Ministério das Mulheres organizou relatório que escuta vozes de todos os biomas e traz recomendações para que populações vulneráveis sejam escutadas sobre tema
Mulheres e jovens de diferentes regiões do país estão ocupando espaço no debate sobre mudanças climáticas e na construção de soluções para o futuro. Foi lançado, no começo do mês, o relatório “Vozes dos Biomas: Agenda de Mulheres e Juventudes para o Clima”, publicação que reúne diagnósticos, experiências e propostas construídas por cerca de 700 participantes dos seis biomas brasileiros.
A iniciativa foi desenvolvida pelo Ministério das Mulheres, em parceria com a Secretaria Nacional de Juventude e a Jovem Campeã Climática da Presidência da COP30, com apoio de organizações parceiras. O documento é resultado das plenárias realizadas entre abril e junho de 2026 na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
A publicação apresenta recomendações para fortalecer políticas públicas e ampliar a participação de mulheres, juventudes, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais nas decisões relacionadas à crise climática.
Para o Ministério das Mulheres, as reflexões e propostas reunidas neste documento, tem como objetivo fortalecer a incidência dos movimentos sociais, inspirar novas ações e contribuir para a construção de políticas públicas cada vez mais democráticas, inclusivas e comprometidas com a justiça social, a igualdade de gênero e a sustentabilidade.
“Promover justiça climática exige reconhecer que as mudanças do clima impactam mulheres e meninas de formas diferentes. Por isso, incorporar a perspectiva de gênero às políticas climáticas é fundamental para enfrentar desigualdades de raça, território e geração, fortalecer a participação das mulheres nos espaços de decisão e construir respostas mais justas, inclusivas e sustentáveis para o país”, destaca a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, no prefácio do relatório.
O documento também aponta que os efeitos das mudanças do clima atingem de forma mais intensa mulheres, meninas e populações em situação de maior vulnerabilidade social.
Para a secretária nacional de Mulheres do PT, Mazé Morais, incluir essas vozes nas decisões é essencial para construir respostas mais efetivas.
“Não existe justiça climática sem participação social. Mulheres, jovens, povos tradicionais e comunidades periféricas vivem diretamente os impactos dessas mudanças e precisam estar no centro da construção das políticas públicas. Cuidar do clima também é cuidar da vida e reduzir desigualdades”, ressaltou.
Além dos desafios, o relatório reúne experiências já desenvolvidas nos territórios, como iniciativas de agroecologia, bioeconomia, tecnologias sociais e mobilização comunitária, mostrando que muitas das respostas para a crise climática já estão sendo construídas pelas próprias comunidades.
Da Redação do Elas por Elas.










