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Lula anuncia distribuição de canetas emagrecedoras no SUS com recomendação médica

Presidente afirma que medicamento será destinado a pacientes com obesidade e pede responsabilidade aos profissionais da saúde para que não haja uso indevido

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira, 17, que o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a contar com a distribuição de canetas emagrecedoras voltadas para o tratamento de pacientes com obesidade e somente por recomendação médica.

“Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar de graça das pessoas que tenham obesidade, quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de saúde”, afirmou Lula em visita ao complexo industrial da Eurofarma em Montes Claros (MG).

O presidente salientou que o governo precisa atuar para evitar a distribuição aleatória e indiscriminada das canetas: “Daqui a pouco vai ter gente distribuindo canetinha para tudo, vai ter deputado jogando caneta para o povo. E a caneta não é assim. Isso é irresponsabilidade, porque a pessoa tem que saber se pode ou não tomar, se vai fazer bem para a saúde ou não”.

O presidente defendeu ainda que o mediamento deve ser utilizado junto com uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos: “Tem gente que, para emagrecer, é preciso reeducá-la do ponto de vista alimentar. Precisa voltar a aprender a comer coisas que fazem bem para a saúde. Segundo: fazer um pouco de exercício”.

Lula pediu ajuda e responsabilidade aos médicos para garantir esse controle.

Ação do Ministério da Saúde fez preço cair
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já havia anunciado, na semana passada, que as canetas deveriam ser fornecidas pelo SUS. No entanto, o ministro, que é médico, deixou claro que haverá protocolos rígidos na rede pública da saúde para que as canetas só sejam recomendadas para doenças específicas. Padilha deixou claro que não serão usadas como “milagre estético”.

A oferta das canetas pelo SUS só se tornou possível por causa da atuação direta do Ministério da Saúde para que fosse ampliada a oferta e os preços caíssem. Em 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez uma chamada convocando empresas para registrar e vender o seu produto no país, dando preferência àquelas que produzem, geram emprego e renda no Brasil. A partir desta ação do governo, o preço no mercado despencou e a variedade de produtos subiu. Hoje é possível encontrar canetas no mercado na faixa de R$ 300. A expectativa é que o preço siga em queda.

A proposta é incluir esse medicamento no SUS com responsabilidade – e isso só será possível porque conseguimos ampliar a oferta no Brasil, fazendo com que os preços despencassem (agora somos o país com a maior diversidade de oferta e a redução do custo é um ponto crucial para a sua inclusão no SUS).

O uso não será estético, será baseado em protocolos rigorosos a partir de uma avaliação da saúde do paciente e do impacto do medicamento na melhora da sua condição e qualidade de vida. O mais provável é que sejam pacientes em filas de cirurgia bariátrica e diabéticos com problema cardíacos, por exemplo.

Segundo o ministro, as canetas podem ser muito importantes no caso de pacientes que, por exemplo, estão na fila de cirurgia bariátrica ou que apresentam problemas cardiovasculares. Outra possibilidade em estudo seria a utilização em casos de tratamentos de câncer de mama, uma vez que há pesquisas sobre a utilização das canetas em combate a tumores.

Nas duas últimas décadas, segundo dados do Ministério da Saúde, a obesidade aumentou 118% no Brasil, uma curva ascendente que está relacionada aos hábitos da população, alimentação e sedentarismo. Um dos cenários mais preocupantes é a obesidade entre crianças e adolescentes.

Como será feita a introdução das canetas no SUS
O Ministério da Saúde fará a inclusão do medicamento no SUS com foco em grupos prioritários. É importante frisar: o uso não é estético e o governo vai zelar pelo bom uso de recursos públicos. O medicamento pode salvar vidas ou melhorar muito a qualidade de vida de obesos.

Desde maio deste ano, 250 pacientes do SUS foram selecionados para começar a receber o medicamento. São pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças, como problemas cardíacos e diabetes. Inclui também quem precisa perder peso ou melhorar a sua condição de vida para fazer a cirurgia bariátrica.

A partir deste recorte com tais pacientes, realizado pelo Grupo Hospital Conceição (GHC), será estabelecido um protocolo de uso na rede pública.

Rede PT de Comunicação, com informações do Ministério da Saúde.

 

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