Presidente demonstra otimismo com aprovação de proposta que reduz a jornada de trabalho sem redução de salário no Senado e afirma que o PL terá que dizer sim ou não
A votação da proposta de emenda constitucional (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários, e permite o descanso dos trabalhadores por dois dias na semana será um teste político para que o senador Flávio Bolsonaro e seu partido, o PL, querem para o país, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Meu adversário vai ter que tomar uma decisão; se vai mandar a bancada do partido dele votar favorável ao fim da jornada de trabalho 6×1. Na hora que o Senado começar a votar, a máscara vai começar a cair”, disse o presidente, que sempre defendeu o fim da jornada. “O fim da escala 6×1 é o primeiro teste para que o PL diga o que quer para esse país”, alfinetou o presidente.
Em abril, o Governo Lula enviou um projeto ao Congresso, com pedido de urgência constitucional, para regulamentar uma jornada de 40 horas semanais sem redução de salário. Os bolsonaristas têm atuado, desde o início da campanha eleitoral, contra a votação.
Lula, que nesta terça-feira, 6, participou de reuniões para alinhar as estratégias políticas do segundo turno, afirmou que está otimista com a votação da proposta que acaba com a escala 6×1 nesta semana. E que confia, também, em sua aprovação.
“Estou confiante que presidente [Davi] Alcolumbre vai colocar em votação, estou confiando que o Senado vai repetir a decisão votada pela Câmara, e estou confiante que o PL vai demostrar se tem coragem ou não de votar a favor do fim dessa escala que faz as pessoas trabalharem seis dias e ficarem só um em casa”, disse Lula.
Segundo o presidente, há sempre um momento em que a verdade aparece. “Quem mentiu ate agora, quem não falou a verdade, quem brincou de falar a verdade, agora chegou o dia D. Vai ter que dizer se vai ou não votar”, provocou Lula. “É só dizer sim ou não e o povo vai saber”, acrescentou.
Lula disse que, segundo informações que recebeu, o grupo político ligado ao senador Flávio Bolsonaro tenta “atrapalhar a votação, para que não aconteça, e a sociedade está de olho”.
A redução da jornada, enfatizou Lula, é um uma necessidade para que haja mais civilidade no mundo do trabalho e para que as famílias possam viver mais tranquilas, com mais dignidade e tempo para os cuidados. A proposta, frisou, “nada mais é do que permitir que as pessoas fiquem dois dias em casa, pra cuidar da família e de seus afazeres”.
Essa votação, acrescentou Lula, reproduz uma “vontade da sociedade brasileira”.
Ao lado de Leandro Grass, que disputa o segundo turno para o governo do Distrito Federal, de Rafael Fonteles, governador do Piauí reeleito, e Rui Costa, eleito senador pela Bahia, Lula afirmou que vai viajar muito no segundo turno e conversar muito com a imprensa.
Da Rede PT de Comunicação










