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Deputado Emidio de Souza aciona MP e entidades contra perseguição e boicote a eleitores de Lula em SP

Parlamentar pede investigação sobre listas contra comerciantes, cobra posicionamento da Fiesp e Fecomercio/SP diante do assédio eleitoral e aciona o Cremesp após conduta de médico.

O deputado estadual Emidio de Souza (PT-SP) acionou o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), entidades do setor patronal e o Conselho Regional de Medicina (Cremesp) para coibir episódios de perseguição, discriminação política e boicote comercial registrados no estado após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao Ministério Público estadual, o parlamentar solicitou a abertura de uma investigação formal sobre a circulação de listas de boicote organizadas contra comerciantes e profissionais autônomos apontados como simpatizantes do PT. A medida contempla casos registrados em pelo menos cinco municípios paulistas: Tanabi, São José do Rio Preto, Mirassol, Votuporanga e Pirassununga. No pedido, Emidio requer também que seja apurada a eventual participação de agentes públicos na elaboração ou divulgação desse material.

Pressão no ambiente de trabalho e assédio eleitoral
Em outra frente de atuação, o deputado enviou ofícios aos presidentes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Ivo Dall’Acqua Júnior. O objetivo é cobrar uma postura clara do setor empresarial contra ameças de demissão, dispensas discriminatórias e restrições a novas contratações motivadas por posições políticas.

A iniciativa fundamenta-se nos dados alarmantes divulgados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Até o dia 29 de outubro, o órgão contabilizava 3.396 denúncias de assédio eleitoral no Brasil. O estado de São Paulo liderava o ranking nacional, concentrando 620 desses relatos.

“O trabalhador vende sua força de trabalho, não sua liberdade de consciência”, declarou Emidio. “Ameaçar o emprego de alguém por causa do voto é valer-se da necessidade das pessoas para exigir uma submissão que a lei não permite.”

Representação no Cremesp
O parlamentar também pediu providências ao Cremesp em relação à conduta do cardiologista Clederson Henry Dina, profissional vinculado ao Hospital Israelita Albert Einstein. O médico publicou nas redes sociais uma série de ataques a apoiadores de Lula, episódio revelado pelo portal UOL.

Em nota, o Hospital Einstein informou que manifestações individuais de seus profissionais não refletem o posicionamento nem os valores da instituição.

Com as medidas apresentadas junto ao MP-SP, às entidades empresariais e ao conselho de classe médica, a expectativa é que os órgãos competentes identifiquem os responsáveis pelas ações discriminatórias e impeçam novos abusos nas relações de trabalho e comércio no estado.

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