Em um movimento estratégico para ampliar sua base de apoio, o Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio Grande do Norte formalizou, na última quinta-feira (7), a filiação de mais de 100 lideranças do segmento evangélico. O evento, realizado no loteamento Jardim Progresso, zona Norte de Natal, marca a consolidação do grupo como parte do “Time de Lula” no estado e impulsiona a pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do RN.
O ato reuniu dezenas de pastores e representantes de congregações de diversas cidades potiguares, sinalizando uma aproximação significativa entre a sigla e o eleitorado cristão.
Convergência de Valores e Simbolismo
Cadu Xavier, que vem adotando a alcunha de “Cadu de Lula”, celebrou a chegada dos novos militantes destacando a afinidade de propósitos entre a militância partidária e a missão religiosa.
“Isso tem um simbolismo tão grande que nos deixa com o coração cheio de gratidão. Nosso coração se enche de esperança porque vocês estão se filiando a um partido que se move pelos mesmos princípios que vocês têm: dedicar a vida para as pessoas que mais precisam de políticas públicas”, afirmou o pré-candidato.
O “Evangelho Humano” na Política
A presidenta estadual do PT e pré-candidata ao Senado, Samanda Alves, reforçou o discurso de conciliação durante a cerimônia. Para a dirigente, os ensinamentos cristãos e as diretrizes do partido possuem uma raiz comum no cuidado social. Ela destacou as ações de luta contra a fome, citada como pilar central da atuação conjunta. Também abordou o tema da proteção às mulheres, algo defendido como valor compartilhado entre o evangelho e a política petista. Por fim, também destacou a questão “humanista”: “Estamos provando que o evangelho que Jesus pregou anda lado a lado com o que nos faz construir a política no PT”, pontuou Samanda.
Presenças no Evento
Além de Cadu Xavier e Samanda Alves, o ato contou com figuras importantes da legenda no estado como a deputada estadual Isolda Dantas e o pré-candidato a deputado federal, Alexandre Lima.
A adesão em massa de pastores no Rio Grande do Norte é vista por analistas políticos como uma ação para furar bolhas de resistência e reconstruir o diálogo com o público religioso.











