A dois dias do primeiro turno, presidente caminhou da Candelária em direção à Cinelândia ao lado de Benedita da Silva e Pedro Paulo e pediu mobilização total até o fechamento das urnas
O presidente Lula abriu nesta sexta-feira (2), no centro do Rio de Janeiro, a sequência de passeatas que marca o encerramento da campanha neste primeiro turno. A caminhada saiu da Candelária em direção à Cinelândia, com a primeira-dama Janja, os candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), e o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, acompanhados de uma multidão.
Lula falou à militância e pediu mobilização nessas últimas 48 horas de campanha, especialmente para conversar com quem já não é obrigado a votar. “Nessa sexta e sábado, temos que ter preocupação e conversar com o maior número de pessoas possíveis, sobretudo conversar com as pessoas com mais de 70 anos, que por lei não têm mais obrigação de votar. Precisamos convencer essas pessoas, que fizeram parte de construir a conquista da democracia nesse país, a partir de um golpe militar de 1964. E agora não é possível que eles não estejam motivados a votar”, disse.
Lula argumentou que o voto dos mais velhos também é uma forma de garantir o futuro dos filhos, netos e bisnetos. “Se ele, por conta da idade, acha que não precisa votar, eu queria dizer pra vocês que tenho 80 anos, espero viver até 120 e votar em toda eleição. Porque quando a gente vai votar, a gente não tá pensando só na gente. Uma pessoa de 70 anos tem neto, tem bisneto, tem filhos e precisa votar para garantir a democracia nesse país”.
NOVAS GERAÇÕES – O apelo pelo voto dos mais velhos foi associado por Lula ao futuro das novas gerações. No Rio, 606 mil alunos do ensino médio público recebem o Pé-de-Meia, e o compromisso do presidente é estender o programa a todos os estudantes de escolas públicas. Das 57 unidades de institutos federais no estado, 45 foram criadas nos governos Lula e Dilma, seis delas no atual mandato. No governo Bolsonaro, apenas uma. Foi nessa comparação que Lula situou a disputa. “A gente não pode permitir que a quadrilha do Banco Master volte a governar esse país. A gente não pode permitir que a quadrilha da Previdência Social volte a governar esse país”, declarou.
“Quando a gente vai votar, a gente não tá pensando só na gente. Uma pessoa de 70 anos tem neto, tem bisneto, tem filhos e precisa votar para garantir a democracia nesse país”
Luiz Inácio Lula da Silva
DISPUTA DE PROJETOS – Lula apresentou a eleição como disputa entre projetos e trajetórias e associou a escolha nas urnas à preservação da democracia. “O que está em jogo não é a vitória de um homem, é a vitória de uma ideia, de uma democracia. Ou a gente consolida a democracia ou ela vai acabar.” Na sequência, afirmou que a disputa também opõe diferentes trajetórias políticas. “Nós precisamos ter coragem de dizer: é a luta da seriedade de homens que têm biografia com a luta daquele que faz a orgia, daqueles que não medem qualquer comportamento de caráter.”
No Rio, Lula associou essa trajetória a resultados concretos. O Novo PAC soma R$ 424 bilhões em investimentos no estado, com R$ 299 bilhões já executados. O Minha Casa, Minha Vida contratou 106 mil moradias e já entregou 90 mil. Na saúde, as cirurgias eletivas chegaram a 2 milhões em 2025, 60% a mais do que em 2022, enquanto as consultas e teleconsultas com especialistas cresceram 149%, alcançando 3,4 milhões de atendimentos. Os seis hospitais federais da capital passam por reestruturação, com investimento de R$ 1,4 bilhão.
“Não há por que ter segundo turno se a gente pode matar no primeiro turno. E é domingo que a gente vai ter que ganhar essas eleições.” O presidente pediu empenho também nas disputas proporcionais e majoritárias. “É importante que a gente não permita que a extrema direita eleja senador. É importante que os senadores sejam nossos”, disse.
Fonte: Site do Lula











