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Cresce solidariedade à Érika Cândido, candidata a vereadora mais votada do PT em Pindamonhangaba, em caso de perseguição pela prefeitura

Em uma clara tentativa de silenciamento, gestão municipal abre processo administrativo contra a professora e diretora do Sindserv, Érika Fernanda Cândido. A única motivação foi o fato dela defender alimentação digna na merenda, manutenção nas escolas e pagamento em dia para os prestadores de serviços.

O cenário na educação municipal de Pindamonhangaba ganhou contornos de perseguição política na última semana. A servidora pública e dirigente sindical Érika Fernanda Cândido tornou-se alvo de um Processo Administrativo Disciplinar após denunciar, em suas redes sociais, a precariedade da merenda escolar, a desorganização na entrega de uniformes, a falta de manutenção das unidades escolares e o atraso no pagamento das empresas terceirizadas que prestam serviços na rede.

A Secretaria de Educação acusa a professora de disseminar “fake news” e violar deveres de “lealdade” ao município. No entanto, o que a prefeitura chama de mentira é, na verdade, uma realidade documentada pelo próprio Executivo.

A verdade aparece nos autos
De forma irônica, a própria prefeitura produziu provas contra si mesma. Ao instaurar o processo, a Secretaria anexou relatórios técnicos de nutrição que confirmam o caos nas cozinhas escolares: falta de EPIs para os trabalhadores, termômetros quebrados, entrega de insumos deteriorados e cardápios repetitivos, com excesso de carne suína.

“A prefeitura tentou me intimidar, mas acabou me entregando as provas da sua má gestão”, afirmou Érika em suas redes sociais. Ela ressalta que suas críticas são baseadas no cardápio oficial de março de 2026, que comprova a falta de variedade nutricional denunciada.

Ataque à liberdade sindical e ao servidor
O caso não é isolado e vem sendo caracterizado pelo Sindicato dos Servidores (Sindserv) como um ataque frontal à liberdade sindical e um abuso de autoridade. Para a diretoria do sindicato, a prefeitura utiliza o aparato administrativo para criar um clima de medo, tentando impedir que os servidores exerçam seu papel de cidadãos e fiscalizadores do bem público.

A APEOESP de Pindamonhangaba, entidade na qual Érika atua como Conselheira Regional, emitiu nota oficial de repúdio denunciando o caráter puramente intimidatório do processo instaurado pela prefeitura. A rede de solidariedade à dirigente sindical ganha força com o apoio do Sindicato dos Servidores de Taubaté, da Juventude do PT de Pindamonhangaba e de importantes vozes do legislativo, como o Deputado Estadual Emídio de Souza (PT-SP) e o Vereador Isaac do Carmo (PT-Taubaté), que se posicionaram contra o que classificam como um ataque à liberdade de expressão e à atividade sindical.

A defesa de Érika, baseada na Constituição Federal, sustenta que o servidor não perde sua cidadania nem seu direito à livre expressão ao assumir um cargo. Além disso, a perseguição a uma dirigente eleita para representar a categoria configura uma grave prática antissindical.

Próximos Passos
Érika foi notificada da abertura do procedimento, acompanhada pelo presidente do Sindserv e pelo corpo jurídico da entidade. O caso agora ganha novas esferas: diante do que consideram uma “manobra de intimidação”, o sindicato estuda levar a denúncia de abuso de autoridade à Justiça.

Foto: Arquivo Pessoal

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