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Irmãos Bolsonaro atuaram contra o Brasil após novo tarifaço dos EUA, afirma Pedro Uczai

Líder da bancada do PT na Câmara afirma que Flávio e Eduardo Bolsonaro atuaram contra os interesses nacionais e defende medidas do governo federal para proteger empresas, empregos e a economia diante da nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos

O líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), reagiu nessa quarta-feira (15) à decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. O parlamentar atribuiu a medida à atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), junto ao governo norte-americano. Uczai defendeu a adoção da Lei da Reciprocidade e afirmou que o governo federal tomará medidas para proteger empresas, empregos e a economia brasileira diante do novo tarifaço.

“O Brasil não é quintal de ninguém. Somos a maior economia da América do Sul. O governo federal já abriu novos mercados para os produtos brasileiros, aplicará a Lei da Reciprocidade e defenderá os interesses nacionais”, afirmou Uczai. Segundo o parlamentar, o Executivo também pretende amparar os setores atingidos pelo chamado “Plano Brasil Soberano”. “As empresas afetadas pelo tarifaço ilegal e arbitrário de Trump terão medidas de proteção para preservar empregos, garantir a produção e fortalecer a economia brasileira”, acrescentou.

Traidores da Pátria
Na avaliação de Pedro Uczai, Eduardo e Flávio Bolsonaro trabalharam contra os interesses brasileiros ao defenderem sanções dos Estados Unidos ao país. “Mais um ataque ao Brasil, promovido pelo governo Trump e articulado por Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro”, declarou. O líder petista também criticou a postura dos parlamentares em relação ao presidente norte-americano. “Traem a Pátria ao colocar em risco a nossa soberania, a nossa economia, o PIX e milhares de empregos de brasileiros e brasileiras”, disse.

O deputado afirmou ainda que o Brasil responderá à medida sem abrir mão da defesa da soberania nacional. “O povo brasileiro não vai se curvar aos mandos e desmandos do imperialismo de Trump. O Brasil é soberano, e a nossa soberania não está à venda”, concluiu.

Tarifa pode atingir US$ 15 bilhões em exportações
A nova tarifa foi anunciada em um contexto em que parte das exportações brasileiras já estava sujeita a outras sobretaxas impostas pelos Estados Unidos, especialmente sobre os setores de aço e alumínio.

Aplicada com fundamento na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, a tarifa alcança milhares de outros produtos exportados pelo Brasil. Levantamento preliminar da Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a medida poderá afetar cerca de US$ 15 bilhões em exportações brasileiras por ano.

Segundo o USTR, a investigação concluiu que práticas adotadas pelo Brasil restringem ou prejudicam o comércio de agricultores, trabalhadores, empresas inovadoras e exportadores dos Estados Unidos. Entre as justificativas apresentadas estão políticas relacionadas ao comércio digital e aos serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais consideradas injustas, ações na área de combate à corrupção, regras de proteção à propriedade intelectual, restrições ao acesso do etanol norte-americano ao mercado brasileiro e o desmatamento ilegal.

Por Héber Carvalho (página PT na Câmara)
Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara

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