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Governo Lula, via Iphan, envia R$ 11,7 milhões à Prefeitura de Santo André para restauros em Paranapiacaba; Danilo Nunes e Bete Siraque celebram investimentos

A histórica Vila de Paranapiacaba, em Santo André, no ABC Paulista, passará por uma importante transformação visual e estrutural. O Governo Lula, por intermédio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) viabilizará junto a Prefeitura de Santo André a restauração de dezenas de imóveis residenciais da icônica vila inglesa, um importante destino turístico do estado de São Paulo.

O projeto contará com um investimento de R$ 11,7 milhões, integralmente custeados pelo órgão federal de patrimônio histórico, enquanto a administração municipal ficará encarregada da execução e viabilização das obras. Os recursos são provenientes do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), lançado pelo governo federal, que separou R$ 771,8 milhões para iniciativas de preservação cultural por todo o país.

Retomada rumo ao título de Patrimônio da Humanidade
O plano prevê a revitalização de imóveis que preservam a tradicional arquitetura em madeira do século XIX. Para o superintendente do Iphan em São Paulo, Danilo Nunes, o aporte financeiro consolida um compromisso de valorização que visa colocar a vila novamente no radar internacional.

“A Vila de Paranapiacaba do município de Santo André é um patrimônio do Brasil e, desde que assumimos o Iphan, procuramos dar a atenção e o respeito que ela merece: entregamos o campo de futebol, o Cine Lira, o auditório e, agora, serão as casas e o trabalho para que possamos retomar sua candidatura a Patrimônio da humanidade”, afirmou Nunes.

A ex-vereadora de Santo André e pré-candidata a deputada estadual, Bete Siraque (PT), também ressaltou o impacto positivo que as obras trarão para o cotidiano local e para a atividade turística regional através do trabalho conjunto entre as esferas governamentais.

“A nossa querida Vila de Paranapiacaba vai passar por uma transformação muito importante. A vila recebeu, de uma parceria do governo federal com o governo municipal, através do Iphan, recursos do PAC para reformar várias casas. Nós vamos encontrar uma vila totalmente restaurada, boa de se ver, boa de se conviver. Se você não conhece, venha conhecer! Tenho certeza que vai adorar essa vila inglesa bucólica, linda, situada aqui na nossa querida cidade de Santo André. Mais uma vez, através do Iphan, do governo federal, a gente pode ver mudanças substanciais importantes para a nossa cidade”, declarou Bete Siraque.

Veja aqui o vídeo que Bete publicou em suas redes sociais: https://www.instagram.com/p/DY5hVjkJJNV/

Patrimônio histórico, arquitetônico e tecnológico
Localizada a 30 km do Centro de Santo André, a vila começou a se desenvolver a partir de 1860, no topo da Serra do Mar, com a implantação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí. Sendo a primeira ferrovia paulista, ela foi construída pela companhia inglesa SPR – São Paulo Railway para escoar a produção do Estado de São Paulo ao mercado internacional. Para abrigar os funcionários da empresa britânica, a vila foi projetada com casas de madeira pré-fabricadas trazidas diretamente da Europa de navio.

Com o fim da concessão dos ingleses, a vila passou por um intenso período de abandono e degradação, acompanhando o descaso dos governos para com o transporte e o patrimônio ferroviário. Esse cenário começou a mudar a partir de esforços de preservação e de uma transição na gestão: desde 2002, o controle de todo o complexo imobiliário pertence à Prefeitura de Santo André, que adquiriu o local por R$ 2,1 milhões junto à extinta Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA) — autarquia que havia herdado o controle da ferrovia nos anos 1960. Atualmente, cerca de 750 moradores e comerciantes residem na vila mediante o pagamento de aluguéis à prefeitura.

Como parte das ações de valorização de sua importância histórica, o Iphan retomou a candidatura de Paranapiacaba para Patrimônio Mundial, que havia sido interrompida em 2014. Hoje, o distrito atrai milhares de visitantes anualmente, impulsionado por eventos tradicionais como a Festa do Cambuci e a Convenção de Bruxas e Magos, além do fluxo de passageiros do Expresso Turístico da CPTM, que parte da Estação da Luz, na Capital Paulista, aos fins de semana com bilhetes altamente concorridos.

Luiz Henrique Gurgel

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