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Deputada Prof. Bebel (PT) interrompe agenda para apoiar estudantes em ocupação da Secretaria Estadual da Educação (SP)

Parlamentar classificou a medida como “extrema”, mas necessária diante da insatisfação com a gestão Feder; desocupação pela PM durante a madrugada foi marcada por denúncias de violênci a

A deputada estadual Prof. Bebel (PT) manifestou publicamente seu apoio aos estudantes que ocuparam a sede da Secretaria Estadual da Educação (Seduc-SP), na Praça da República, na tarde da última quarta-feira (25). A parlamentar, que é uma das principais vozes da educação na Assembleia Legislativa (Alesp), interrompeu compromissos no interior paulista para retornar à capital e mediar o diálogo entre o movimento estudantil e o governo.

Em nota, Bebel destacou que a ocupação revela o esgotamento dos estudantes com as atuais políticas educacionais. “A ocupação é uma medida extrema — e revela o tamanho da insatisfação com os rumos da educação no estado. Estive com os estudantes para ouvir, entender e buscar caminhos de diálogo”, afirmou a deputada, reforçando a pauta contra as escolas cívico-militares, a plataformização do ensino e em defesa dos grêmios livres.

Desocupação e denúncias de violência
A mobilização, organizada pela UPES com apoio da Ubes, UNE e UEE-SP, reivindicava principalmente a recomposição orçamentária do estado. Segundo as entidades, desde 2024 houve uma retirada de cerca de R$ 11,3 bilhões do orçamento da educação estadual.

A ocupação foi encerrada durante a madrugada de quinta-feira (26) por uma intervenção da Polícia Militar. Julia Monteiro, presidenta da UPES, denunciou o uso de spray de pimenta e classificou a ação como de “extrema violência e brutalidade”. Ao todo, 21 manifestantes foram conduzidos ao 2º DP (Bom Retiro), onde foram ouvidos e liberados.

O impasse com a Secretaria
Enquanto os estudantes pediam uma reunião urgente com o secretário Renato Feder, a Secretaria da Educação (Seduc) apresentou uma versão divergente. Em nota, a pasta afirmou que o secretário já aguardava representantes da UPES desde o dia 19 e que o grupo havia cancelado uma reunião pré-agendada. Uma nova audiência estaria marcada para esta sexta-feira (27).

A Seduc também rebateu as críticas sobre as escolas cívico-militares, afirmando que o modelo representa apenas 100 das mais de 5,3 mil unidades da rede e que a implementação ocorre após consultas públicas. Sobre o orçamento, a pasta alegou um “investimento recorde” de R$ 3,1 bilhões em infraestrutura entre 2023 e 2026.

União entre categorias
Para a Prof. Bebel, o momento exige unidade. “Reafirmo: a união entre estudantes e professores na luta por uma educação pública de qualidade é histórica — e necessária. Seguimos firmes”, declarou a parlamentar, sinalizando que a bancada de oposição continuará pressionando o governo pela revisão das políticas de ensino e pela garantia da autonomia estudantil.

Principais Reivindicações do Movimento Estudantil:
• Orçamento: Recomposição dos R$ 11,3 bilhões retirados da educação estadual.
• Modelo de Ensino: Fim da implementação das escolas cívico-militares.
• Tecnologia: Combate à “plataformização” do ensino.
• Democracia: Defesa dos grêmios livres e reorganização escolar respeitando a realidade das comunidades.
• Ensino Noturno: Retomada das turmas do período da noite.

Foto: Divulgação Alesp

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