Sindicato acusa o governo estadual de dar “golpe” ao pautar o PL 1316/2025 para esta terça-feira; categoria promete mobilização massiva na Assembleia Legislativa
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP) convocou, por meio de seus boletins oficiais e redes sociais, uma manifestação em caráter de urgência para esta terça-feira, 7 de julho, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). O objetivo do ato é barrar a votação do Projeto de Lei nº 1316/2025, que trata da chamada Reforma Administrativa da Educação pública paulista.
Sob o lema “Governo Tarcísio dá golpe e coloca em votação o PL 1316/2025”, a diretoria do sindicato acusa a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de acelerar a tramitação da proposta nos bastidores da Assembleia para aprová-la de forma abrupta, apostando em uma possível desmobilização da categoria.
Resistência parlamentar e articulação política
De acordo com o boletim informativo da APEOESP, a votação do projeto vinha sendo travada nos bastidores graças a uma forte pressão do movimento sindical em conjunto com o parlamento. A entidade destacou a atuação articulada com o mandato da deputada estadual Professora Bebel (PT), primeira presidenta — atualmente licenciada — da APEOESP.
Segundo o sindicato, essa resistência conjunta vinha surtindo efeito prático, gerando entraves inclusive na base de apoio do Palácio dos Bandeirantes:
“Nossa luta e mobilização, de forma articulada com o mandato da Deputada Estadual Professora Bebel (…) vem conseguindo impedir a votação do Projeto de Lei 1316/2025”, informou o boletim da entidade. “Incapaz de impor sua vontade, até o momento, tendo em vista que há resistências entre os próprios deputados governistas, Tarcísio de Freitas dá um golpe e convoca votação do projeto.”
O foco do protesto: O PL 1316/2025
A APEOESP e demais entidades ligadas à educação pública vêm travando uma batalha severa contra a proposta de reforma administrativa. O sindicato argumenta que o texto do PL 1316/2025 atenta contra direitos consolidados do magistério paulista, fragiliza a carreira docente e abre margem para a precarização das condições de trabalho e de ensino nas escolas estaduais.
Pressão nas galerias do parlamento
A estratégia do sindicato é repetir o modelo de pressão interna que historicamente costuma adiar votações de projetos polêmicos no legislativo estadual. Caravanas de professores vindas do interior e da Região Metropolitana de São Paulo estão sendo organizadas para ocupar as galerias do plenário Juscelino Kubitschek e os corredores da ALESP desde as primeiras horas do dia.
A liderança da APEOESP reforça o chamado para que a categoria demonstre força de reação na data estipulada pelo governo: “Vamos mostrar que estamos unidos e mobilizados! Vamos lotar a Alesp e impedir mais uma vez esta votação!”. A liderança do governo na ALESP, por outro lado, defende que o projeto busca modernizar a gestão educacional e otimizar a estrutura do estado.










