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“DNA de fujão”: parlamentares criticam fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil

Derrotado nas urnas, senador foge para Estados Unidos e tem passaportes cancelados; petistas questionam sua conduta e cobram responsabilização

Após a derrota nas eleições presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fugiu do Brasil com a família, conforme informações divulgadas pela imprensa nesta terça-feira (27) e repercutidas por parlamentares do PT. A Polícia Federal (PF) havia ordenado a entrega do passaporte do senador, porém a medida não foi cumprida dentro do prazo estabelecido. Flávio perdeu a eleição para o Presidente Lula, no último domingo, por mais de 4 milhões de votos de diferença.

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), enfatizou que Flávio “fugiu com a família para os EUA e a pergunta que fica é: por que tanta pressa em abandonar o país e o próprio pai? Será que é porque agora ele não tem mais foro privilegiado e vai ter que responder pelos seus crimes?”

Ao encerrar o prazo, a PF cancelou os passaportes comum e diplomático de Flávio. Na tarde desta terça-feira, o Uol News confirmou a chegada do ex-candidato aos EUA.
DNA da fuga

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) denuncia o padrão da família. “Mais um Bolsonaro vira as costas para o Brasil. O roteiro se repete: pai, irmão e agora Flávio Bolsonaro. Diante de questionamentos e investigações, os Bolsonaro parecem sempre encontrar uma saída para longe do país que dizem defender. Ainda bem que o Brasil escolheu Lula. Ainda bem que o povo brasileiro escolheu a democracia, a soberania nacional e um projeto de país que não se curva a interesses estrangeiros”.

Já o deputado federal Alencar Santana (PT-SP) disse se tratar de “um covarde que saiu escondido do Brasil, com passagem pela Argentina, rumo aos Estados Unidos. Quem diz isso são os próprios aliados da família que tem a covardia no seu DNA. Jair Bolsonaro tentou se refugiar na embaixada da Hungria, Eduardo Bolsonaro fugiu escondido para os EUA e Flávio Bolsonaro fugiu escondido para os EUA”.

A indecência bolsonarista
Da tribuna da Câmara dos Deputados, parlamentares expuseram a vergonhosa conduta de Flávio ao perder o pleito. Paulão (PT-AL) questionou o candidato a vice-presidente de Flávio, deputado Alfredo Gaspar, perguntando: “Onde está o senador Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar de Mendonça?”

O alagoano ainda enfatizou que o DNA é de fujão da família, do seu pai quando perdeu, do deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos, e agora ele fugiu de novo. É a marca dos covardes na história. Não foi diferente quando Benito Mussolini, que coordenou o fascismo, tentou fugir, e os revolucionários conseguiram prendê-lo. Essa marca é uma marca que a extrema direita vai ficar com ela no DNA”.

Já o deputado Jilmar Tatto (PT-SP) reforçou que a PF havia dado prazo para apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro por ter vários processos, incluindo a sociedade com Willer Tomaz, que é dono de uma bet e é o maior jogador da própria plataforma. “Cinco bilhões o cara jogou na sua bet para lavar dinheiro! Se ele perde, fica para ele mesmo”. Além da investigação sobre o filme Dark Horse, estimado em 120 milhões de reais.

“Vocês arrumaram um dinheiro que foi para os Estados Unidos e não foi para o filme, foi, na verdade, para financiar o irmão dele, o Eduardo Bolsonaro, e para financiar, quem sabe, fake news através dos Estados Unidos”, observou Tatto.

O petista também falou diretamente aos eleitores do candidato à presidência, sinalizando o abandono cometido por Flávio ao “largar a mão” de seus apoiadores.

“E olhem a diferença: o Lula, quando foi condenado, preso injustamente, fez caravanas no Brasil, mas não fugiu. Ele falou: ‘Eu vou ficar aqui no Brasil e defender meu povo, defender minha dignidade, e, se for preciso ser preso, eu vou ser preso, mas de cabeça erguida’. Olhem a diferença!”

Derrotado nas urnas
As deputada Erika Kokay (PT-DF) e Carol Dartora (PR) e os deputados petistas Bohn Gass (RS), Gilmar Machado (MG), Kiko Celeguim (SP), Jorge Solla (BA), Marcon (RS), Nilto Tatto (SP), Padre João (MG), Paulo Guedes (MG), Reimont (RJ), Tadeu Veneri (PR ) e Welter (PR) também usaram a tribuna para criticar a postura do bolsonarista derrotado nas urnas no último domingo, que fugiu do país nesta terça-feira.

“A atitude de um cidadão como esse, primeiro, é uma confissão de culpa; segundo, uma confissão de covardia. Por que covardia? Porque ele nunca teve um projeto político de país, de nação. O projeto dele é de crime, de enriquecimento ilícito. Quando viu que seria preso e não teria mais proteção, e quando percebeu que não poderia assumir o cargo de Presidente da República, foi embora”, resumiu Jorge Solla.

Fonte: PT na Câmara

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