Em mais um vídeo da campanha Um Minuto Pela Vida das Mulheres, senadora Teresa Leitão compartilha experiência e chama mulheres a ocupar espaços de poder
Com mais de 20 anos de vida pública entre a vivência sindical, os mandatos de deputada estadual e o atual cargo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE) é a personagem de hoje da campanha Um Minuto pela Vida das Mulheres. Primeira mulher a ocupar a liderança do governo no Senado, ela conta que já sofreu diversas formas de violência e que muitas vezes a agressão vem de forma sutil, difícil de identificar, justamente porque é naturalizada nas relações de poder.
“A violência política de gênero também pode aparecer de forma disfarçada, mas perceptível”, adverte.
No vídeo, a senadora pernambucana relata que certa vez um colega de plenário discordou a sua posição e disparou: “Eu vou lhe contestar, eu vou lhe botar de volta para o lugar de onde você nunca deveria ter saído”.
A resposta da senadora foi direta: “No lugar de onde eu saí não cabia e nem cabe autoritarismo, discriminação, antidemocracia.”
Teresa confirma que a presença feminina nos espaços de decisão precisa ser acompanhada da defesa permanente do direito das mulheres à voz e à participação política.
“É importante que as mulheres se unam, que façam valer a sua voz, que não se calem, que tenham coragem e ocupem esse lugar com a perspectiva de trazer muitas outras mulheres para a política”, afirma.
Um minuto para romper o silêncio
O depoimento de Teresa é o sétimo da série , que já reuniu os relatos da deputada federal Jack Rocha (PT-ES), da ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fiocruz Nísia Trindade, da secretária nacional adjunta de Comunicação do PT Camila Moreno, da secretária nacional de Nucleação do PT Claudinha Lima, da vereadora Luna Zarattini (PT-SP) e da vereadora Eugênia Lima (PT-PE).
São histórias distintas, marcadas por experiências de perseguição, deslegitimação, silenciamento e violência política. Juntas, elas mostram que dar visibilidade a essas experiências é também uma maneira de romper o silêncio e fortalecer a voz das mulheres.
Espaço aberto para novas histórias
A campanha segue aberta à participação de mulheres que ocupam espaços de liderança, sejam parlamentares, dirigentes partidárias ou representantes com atuação política e social, que desejem compartilhar suas experiências.
A proposta é ampliar a rede de vozes e mostrar que nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha. Os relatos pessoais ajudam a revelar uma questão que é coletiva e que exige o compromisso de toda a sociedade, com políticas públicas de prevenção e proteção e com o fortalecimento de iniciativas como o Pacto Nacional pela Vida das Mulheres contra o Feminicídio.
Da Rede PT de Comunicação










