Durante a sessão ordinária realizada nesta quarta-feira na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP), a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) ocupou a tribuna para pautar temas centrais à classe trabalhadora e ao funcionalismo público. O destaque foi o apoio unânime ao fim da jornada de trabalho 6×1, além de críticas severas à gestão do governador Tarcísio de Freitas na saúde e educação.
Luta pelo fim da escala 6×1 e redução da jornada
O deputado Eduardo Suplicy (PT) abriu o debate sobre a jornada de trabalho, classificando a escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de descanso) como uma estrutura que limita a liberdade individual e prejudica especialmente as mulheres pobres, que enfrentam “jornadas quádruplas”. Suplicy defendeu que a proposta de redução da jornada deve caminhar junto com a implantação da Renda Básica de Cidadania, garantindo dignidade e tempo para convívio familiar e educação.
Na mesma linha, o deputado Teonílio Barba (PT) ressaltou que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais, sem redução salarial, são bandeiras históricas reforçadas nos atos de 1º de Maio. Barba rebateu argumentos do setor empresarial de que a medida quebraria a economia: “Diziam o mesmo sobre o 13º salário e o salário mínimo. É conversa de patrão apoiada pela extrema direita”, afirmou.
O deputado Luiz Cláudio Marcolino (PT) também reforçou o apoio à jornada 5×2 (dois dias de descanso), argumentando que o modelo atual precariza a saúde do trabalhador e que a produtividade aumenta quando há descanso adequado.
Denúncias de desmonte no Iamspe
Outro tema crítico levado ao plenário pelo deputado Luiz Cláudio Marcolino (PT) foi a situação do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe). Marcolino denunciou um “processo de desmonte” orquestrado pelo governo estadual, citando um decreto de março de 2026 que facilitou demissões voluntárias. Segundo o parlamentar, 151 médicos especialistas deixaram o órgão recentemente, ameaçando serviços de cardiologia e pediatria.
A deputada Professora Bebel (PT) complementou a denúncia, apresentando dados de uma pesquisa sobre a saúde dos servidores paulistas. Ela destacou que 81,1% dos profissionais da saúde relatam adoecimento mental devido à sobrecarga e à pressão do controle digital no trabalho. Bebel defendeu a realização de concursos públicos e o fim das terceirizações por meio de Organizações Sociais (OSs).











