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Bancada negra do PT cresce no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas

Resultado eleitoral amplia a presença negra petista na Câmara e nos estados e reforça a importância das políticas de igualdade racial

As eleições de 2026 marcaram um importante avanço da representação negra petista no Parlamento brasileiro. O aumento demonstra a força da mobilização política e reafirma a necessidade de ampliar cada vez mais a política de fortalecimento das cotas raciais.

Na bancada federal, o resultado foi marcado pela combinação entre continuidade e renovação. Nove parlamentares negros foram reeleitos, garantindo a permanência de lideranças que já possuem trajetória consolidada na defesa da igualdade racial, dos direitos sociais e da democracia. Ao mesmo tempo, cinco novos nomes chegam à Câmara dos Deputados, ampliando e renovando a representação negra no Parlamento.

Entre os novos parlamentares, destacam-se nomes como Renato Freitas, reconhecido por sua atuação na defesa dos direitos da população negra no Paraná; Anielle Franco, ex-ministra e importante referência nacional na luta contra o racismo e pelas políticas de igualdade racial; e Ana Elisa, jovem liderança de Minas Gerais que se destacou como uma das grandes revelações deste processo eleitoral e a reeleição da Presidenta da Frente Parlamentar Antirracista do Congresso Nacional, a mineira Dandara Tonantzin.

Nas Assembleias Legislativas, o crescimento da representação negra foi ainda mais expressivo. Ao todo, foram eleitas 41 deputadas e deputados estaduais negros, ampliando a presença da população negra nos Legislativos estaduais e fortalecendo a possibilidade de construção de políticas públicas voltadas à superação das desigualdades raciais.

Entre os destaques está a eleição da ativista Vilma Reis, na Bahia, histórica liderança do movimento negro e referência na luta pelos direitos humanos e pela igualdade racial.

Em Pernambuco, Dani Portela alcançou uma votação histórica, tornando-se a deputada mais votada do estado, demonstrando a força eleitoral de uma nova geração.

Em São Paulo, a jovem Duda Hidalgo também se destacou com uma votação extraordinária, consolidando-se como uma das importantes novas vozes da política paulista. O autor da lei que tornou feriado o dia 20 de novembro no estado, Teonilio Barba, também foi reeleito.

No Rio Grande do Norte, a deputada Divaneide foi reeleita, reafirmando sua liderança e sua trajetória de atuação política em defesa dos direitos sociais e da população negra.

Um novo momento para a política racial
Para o secretário nacional de Combate ao Racismo do PT, Tiago Soares, o resultado das eleições precisa ser compreendido para além dos números.

“Cada candidatura negra que chega ao Parlamento representa a ruptura de barreiras históricas impostas pelo racismo estrutural e institucional, que durante décadas limitou o acesso da população negra aos espaços de poder e decisão”, argumenta ele.

De acordo com Tiago, a ampliação dessa representação também é resultado da organização política e da mobilização dos movimentos negros. O dirigente também acrescenta como fundamental a atuação das organizações partidárias e do esforço de milhares de candidatas e candidatos,” que fizeram que enfrentaram desigualdades econômicas, racismo político e eleitoral e diferentes obstáculos ao longo da disputa”.

Para ele, a nova composição da bancada negra traz o desafio de transformar a força eleitoral conquistada em ações concretas no enfrentamento ao racismo, na promoção da igualdade racial e na construção de políticas públicas capazes de reduzir as desigualdades históricas que atingem a população negra.

“Mais do que celebrar as conquistas, este novo ciclo exige organização, formação política, unidade e diálogo permanente entre parlamentares, movimentos sociais, partidos e a sociedade civil. A ampliação da bancada negra é uma conquista democrática e um passo importante para que o Brasil tenha um Parlamento cada vez mais representativo da sua realidade social. A luta continua para que a presença negra nos espaços de poder deixe de ser exceção e se transforme em uma realidade permanente da democracia brasileira”, destaca.

Da Rede PT de Comunicação

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