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Edição 145: Boletim Semanal (13 a 19/9) divulga as notícias e os destaques de editais, programas e ações do Governo Lula

A GALERA VERMELHA divulga nesta quinta-feira (17/9), a 145ª edição do Boletim Semanal com as notícias, editais, concursos, cursos, convênios e programas do Governo Lula que estão com cadastros abertos para propostas voluntárias e adesão dos municípios, entidades, associações, instituições, pessoas físicas, pessoas jurídicas, entre outros. São ações em diversas áreas como Saúde, Educação, Cultura, Esporte, Economia e Agricultura. Toda semana um novo informativo atualizado com as informações do Governo do Brasil.

Confira as informações da semana:

*Governo Lula reajusta Bolsa Família em 15%; medida vale a partir de outubro

O benefício pago pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%. O aumento corresponde à variação inflacionária registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Com isso, o valor mínimo do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.

A atualização dos valores está prevista na legislação do Bolsa Família e busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias, de acordo com o governo.

O decreto que reajusta os valores foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17) e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Ele entra em vigor na data da publicação, mas produzirá efeitos financeiros a partir de 1º de outubro.

O decreto eleva, de cerca de R$ 600, para R$ 691 o valor mínimo garantido às famílias beneficiárias. Também reajusta para R$ 164 o Benefício de Renda de Cidadania, pago por integrante da família; para R$ 173 o Benefício Primeira Infância; e para R$ 58 o Benefício Variável Familiar.

Durante a cerimônia de assinatura do decreto, no Palácio do Planalto, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, informou que a correção teve como referência a inflação acumulada de 15,04% medida pelo INPC no período.

Segundo Moretti, a atualização busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias. Pelos cálculos apresentados pelo governo, o benefício médio do programa passará de R$ 675 para R$ 777, uma elevação nominal próxima de R$ 100 por família.

Renda e segurança alimentar

Também durante a solenidade, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a reposição dos valores busca evitar perdas provocadas pela inflação e, dessa forma, garantir que as famílias mais vulneráveis não enfrentem insegurança alimentar.

Durigan também apresentou projeções para 2027. Segundo ele, o programa deverá representar entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo do patamar de cerca de 1,5% observado na transição entre 2022 e 2023.

*Brasil Soberano 3 começa a receber pedidos de empréstimos de empresas

Empresas afetadas pelo tarifaço americano e por impactos da guerra no Oriente Médio já podem se habilitar a empréstimos do Plano Brasil Soberano, que disponibiliza R$ 22,6 bilhões em crédito.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu nesta quinta-feira (17) o protocolo para empresários se habilitarem aos financiamentos.

O programa inclui também empresas de setores considerados indispensáveis, como fertilizantes e minerais críticos.

O pacote de crédito é formado por R$ 13,5 bilhões em recursos do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões do BNDES, banco estatal ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Terceira fase

Essa é a terceira fase do programa, iniciado em meados de 2025. O programa surgiu como apoio do governo brasileiro após os Estados Unidos terem sobretaxado exportadores brasileiros.

A segunda versão foi lançada em março de 2026, incluindo negócios afetados pela guerra no Oriente Médio.

Na terceira fase, três grupos de empresas têm direito ao crédito, conforme portaria do governo:

  • Grupo 1: exportadoras de bens (e fornecedores) afetadas pelo tarifaço dos EUA
  • Grupo 2: setores industriais relevantes para o comércio exterior ou identificados como estratégicos para a transição para uma economia de baixo carbono.
  • Grupo 3: exportadoras de bens (e seus fornecedores) para países do Golfo Pérsico (Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã)

Integram o grupo 2 empresas de ramos como o têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, minerais críticos e de máquinas e equipamentos.

Condições

Para o grupo de afetados pelo tarifaço ou conflito no Oriente Médio, é preciso cumprir condicionantes, como pelo menos 1% do faturamento vindo do comércio com os países envolvidos.

Empresários podem verificar a elegibilidade da empresa por meio do site do programa.

Os financiamentos são direcionados para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, e projetos de investimentos.

Os juros cobrados variam de 4,3% a 17,5% ao ano. As condições dependem de fatores como porte da empresa e destinação dos recursos.

Os detalhes e a forma de habilitação para o crédito podem ser consultados no site do BNDES.

Fonte: Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil – Edição: Sabrina Craide

*Portaria fortalece o enfrentamento ao mercado ilegal de apostas

A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF) publicou a Portaria SPA/MF nº 2.750/2026, que fortalece os instrumentos de enfrentamento ao mercado ilegal de apostas de quota fixa.

A nova portaria amplia os procedimentos destinados à prevenção, à identificação e à repressão de transações de pagamento relacionadas à exploração irregular de apostas de quota fixa. A norma consolida e operacionaliza instrumentos previstos na Lei nº 14.790/2023, na Lei nº 15.358/2026, na Lei Complementar nº 224/2025 e no Decreto nº 13.033/2026.

Entre as medidas previstas na portaria estão a prevenção e a identificação de transações relacionadas à exploração irregular de apostas; a detecção dos meios de recebimento de valores utilizados por agentes operadores irregulares; e a interrupção do fluxo financeiro destinado à atividade ilegal.

A portaria, publicada na segunda-feira (14/9), viabiliza ainda o bloqueio de contas e o impedimento de novas transações vinculadas à exploração irregular, além de fortalecer a cooperação entre regulação, fiscalização e sistema financeiro no enfrentamento do mercado ilegal.

A nova norma revoga a Portaria SPA/MF nº 566/2025 e incorpora ao procedimento administrativo os novos instrumentos jurídicos instituídos ao longo de 2026.

*Segurança digital: como proteger crianças e adolescentes no ambiente online

A internet está cada vez mais presente na rotina de crianças e adolescentes para estudar, se comunicar e jogar. Por isso, pais, familiares, responsáveis e profissionais da educação precisam estar atentos a possíveis riscos e situações de violência, como cyberbullying, assédio, exploração e abuso sexual, contatos potencialmente prejudiciais e acesso a conteúdos inadequados.

Mudanças de comportamento e o acompanhamento das atividades online podem contribuir para a proteção e para o acionamento da rede de atendimento quando necessário. Entre os sinais que merecem atenção estão isolamento; medo ou resistência em utilizar determinado aplicativo ou dispositivo; alterações no sono; queda no rendimento escolar; e preocupação excessiva com mensagens ou contatos recebidos pela internet.

Esses indícios, isoladamente, não permitem concluir que houve uma situação de violência, mas podem indicar a necessidade de uma conversa cuidadosa com a criança ou o adolescente.

Orientação e acompanhamento

A prevenção passa por medidas de segurança, orientação e acompanhamento. Familiares e responsáveis devem manter diálogo aberto sobre as atividades realizadas na internet, os contatos estabelecidos e os conteúdos acessados. A orientação deve ser feita de forma cuidadosa e sem culpabilização.

Ferramentas de supervisão parental também podem ser utilizadas para administrar configurações de privacidade e, conforme o serviço, acompanhar o tempo de uso, restringir compras e transações financeiras e utilizar outras funcionalidades de proteção disponíveis.

Em casos de disseminação ou risco de disseminação de imagens ou vídeos íntimos, também é possível recorrer a mecanismos digitais internacionais, como o Take It Down , disponível em português e acessível no Brasil. A ferramenta pode ajudar a remover ou impedir o compartilhamento de imagens ou vídeos de nudez, nudez parcial ou conteúdo sexualmente explícito de pessoas que têm menos de 18 anos ou que tinham menos de 18 anos quando o conteúdo foi produzido.

ECA Digital

Em vigor desde 17 de março de 2026, o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), conhecido como ECA Digital, estabelece regras para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. A legislação abrange redes sociais, jogos eletrônicos, aplicativos, plataformas de vídeo, lojas de aplicativos, sistemas operacionais, entre outros produtos e serviços de tecnologia da informação.

Entre as medidas previstas estão mecanismos de aferição de idade, ferramentas de supervisão parental e configurações de privacidade mais protetivas. A legislação também estabelece medidas para prevenir e reduzir riscos relacionados à violência, ao assédio, ao cyberbullying, à exploração e ao abuso sexual, além de regras relacionadas à publicidade e aos jogos eletrônicos.

A legislação determina, ainda, que produtos e serviços digitais destinados a crianças e adolescentes, ou de acesso provável por esse público, adotem medidas desde a concepção e ao longo de sua operação para prevenir e reduzir riscos, além de oferecer, por padrão, configurações mais protetivas de privacidade e proteção de dados. As ferramentas de supervisão parental devem incluir recursos como gerenciamento das configurações de conta e privacidade, acesso a informações sobre o tempo total de uso e restrições a compras e transações financeiras.

Como denunciar

Os Conselhos Tutelares desempenham papel fundamental na proteção de crianças e adolescentes também no ambiente digital. Diante de situações de cyberbullying, aliciamento online, divulgação de imagens íntimas, exploração sexual, ameaças ou outras violações de direitos, podem aplicar as medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente, orientar crianças, adolescentes e suas famílias, requisitar serviços públicos e articular a rede de proteção.

Quando houver indícios de crime ou necessidade de outras providências para proteger a criança ou o adolescente, o Conselho Tutelar pode acionar o Ministério Público, as autoridades policiais e os demais órgãos competentes. Também pode orientar as famílias sobre os canais adequados de denúncia.

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) mantém um canal específico para denúncias relacionadas ao descumprimento do ECA Digital. Podem ser comunicadas situações como ausência ou deficiência de mecanismos de aferição de idade, de ferramentas de supervisão parental ou de mecanismos adequados de segurança e proteção por padrão.

O envio de requerimentos referentes ao ECA Digital à ANPD deve ser realizado por meio do Sistema de Requerimentos.

Acesse o Sistema de Requerimentos disponível na página do serviço.

Suspeita de crime

A ANPD atua no âmbito administrativo e não recebe denúncias relacionadas a condutas criminosas. Nos casos de possível crime contra crianças e adolescentes, a ocorrência deve ser comunicada às autoridades policiais competentes.

Além disso, a situação pode ser comunicada à própria plataforma e, quando envolver violação de direitos humanos, ao Disque Direitos Humanos – Disque 100.

O Disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos e as encaminha aos órgãos competentes. Qualquer pessoa pode procurar o serviço, seja vítima ou testemunha de uma possível violação. A denúncia pode ser feita de forma anônima e pode representar o primeiro passo para acionar a rede de proteção e buscar a garantia de direitos.

Outros órgãos e serviços podem auxiliar em casos específicos. Confira quando acionar cada um:

Conselho Tutelar: em situações de ameaça ou violação de direitos de crianças e adolescentes no ambiente digital, para aplicação de medidas de proteção, orientação às famílias, articulação da rede de atendimento e encaminhamento aos órgãos competentes.

Disque 100: para registrar violações de direitos humanos contra crianças e adolescentes, inclusive no ambiente digital; pode ser utilizado pela família, pela comunidade e pelos próprios Conselhos Tutelares.

Ministério Público: em situações que demandem sua atuação para a proteção dos direitos de crianças e adolescentes, como casos graves de violência ou exploração sexual, necessidade de remoção de conteúdo, responsabilização de plataformas ou adoção de medidas protetivas.

Polícia Civil ou delegacia especializada em crimes cibernéticos: quando houver necessidade de investigação criminal, como em casos de ameaça, chantagem, grooming (aliciamento online), sextorsão, divulgação de imagens íntimas, violência sexual ou outros indícios de crime. Em situações de emergência, risco imediato à vida ou crime em andamento, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.

Escola: em situações de bullying digital entre estudantes, para apoio pedagógico, orientação às famílias e promoção da educação digital, principalmente quando o problema afeta a aprendizagem, a frequência escolar, a convivência ou o bem-estar.

Serviços de Saúde (SUS): em casos de sofrimento emocional, ansiedade intensa, automutilação, ideação suicida ou consequências de violência sexual, para atendimento clínico, psicológico e psicossocial adequado.

Plataformas digitais: para denunciar mensagens, imagens, vídeos, comentários, perfis ou outros conteúdos que violem direitos e solicitar as providências cabíveis, como remoção de conteúdo ou bloqueio de perfis. É recomendável guardar os protocolos das denúncias realizadas e preservar os registros pertinentes, sem compartilhar ou redistribuir conteúdos ilícitos.

Disque 100

O atendimento do Disque 100 funciona gratuitamente, 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive sábados, domingos e feriados. Ao registrar a ocorrência, é recomendável informar, quando possível, o local, a data e a hora aproximada do fato, descrever o ocorrido e indicar quem é a vítima e se existe risco imediato à vida ou à integridade física.

As denúncias podem ser realizadas pelos seguintes canais:
Telefone: disque 100, gratuitamente, de qualquer telefone fixo ou celular;
WhatsApp: (61) 99611-0100;
Telegram: busque por “DireitosHumanosBrasil” no aplicativo;
Atendimento em Libras: videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras);
E-mail: ouvidoria@mdh.gov.br;
Presencialmente: na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, em Brasília (DF).

*Prova Nacional Docente 2026: entenda como funciona a prova

A Prova Nacional Docente (PND) 2026 será aplicada no próximo domingo, 20 de setembro, em todo o país. Realizado pelo Ministério da Educação (MEC) e aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o exame é destinado a estudantes concluintes, graduados em licenciatura e profissionais da educação interessados em utilizar seus resultados em processos seletivos promovidos por entes federativos que optarem por adotar a nota da avaliação.

A PND utiliza a mesma avaliação teórica do Enade das Licenciaturas. A prova é dividida em duas partes: Formação Geral Docente e Componente Específico. A primeira é composta por 30 questões objetivas e uma discursiva, que abordam competências pedagógicas e temas relacionados à realidade brasileira. Já o Componente Específico reúne 50 questões objetivas voltadas aos conhecimentos próprios da área de licenciatura escolhida pelo participante.

A nota geral varia de 0 a 100 pontos. Para o cálculo do resultado, a parte objetiva corresponde a 80% da nota, enquanto a questão discursiva representa os outros 20%.

Em 2026, a PND contempla 21 áreas de avaliação: Artes Visuais, Biologia, Ciências da Natureza, Ciências Sociais, Computação, Dança, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras Espanhol, Letras Português, Letras Português e Espanhol, Letras Português e Inglês, Letras Inglês, Matemática, Música, Química, Pedagogia e Teatro.

Nesta edição, quatro áreas passam a integrar a avaliação: Ciências da Natureza, Dança, Letras Espanhol e Teatro.

Questionários – Os participantes inscritos como concluintes pelos coordenadores de curso no Enade das Licenciaturas 2026 devem preencher o Questionário do Estudante.

Já os demais participantes da PND devem responder ao Questionário Contextual, que reúne informações sobre o perfil do participante e o contexto de sua formação.

Ambos os questionários devem ser preenchidos até as 23h59 de 19 de setembro. O preenchimento é obrigatório para que o participante possa visualizar o local de prova no Sistema PND.

Horários – A aplicação da PND seguirá o horário oficial de Brasília (DF). Os portões serão abertos às 12h e fechados, impreterivelmente, às 13h. A prova terá início às 13h30 e será encerrada às 19h.

Confira os horários:

  • Abertura dos portões: 12h;
  • Fechamento dos portões: 13h;
  • Início da prova: 13h30;
  • Término da prova: 19h.

Para evitar imprevistos no dia da aplicação, é importante que o participante confira previamente o endereço indicado no Cartão de Confirmação e planeje o trajeto até o local de prova, considerando o horário de fechamento dos portões.

Próximas datas da PND 2026:

  • 20 de setembro: aplicação da prova;
  • 24 de setembro: divulgação dos cadernos de prova, da grade de correção da questão discursiva, dos gabaritos preliminares das questões objetivas e da expectativa de resposta da questão discursiva;
  • 15 de dezembro: divulgação do resultado final.

Acesse o Sistema PND

*Inca oferece mestrado em Saúde Coletiva e Controle do Câncer. Inscrições até o dia 30

Estão abertas, até 30 de setembro, as inscrições para a seleção para o mestrado profissional do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva e Controle do Câncer (PPGCan) do Inca (Instituto Nacional de Câncer), com ingresso em 2027.

O programa destina-se a profissionais da saúde e áreas afins que possuam vínculo empregatício formal — preferencialmente em instituições do Sistema Único de Saúde (SUS) ou credenciadas — e que tenham interesse em desenvolver pesquisas aplicadas ao controle do câncer.

Os candidatos deverão desenvolver projetos alinhados às seguintes linhas de pesquisa:

Prevenção, Vigilância e Controle do Câncer

  • Promoção da saúde e ações integradas de prevenção primária, secundária e terciária do câncer;
  • Integralidade, sobrevivência e cuidados paliativos na atenção ao câncer;
  • Vigilância do câncer.

Políticas, Programas e Gestão no Controle do Câncer

  • Políticas, programas e ações para a organização da rede de atenção no controle do câncer;
  • Impacto do câncer sobre o sistema de saúde;
  • Educação em saúde no controle do câncer.

O processo seletivo é conduzido pelo próprio PPGCan. Consulte o edital completo e as informações detalhadas . As etapas de avaliação e provas têm início previsto para 19 de outubro.

*Conab estima produção recorde na safra 2025/26 com 361,7 milhões de toneladas de grãos

A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 deve alcançar 361,7 milhões de toneladas. O volume representa uma alta de 2,6% em relação à temporada anterior e de 0,3% frente ao levantamento de agosto. A estimativa incorpora o avanço da colheita do milho segunda safra, que registra produtividades acima do previsto. As informações são do 12º Levantamento do Boletim da Safra de Grãos, divulgado nesta terça-feira (15/9).

Entre os dados apurados pela Companhia, a área de plantio no País cresceu 1,7% em comparação com o ciclo 2024/25, alcançando 83,5 milhões de hectares. Os maiores incrementos ocorreram na cultura da soja, que incorporou 1,3 milhão de hectares (2,7%), no milho, com aumento de 762,5 mil hectares (3,5%), e no sorgo, com alta de 32,9% (537 mil hectares).

Em agosto, os volumes de chuva superaram 90 mm na Região Sul, no sul de São Paulo e no litoral do Nordeste. Em contrapartida, diversas áreas do Centro-Oeste, do Norte e do interior nordestino registraram acumulados inferiores a 40 mm. O tempo seco favoreceu a colheita no Centro-Oeste e no Sudeste, ao passo que o excesso de chuva no Sul afetou pontualmente as lavouras de trigo. As temperaturas máximas passaram de 36 °C em cinco estados, e houve episódios de geadas, principalmente no Rio Grande do Sul.

Para os próximos meses, a previsão climática indica cenários distintos para a agricultura brasileira. Em grande parte do Norte e do Nordeste, as chuvas devem ficar abaixo da média. Já a Região Sul tem previsão de chuvas acima da média, com risco de excesso hídrico em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Esse quadro decorre da persistência do fenômeno El Niño entre setembro e novembro.

As estimativas para a safra 2025/26 revelam variações entre as principais culturas. Soja, milho e algodão apresentam projeção de crescimento, enquanto arroz, feijão e trigo recuam frente ao ciclo anterior. A soja deve atingir 180,4 milhões de toneladas, e o trigo apresenta o maior recuo, de 27,1%.

Principais destaques por cultura

Soja – A safra de soja está projetada em 180,4 milhões de toneladas, a maior produção já registrada na série de acompanhamento da Conab. O montante representa uma alta de 5,2% sobre o ciclo anterior, com expansão de 2,7% na área plantada e ganho de 2,5% na produtividade. As exportações devem atingir patamar recorde com embarques previstos em 116,2 milhões de toneladas.

Feijão – A produção de feijão é estimada em 2,95 milhões de toneladas, o que confirma um recuo de 3,6% em relação ao período anterior. A retração decorre principalmente da redução de 5,7% na área cultivada, embora o rendimento médio tenha crescido 2,2%, alcançando 1.161 kg/ha. Para o abastecimento doméstico, a demanda projetada é de 2,7 milhões de toneladas, mantendo o patamar da safra passada.

Algodão – Para o algodão, a previsão indica 4,14 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26, nível mais elevado da série histórica. Mesmo com a retração de 3,2% na área cultivada (estimada em 2,02 milhões de hectares), a produtividade das lavouras avança 4,9% e atinge o pico de 2.053 kg/ha de pluma. A produção supera em 1,5% o resultado de 2024/25 e fica 1,4% acima da estimativa de agosto.

Arroz – A safra de arroz deve somar 11,08 milhões de toneladas em 2025/26, o que significa uma queda de 13,2% em relação ao ciclo anterior. A retração reflete principalmente a redução de 14% na área plantada – calculada em 1,52 milhão de hectares –, apesar do ganho de 1% na produtividade média, que chega a 7.303 kg/ha. Segundo o levantamento da Conab, a opção por menor área decorre de preços menos remuneradores ao produtor e da migração para culturas como soja e milho.

Milho – O volume total de milho está calculado em 144 milhões de toneladas, crescimento de 2% sobre a temporada anterior. A primeira safra registra produtividade recorde de 7.191 kg/ha (alta de 8,8%), enquanto a segunda safra prevê 112,1 milhões de toneladas, ficando apenas 1% abaixo do recorde anterior. Já a terceira safra deve recuar 20,1%, fechando em 2,39 milhões de toneladas.

Trigo – A produção de trigo deve alcançar 5,74 milhões de toneladas em 2025/26, queda de 27,1% em relação ao ciclo passado. O recuo reflete a redução de 21,2% na área cultivada e da menor produtividade média (2.978 kg/ha, queda de 7,5%). Com a retração na oferta nacional, as importações do cereal são estimadas em 7,06 milhões de toneladas.

A Conab continuará atualizando os dados das culturas que ainda permanecem em campo nos próximos levantamentos.

Para saber mais sobre os resultados da safra 2025/26, o desempenho das principais culturas, o cenário climático e as condições de mercado, consulte o 12º Levantamento de Grãos da Conab.

*Vacina pneumo20 vai ser ofertada para quem tem mais de 85 anos

O Ministério da Saúde começou a disponibilizar, pela primeira vez, a vacina pneumocócica 20-valente conjugada (pneumo 20) para pessoas com 85 anos ou mais. O imunizante já está disponível no SUS para o início da vacinação desse público, ampliando a proteção contra a doença pneumocócica e suas formas graves, como pneumonia e meningite. O objetivo é contribuir para reduzir o risco de complicações, hospitalizações e óbitos entre as pessoas mais idosas. A estimativa é de que mais de 2,3 milhões de pessoas façam parte do público-alvo em todo o país.

Com o avançar da idade, as infecções pneumocócicas tendem a apresentar maior gravidade, risco de complicações e taxas de mortalidade mais elevadas. Entre os fatores que aumentam essa vulnerabilidade, estão o processo natural de envelhecimento do sistema imunológico (imunossenescência), e a maior frequência de comorbidades. Essas condições aumentam o risco de evolução desfavorável das infecções respiratórias, hospitalização e necessidade de cuidados intensivos. Além das consequências respiratórias, podem ocorrer comprometimentos cardíacos, renais e do sistema nervoso central, entre outros.

Dados nacionais reforçam a importância da proteção desse público. Entre pessoas idosas com 80 anos ou mais, a taxa de hospitalização por pneumonia de todas as causas foi de 3.097,7 por 100 mil habitantes em 2024 e de 2.902,7 por 100 mil em 2025. Já entre pessoas com 85 anos ou mais, a taxa de mortalidade por pneumonia foi de 758,1 óbitos por 100 mil habitantes em 2024 e de 743,1 por 100 mil em 2025.

A nova vacina, a pneumo 20, incorporada no Calendário Nacional de Vacinação em junho deste ano para crianças menores de 5 anos, amplia a proteção contra 20 sorotipos de Streptococcus pneumoniae . A bactéria é apontada como a causa mais comum de infecções respiratórias em todas as faixas etárias. A vacinação é uma importante estratégia para prevenir a doença.

Distribuição das doses

A distribuição das doses destinadas ao novo público-alvo começou neste mês de setembro. Os próximos envios serão definidos considerando, entre outros critérios, a população elegível, a média mensal de doses aplicadas e os estoques disponíveis nos estados.

A meta é vacinar pelo menos 90% das 2.337.775 pessoas com 85 anos ou mais estimadas no país. Para receber o imunizante, é necessário apresentar documento que comprove a idade, sem necessidade de prescrição médica.

Esquema de vacinação

A recomendação da Pneumo 20 considera o histórico de vacinação contra a doença e define diferentes condutas de acordo com as vacinas já recebidas. A orientação é a seguinte:

  • 85 anos ou mais, sem vacinação pneumocócica prévia: 1 dose única da Pneumo 20.
  • Recebeu apenas 1 dose de Pneumo 13 ou Pneumo 15: 1 dose da Pneumo 20, respeitando intervalo mínimo de 2 meses.
  • Recebeu apenas 1 dose de Pneumo 23: 1 dose da Pneumo 20, com intervalo mínimo de 1 ano.
  • Recebeu 2 doses de Pneumo 23: não há indicação de Pneumo 20 na estratégia.
  • Recebeu 1 dose de Pneumo 13 ou Pneumo 15 + 1 dose de Pneumo 23 : não há indicação de Pneumo 20 na estratégia.

A vacinação será ofertada nas unidades de saúde, por estratégias extramuros ou em domicílio. A orientação do Ministério da Saúde é realizar busca ativa das pessoas elegíveis sem registro das doses necessárias para conferir proteção ou com esquema incompleto, com prioridade para aquelas com dificuldade de acesso aos serviços, restrição de mobilidade, fragilidade, comorbidades, dependência funcional ou insuficiência de suporte familiar e social.

A pasta também recomenda aproveitar a oportunidade para atualizar as demais vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação do Idoso . Para pessoas de 60 a 84 anos acamadas ou institucionalizadas e com condições clínicas especiais, a pneumo 20 permanece disponível na estratégia especial já estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). A ampliação da vacinação para outras faixas etárias está prevista de forma gradativa, de acordo com critérios de vulnerabilidade e risco.

Deborah Novais

*Biblioteca digital do MEC disponibiliza acervo para todas as idades e soma 450 mil horas de leitura

Voltada a estudantes, educadores, pesquisadores e leitores em geral, a biblioteca digital do Ministério da Educação oferece acesso público e 100% gratuito a um acervo de mais de 25 mil títulos. Todo o catálogo está estruturado em 26 categorias temáticas, pensadas para facilitar a navegação e atender aos mais diversos perfis de interesse, priorizando a representatividade cultural e a qualidade literária. Tendo isso em vista, a plataforma reúne desde grandes clássicos da literatura universal e biografias até sucessos contemporâneos do mercado editorial e títulos adicionados recentemente ao acervo.

A diretora de Apoio à Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Anita Stefani, assinala que a organização temática e a curadoria das obras garantem um espaço inclusivo e plural, uma vez que a biblioteca digital soma um acervo de mais de 25 mil obras, de títulos diferentes, mas com uma diversidade muito grande, que agrada a vários públicos. Isso é possível devido a uma curadoria que prioriza aspectos de qualidade, diversidade de gêneros literários, de autores e de línguas, garantindo representatividade cultural para que diversos públicos possam se sentir atendidos.

Diversidade e destaques – A divisão em 26 categorias permite ao leitor explorar acervos específicos diretamente na página inicial do site ou no aplicativo. Entre seções e obras de grande circulação disponíveis na plataforma, destacam-se:

  • Clássicos: Romanceiro da Inconfidência (Cecília Meireles); As Meninas (Lygia Fagundes Telles); Crime e Castigo (Fiódor Dostoiévski); 1984 (George Orwell); e Odisseia (Homero).
  • Juvenil: A mágica Mortal (Raphael Montes); Turma da Mônica Jovem (Maurício de Sousa); Diário de Uma Garota Esquisita (Thalita Rebouças); e Sherlock Holmes – Um Estudo em Vermelho (Arthur Conan Doyle).
  • Biografia: Jorge Amado: uma biografia (Joselia Aguiar); Malala: a menina que queria ir para a escola (Adriana Carranca); O Educador: um perfil de Paulo Freire (Sergio Haddad); e Quem é Essa Mulher: uma biografia de Zuzu Angel (Virginia Siqueira Starling).
  • Aventura: Harry Potter (J. K. Rowling); Star Trek (A. C. Crispin); Viagem ao Centro da Terra (Julio Verne); Duna (Frank Herbert); e O Homem Bicentenário (Isaac Asimov).
  • Poesia: As Palavras Voam (Cecília Meireles); Melhores Poemas (Ferreira Gullar), Um Mundo em Poucas Linhas (Tamara Klink), Livro do Desassossego (Fernando Pessoa) e O Coração Amarelo (Pablo Neruda).

A plataforma conta ainda com obras de grande sucesso editorial, adicionadas recentemente, como: Verity (Colleen Hoover); A Psicologia Financeira (Morgan Housel); Hábitos Atômicos (James Clear); A Biblioteca da Meia-Noite (Matt Haig); Nunca Minta (Freida McFadden); O Massacre da Família Hope (Riley Sager); A Hora da Estrela – edição comemorativa (Clarice Lispector); Melhor que nos Filmes (Lynn Painter); Patinando no Amor (Lynn Painter); e Murdoku (Manuel Garand).

Assista ao vídeo:

Alta demanda de leitores – De acordo com o relatório de indicadores de uso da plataforma, atualizado em 7 de setembro de 2026, a biblioteca digital do MEC atingiu a marca de 1.193.622 usuários cadastrados via conta Gov.br .

Desses, 531.856 leitores já realizaram ao menos um empréstimo de livro, gerando um total de 797.497 empréstimos e 450,1 mil horas de leitura – o equivalente a mais de 51 anos de leitura ininterrupta.

Segundo Anita Stefani, a resposta do público superou as expectativas iniciais da equipe técnica, revelando um forte engajamento dos leitores com o ambiente digital. De fato, a primeira grande surpresa foi a demanda, uma vez que a biblioteca foi muito bem recebida e, em pouco tempo, somava mais de 1 milhão de usuários. O fato mais surpreendente foi a demanda de usuários, para que pudessem ser emprestados mais livros do que o sistema permite atualmente. De acordo com a pasta, isso demonstra que há leitores vorazes consumindo intensamente a plataforma.

Vale lembrar que, apesar do limite de empréstimos simultâneos ser de até dois livros por mês e por CPF, essa restrição aplica-se, exclusivamente, aos títulos que possuem direitos autorais vigentes. Por outro lado, os livros em domínio público são totalmente abertos e livres, de modo que o leitor pode realizar quantas leituras quiser ao longo do mês.

Ao todo, mais de 197 mil livros já foram lidos integralmente pelos usuários (com conclusão igual ou superior a 90% da obra). O ranking dos títulos mais lidos é liderado pelo romance nacional A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli, com 11.253 conclusões, seguido por A Vegetariana , de Han Kang (6.870 leituras concluídas), A Metamorfose , de Franz Kafka (5.346), O Menino Que Quase Virou Cachorro (4.952) e Noites Brancas , de Fiódor Dostoiévski (4.795). Em volume total de empréstimos, A Cabeça do Santo também ocupa o primeiro lugar geral, com 38.242 retiradas virtuais.

Preferência e alcance regional – Os dados de monitoramento do Ministério da Educação apontam ainda que metade do tempo de leitura na plataforma (50%, correspondendo a 224,1 mil horas) ocorre por meio da interface web no navegador de internet. O aplicativo para o sistema Android é responsável por 38% das horas lidas (173,1 mil horas), acumulando 929.757 downloads oficiais na Google Play Store. Já o aplicativo para o sistema iOS (Apple) representa 12% do tempo total de leitura (54,5 mil horas).

Na distribuição geográfica por estados, São Paulo lidera o número de usuários (254.109 inscritos e 166.724 empréstimos), seguido pelo Rio de Janeiro (101.967 usuários), Minas Gerais (99.475), Bahia (70.309) e Ceará (61.584). Entre os leitores que informaram a faixa etária no cadastro, a maior concentração de usuários com empréstimos ativos está na faixa de 18 a 24 anos (26,8%) e de 25 a 34 anos (25,0%).

Passo a passo – O acesso às obras da plataforma é totalmente gratuito e necessita apenas do login unificado da conta Gov.br. Para utilizar o serviço, o leitor deve seguir as orientações abaixo:

Acesse o site ou baixe o aplicativo: está disponível nas lojas de celular (Google Play e App Store) e em navegadores de internet.

Entre com a conta Gov.br: clique na opção “Entrar com Gov.br” e informe o CPF e a senha cadastrados.

Escolha a obra: na página inicial, explore os títulos organizados nas 26 categorias e vitrines temáticas como “Em Alta”, “Best-Sellers” e “Autores Clássicos”.

Pegue emprestado e leia: ao selecionar o livro desejado, o leitor pode conferir a sinopse na opção “Mais informações” e clicar no botão “Emprestar e Ler” para iniciar a leitura de forma imediata.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

*Preços da energia elétrica e dos alimentos caem, e país tem deflação em agosto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto foi de -0,32%, 0,39 ponto percentual (p.p.) abaixo do 0,07% registrado em julho. No ano, o IPCA acumula alta de 3,11% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,22%, abaixo dos 4,44% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2025, a variação havia sido de -0,11%.

Habitação (-1,87%), Transportes (-0,86%), Alimentação e bebidas (-0,34%) e Comunicação (-0,09%) tiveram deflação. As altas oscilaram entre 0,12% de Vestuário e 1,30% de Despesas pessoais.

A queda em Habitação (-1,87%), o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real, veio da contribuição de -0,33 p.p. da energia elétrica residencial que recuou 7,63% no mês, em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. Em agosto, permanecia em vigor a bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Houve, também, a incorporação dos seguintes reajustes tarifários: 8,85% em uma das concessionárias em São Paulo (-7,42%), a partir de 04 de julho; 6,89% em Vitória (-3,13%), vigente desde 07 de agosto e 5,42% em São Luís (-8,51%) a partir de 28 de agosto. Em Fortaleza (-7,84%) e Rio Branco (-5,92%), as tarifas foram reduzidas em, respectivamente, 6,65% e 5,20%, com vigência em 26 de agosto.

Ainda em Habitação destaca-se, também, a variação de 1,74% no gás encanado, que se deu devido aos reajustes nas tarifas de 10,21% e 1,80%, em Curitiba (9,89%) e no Rio de Janeiro (1,69%), respectivamente, ambos a partir de 1º de agosto. A taxa de água e esgoto (0,11%) reflete o reajuste de 3,55% em Salvador (2,21%), vigente desde 20 de julho.

Alimentação e bebidas variou -0,34%, após o recuo de 0,67% em julho, por influência da alimentação no domicílio (-0,61%). As principais quedas foram na batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo de galinha (-4,15%) e café moído (-1,86%). No lado das altas, destacam-se o leite longa vida (1,78%), frutas (0,84%) e carnes (0,61%). A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,55% em julho para 0,36% em agosto, com o lanche saindo de 0,76% para 0,62%, e a refeição de 0,42% para 0,18%, no mesmo período.

A deflação em Transportes (-0,86%) reflete as quedas de 13,17% nas passagens aéreas e 0,91% nos combustíveis, com recuos no etanol (-3,95%), óleo diesel (-0,80%) e gasolina (-0,59%). O gás veicular subiu 2,62%. O subitem táxi (0,62%) considera o reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte (6,33%) vigente desde 08 de agosto. Já a queda de transporte por aplicativo (-4,57%) contempla, além da variação apurada em agosto, parte do resultado de julho que, indevidamente, não foi apropriado no referido mês.

Despesas pessoais foi o grupo de maior variação (1,30%) e impacto (0,13 p.p.), impulsionado pela alta no preço do cigarro (19,59%), que apresentou o maior impacto positivo no resultado do mês (0,11 p.p.).

Em relação aos índices regionais, a menor variação ocorreu em Curitiba (-0,64%), por conta dos recuos da passagem aérea (-15,34%) e da energia elétrica (-7,73%). Na variação de -0,02% em Brasília destaque para a alta da gasolina (3,91%) e do cigarro (22,89%).

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 31 de julho de 2026 a 31 de agosto de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 01 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (base).

INPC fica em -0,32% em agosto

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,32% em agosto, 0,31 p.p. abaixo de julho (-0,01%). O INPC acumula alta de 3,17% no ano e de 3,98% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,10% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2025, a taxa foi de -0,21%.

Produtos alimentícios saíram de -0,74% em julho para -0,34% em agosto. Já a variação dos não alimentícios passou de 0,23% em julho para -0,31% em agosto.

Quanto aos índices regionais, a menor variação ocorreu em Curitiba (-0,67%), influenciada pelos recuos em energia elétrica residencial (-7,68%) e emplacamento e licença (-4,83%). Na variação de -0,03% de Fortaleza, destaque para cigarro (16,41%) e cursos regulares (1,63%).

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 31 de julho de 2026 a 31 de agosto de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 01 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (base).

*Conab registra queda do custo da cesta básica em 25 capitais no mês de agosto

O preço do conjunto dos alimentos básicos diminuiu em 25 das 27 capitais no mês de agosto. Entre os itens analisados, café em pó e tomate apresentaram redução em mais de 80% das capitais, como mostra a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Divulgado nesta quinta-feira (10), o levantamento elaborado em parceria entre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) também aponta queda dos valores da batata no Centro-Sul e do feijão-carioca em 19 das 22 capitais em que a variedade do grão é considerada na composição da cesta.

No comparativo mensal, o café apresentou variação entre queda de 5,98% no Rio de Janeiro e aumento de 1,55% em João Pessoa. Apesar da retração na oferta, influenciada pela proximidade do término da colheita, início das exportações e regime de chuvas, a redução da demanda no varejo levou aos percentuais de decréscimo verificados nas cotações do último mês em 23 capitais. Para o tomate, que ficou mais barato em 22 cidades analisadas, as maiores reduções foram apuradas em Campo Grande (-27,09%), Manaus (-26,99%), Rio Branco (-25,93%), Salvador (-23,05%) e Aracaju (-20,20%).

Integrante da cesta básica nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a batata registrou variações negativas superiores a 14% nos 11 estados analisados. O aumento da oferta da safra de inverno elevou a oferta do tubérculo, com oscilação entre quedas de 34,18% em Brasília e de 14,65% em São Paulo. Outro item com diminuição no valor do quilograma, o feijão, somando as variedades carioca e preto, teve variação negativa em 20 municípios. Para o grão preto, em período de entressafra, os valores cresceram em quatro das cinco capitais em que é avaliado. Já para o carioca, o avanço da colheita da terceira safra contribui para o decréscimo de até 15,47% em Goiânia.

Considerando os subtipos cristal e refinado, o quilograma do açúcar teve diminuição percentual em 16 capitais. Para o cristal, os preços variaram entre queda de 5,64% em Manaus e elevação de 11,14% em São Luís. Já para o refinado, queda nas cinco capitais onde o produto é pesquisado, com as maiores reduções em São Paulo (-3,99%) e Florianópolis (-3,24%).

A pesquisa identificou aumento nos valores de varejo do arroz agulhinha e do leite integral em 23 capitais. A baixa disponibilidade do cereal, a necessidade de recomposição dos estoques industriais e as intercorrências logísticas ocasionadas pelas chuvas interferiram no preço, que registrou crescimento superior a 5% em Porto Alegre (6,43%), Brasília (6,29%), Vitória (5,54%) e Curitiba (5,28%). Para o leite, as cotações também cresceram em patamares superiores a 7% em João Pessoa (7,08%), Campo Grande (7,42%) e Teresina (7,66%).

Também mais caros em 18 capitais, os valores de comercialização do pão francês e do óleo de soja registraram percentuais de crescimento com variações superiores a 2%. Com a alta do preço do trigo e da farinha, o quilograma do pão apresentou maiores aumentos em Florianópolis (2,68%), Curitiba (2,59%) e Porto Velho (2,55%). O litro do derivado da soja, por sua vez, teve maiores incrementos em Manaus (2,33%), Curitiba (1,96%) e Natal (1,89%). De acordo com a pesquisa, a demanda global justifica o cenário, além dos possíveis efeitos climáticos do El Niño sobre a safra 2026/2027.

Em sequência, a carne bovina de primeira e a banana tiveram aumento em 16 capitais. O quilograma da proteína oscilou entre queda de 3,57% em Aracaju e elevação de 4,81% em Campo Grande. Já para a fruta, a menor cotação foi apurada em Natal (-7,13%) e a maior, em Campo Grande (9,03%). A análise também acompanhou os preços da manteiga e das farinhas de trigo e de mandioca, conforme capitais em que são consideradas na composição das cestas básicas.

Acumulado – Entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, o percentual acumulado da cesta básica cresceu em todas as capitais, com elevação mínima em Brasília (+2,82%) e máxima em Porto Velho (+12,29%). No comparativo dos últimos 12 meses, o crescimento foi em 25 capitais, variando entre a redução de 0,64% em Brasília e o aumento de 7,51% em Goiânia. Em agosto, o valor mais caro da cesta básica foi apurado em São Paulo (R$ 900,59), capital que também registrou crescimento acumulado superior a 5% em 2026 e no comparativo dos últimos 12 meses. Essa faixa percentual se manteve no valor do conjunto dos alimentos básicos do último mês em Cuiabá (R$ 851,57) e no Rio de Janeiro (R$ 851,19), municípios que ocupam a sequência decrescente do valor mensal da cesta. No panorama geral, a pesquisa mostra que, embora a maioria das capitais tenha apresentado decréscimos mensais, os patamares acumulados ainda apontam para a tendência ascendente no custo da alimentação.

Parceria Conab e Dieese – Desde 2024, a Conab e o Dieese realizam em parceria o acompanhamento dos preços da cesta básica de alimentos, a fim de contribuir com a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e com a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Por meio da pesquisa, a coleta de preços de alimentos básicos foi ampliada de 17 para 27 capitais brasileiras, com resultados que passaram a ser divulgados em agosto de 2025.

Informações detalhadas sobre os valores dos produtos que compõem a cesta básica nas 27 capitais estão disponíveis na Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos , divulgada no site da Conab e no portal do Dieese.

Por Conab

*Prevenção do Suicídio: conectividade e serviços digitais fortalecem o cuidado com a saúde mental

Em um mundo cada vez mais conectado, a internet e os serviços digitais podem contribuir para esse cuidado ao ampliar o acesso à informação, fortalecer redes de apoio e aproximar a população de profissionais e serviços especializados. Por outro lado, o ambiente digital também pode ser campo para desinformação, exposição a conteúdos prejudiciais e práticas como o ciberbullying, impactando negativamente a saúde mental. É preciso encontrar equilíbrio neste universo.

Para quem busca apoio por meio do universo online, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e atua na prevenção ao suicídio por meio de atendimentos gratuitos. No site oficial, os usuários encontram diferentes canais digitais de acolhimento. Pelo chat, por exemplo, é possível conversar diretamente com um voluntário treinado, que presta escuta acolhedora com respeito, anonimato e sigilo sobre as informações compartilhadas.

Canais governamentais voltados à saúde também são importantes fontes de informação e orientação, como é o caso da página do Ministério da Saúde . No portal, os usuários encontram informações sobre os principais sinais de alerta que uma pessoa em risco pode apresentar, como isolamento social, manifestações de ideias suicidas e agravamento de alterações comportamentais.

A conectividade ajuda a superar barreiras geográficas no acesso aos cuidados em saúde mental. Terapias online e teleatendimentos podem ser utilizados por pessoas que, por motivos econômicos ou de tempo, não conseguem acessar esses serviços de forma presencial, garantindo o atendimento e o acolhimento necessários.

As consultas online podem ser, em muitos casos, o primeiro contato com um profissional de saúde, incentivando a pessoa a buscar acompanhamento especializado posteriormente.

Perigos digitais

Apesar de a internet ser uma importante ferramenta de acesso à informação, acolhimento e apoio emocional, o ambiente digital também exige atenção. Redes sociais e chats de jogos online podem abrigar os chamados “trolls”, pessoas que publicam comentários provocativos, falsos ou ofensivos para causar conflitos e constrangimentos. A exposição frequente a esse tipo de interação pode contribuir para sentimentos de ansiedade, estresse e sofrimento emocional.

Quais cuidados tomar

Diante desse cenário, o usuário pode adotar algumas medidas para tornar a experiência online mais segura e contribuir para o próprio bem-estar. Confira:

Moderação digital: utilize ferramentas de denúncia, bloqueio e filtros de conteúdo disponíveis nas plataformas digitais. Essas funcionalidades ajudam a reduzir a exposição a conteúdos ofensivos, desinformação e situações de assédio, além de auxiliar os moderadores na identificação e remoção de publicações nocivas.

Fontes confiáveis: apesar de existirem muitos recursos seguros na internet, como a terapia online, procure sempre verificar, antes de compartilhar informações sobre saúde mental, se o conteúdo foi publicado por órgãos oficiais, instituições de saúde ou especialistas qualificados.

Tempo de uso equilibrado : estabelecer limites para o uso de redes sociais, jogos e outras plataformas digitais pode contribuir para uma relação mais saudável com a tecnologia e evitar a sobrecarga emocional.

Rede de apoio: a internet pode servir para conectar pessoas a redes de apoio formadas por familiares, amigos e grupos especializados em saúde mental. Em momentos de sofrimento emocional, conversar com pessoas de confiança pode fazer a diferença.

A conectividade amplia o acesso à informação, ao acolhimento e aos serviços de saúde mental, mas não substitui o acompanhamento profissional. Em momentos de sofrimento emocional, buscar ajuda especializada é um passo essencial para garantir orientação adequada e cuidado contínuo.

Fonte: Redação Galera Vermelha, com Agência Gov e ministérios

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