foi no UPA? Nada. É tudo método particular”, afirmou Lula.

O presidente também questionou a escolha de Cláudio Lottenberg, anunciado por Flávio Bolsonaro como seu futuro ministro da Saúde, lembrando sua passagem por cargos de gestão na área. Está em seu programa para o quarto mandato ampliar a oferta de atendimento especializado, acelerar a realização de exames e avançar no tratamento de pacientes com câncer. O presidente defendeu que a saúde seja tratada com respeito e que os investimentos e as políticas públicas sejam orientados pelas necessidades da população.

O presidente ainda mostrou que a experiência do seu adversário não passa de teoria, ressaltando que Flávio Bolsonaro não conhece a realidade do trabalhador e da trabalhadora do país.

“Meu adversário conhece ônibus por literatura, conhece trabalhador por literatura. Ele não sabe o que é o mundo do trabalho.”

Da Rede PT de Comunicação

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