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Edinho confirma, em conversa com Kassab, neutralidade do PSD e cita apoios do PP e MDB

Presidente do PT diz que está dialogando com várias lideranças políticas, de diferentes partidos, para reeleger Lula. Ele quer Geraldo Alckmin na coordenação política da campanha

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, confirmou, nesta terça-feira, 6, ter conversado com Gilberto Kassab, presidente do PSD, sobre a disputa do segundo turno e a busca de novos apoios à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o relato de Edinho Silva, Kassab reafirmou a neutralidade da legenda e a liberdade para que a cúpula petista tenha diálogos individuais com políticos da legenda.

“O Kassab disse a mim que o PSD ficará na neutralidade, mas que nós temos toda a liberdade de procurar as lideranças do PSD para dialogar. É isso que nós vamos fazer”, afirmou.

Edinho Silva, que é o coordenador político da campanha de Lula, também afirmou a jornalistas que gostaria de ter o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) mais próximo da coordenação da campanha, ajudando a ampliar as articulações políticas e a interlocução com diferentes setores da sociedade, em especial com o empresariado.

As declarações foram dadas após a primeira reunião da Executiva Nacional do PT com coordenadores estaduais da campanha desde o primeiro turno, na sede do partido, em Brasília.

A movimentação política dá continuidade à ampliação da aliança pela reeleição de Lula. Edinho relatou ainda uma conversa com Marcos Pereira, presidente do Republicanos, e contatos com representantes do PP, do União Brasil e do Avante. Entre os nomes citados estão André Fufuca, eleito senador no Maranhão, que tende a permanecer ao lado de Lula, apesar da decisão de seu partido de apoiar Flávio Bolsonaro. Outro exemplo é Teresa Surita, do MDB, senadora eleita por Roraima, que já declarou adesão ao presidente, segundo o petista.

A estratégia é costurar apoios dos partidos da base do governo e suas lideranças regionais, independentemente das decisões das direções nacionais, e ampliar ainda mais o diálogo. “Nós vamos dialogar com muitas lideranças, muitas lideranças políticas, independente da movimentação partidária”, afirmou Edinho, que disse ter realizado dezenas de conversas ao longo do dia.

Edinho destacou ainda que o alinhamento da direção do PP a Flávio Bolsonaro não impede que nomes do partido caminhem com Lula. Após conversar com André Fufuca, o dirigente sinalizou que ele deve permanecer ao lado do presidente: “A tendência do Fufuca é ficar com o presidente Lula”.

Alckmin no coração da coordenação
Edinho quer que a ampliação dos apoios seja acompanhada pelo reforço da coordenação da campanha. O vice-presidente Geraldo Alckmin é um dos nomes que o dirigente considera fundamentais para essa tarefa, tanto pela experiência política quanto pela capacidade de conversar com diferentes setores.

“Ele tem que estar mais perto da coordenação porque ele pode nos ajudar muito”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de Alckmin contribuir na interlocução com empresários, Edinho foi direto: “Eu penso que o vice-presidente tem todas as condições de dialogar com o empresariado”.

O presidente do PT explicou que a intenção é agregar mais pessoas à organização da campanha para ampliar a presença pelo país na reta decisiva. Nesse contexto, mencionou também Camilo Santana, que havia se afastado da coordenação para se dedicar à disputa no Ceará, além de Rui Costa e Jaques Wagner.

“Nós temos que ampliar, porque nós temos que percorrer o Brasil em 20 dias”, disse Edinho. Para ele, mais pessoas envolvidas na organização permitirão fortalecer as ações nos estados e o debate sobre os projetos em disputa.

Mobilização nos estados e busca de quem não votou no 1º turno
A reunião da Executiva Nacional do PT definiu um calendário de mobilização e a orientação política para a nova etapa da disputa.

Para quarta-feira, 7, foi anunciado um encontro em Brasília com parlamentares em exercício e eleitos, do PT e dos partidos aliados. Também estão previstas uma plenária em São Paulo e ações de organização no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. A agenda de viagens de Lula começará a ser organizada na mesma data.

Uma das prioridades será buscar os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. “Nós vamos mobilizar todos os estados brasileiros, mobilizar o eleitor que não foi votar. Nós vamos vencer essas eleições”, afirmou Edinho.

O dirigente ressaltou que a campanha vai apresentar as diferenças entre os projetos de país e mostrar que Lula reúne realizações e força política para promover novas transformações.

Da Rede PT de Comunicação

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