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De descaso na fila da vacina à conquista de um território: comunidade Pataxó em Ribeirão Pires, no ABC Paulista, celebra doação de terreno para habitação e centro cultural

A coordenadora estadual de Assuntos Indígenas do PT Paulista, Jaqueline Scalon Ferrari, esteve no encontro de apresentação do projeto junto com a cacica Jaqueline e outros representantes do povo Pataxó Hã Hã Hãe

Uma cena de discriminação durante a pandemia foi o ponto de partida para uma conquista histórica. Ao buscar a vacina contra a Covid-19, a cacica Jaqueline, do povo Pataxó Hã Hã Hãe, foi desacreditada por profissionais de saúde que não a reconheceram como indígena. Esse episódio a motivou a iniciar uma busca ativa em sua região, que resultou na identificação de 305 parentes vivendo na região de Ribeirão Pires, no ABC Paulista.

Na última quinta-feira (4), essa comunidade celebrou a sanção da lei que doou um terreno de mais de 20 mil m² no Bairro IV Divisão à Associação Indígena da Região do Mundo Novo (AIRMUN). “Foi um dia de muita festa e emoção”, comemorou a cacica Jaqueline. A área será usada para construir, em até 30 anos, um conjunto habitacional para as famílias e um centro cultural aberto ao público.

A presença da coordenadora estadual de Assuntos Indígenas do PT Paulista, Jaqueline Scalon Ferrari, no encontro de apresentação do projeto, foi fundamental para a articulação política. A trajetória até a vitória também contou com o apoio da Defensoria Pública da União, representada pelo defensor Stive, e de uma instituição privada que auxiliou no desenvolvimento do projeto sustentável.

Para gerir a conquista, a comunidade se organizou na AIRMUN, assessorada pelo escritório jurídico Marinho. “Agora temos a certeza de um lugar nosso, para viver e manter viva nossa cultura, que sempre existiu aqui, mesmo quando não era vista”, afirmou a cacica.

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