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Em debate sobre maioridade penal na Câmara, Alencar Santana cala bolsonaristas e mostra hipocrisia da extrema-direita

Durante reunião na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, realizada na última terça-feira, 9 de junho de 2026, o deputado federal Alencar Santana (PT-SP) subiu o tom contra parlamentares da oposição. Em meio ao debate sobre a redução da maioridade penal, o petista rebateu o discurso bolsonarista sobre segurança pública, apontando o que chamou de “hipocrisia” da extrema-direita e deixando os adversários em silêncio ao elencar dados e acusações de ligações com a criminalidade organizada.

Em sua intervenção, Santana contestou a narrativa de que a oposição seja a única defensora da punição a criminosos e relembrou o histórico da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. “No governo anterior do ex-presidente, não se investiu em segurança pública para valer. Não houve política pública de segurança efetiva”, disparou o deputado.

O parlamentar seguiu subindo a temperatura do debate ao fazer duras acusações contra a família Bolsonaro, citando o Rio de Janeiro como exemplo. “A família tem forte ligação com o crime organizado, em especial no Rio de Janeiro. Aliás, isso é de conhecimento público, basta dar um Google aí”, afirmou, mencionando homenagens passadas feitas a milicianos e a nomeação de parentes de criminosos.

Críticas a Tarcísio e Derrite
Alencar Santana também trouxe o debate para o cenário atual do estado de São Paulo, governado por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ele rebateu a tese de que as administrações de direita sejam referências na área, destacando a explosão de crimes contra as mulheres em solo paulista. “Ninguém está seguro no estado de São Paulo. Imaginem as mulheres: só no estado de São Paulo, […] o número de feminicídios é maior do que toda a gestão Doria e Rodrigo Garcia. Nesse ano, no início do ano comparado com 2025, aumentou 40%”, argumentou, salientando que a média nacional de crescimento foi de apenas 4%.

O petista não poupou críticas ao secretário de Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite, que atuou na Câmara como relator de propostas na área. De acordo com Santana, houve tentativas por parte de aliados da oposição de desidratar projetos de combate às facções criminosas encaminhados pelo governo federal. “Quem tentou alterar o projeto antifacção protegendo os manda-chuvas do crime organizado? O secretário do Derrite, que aqui veio ser o relator, tirando até a competência da Polícia Federal de investigar o crime organizado e querendo proteger o patrimônio dos mandantes”, denunciou.

Estatuto da Criança e do Adolescente e Sistema Prisional
Ao focar especificamente na redução da maioridade penal, o deputado explicou que a juventude infratora já é punida legalmente por meio do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para Santana, o grande problema do país não é a ausência de leis severas, mas sim a incapacidade do Estado em gerir o próprio sistema prisional, que hoje atua como “escola” de facções.

“Infelizmente, a maioria dos presídios está dominada pelo crime organizado, que ali agencia e contrata seus soldados para praticarem novos crimes. Nós vamos mandar colocar ali um adolescente para justamente o crime organizado ter mais poder sobre eles, ameaçá-los e fazerem obrigatoriamente ali uma escolinha do crime?”, questionou [03:27]. Ele concluiu pontuando que o foco deve ser a execução das penas existentes e o fortalecimento do sistema de segurança, ressaltando que o governo do presidente Lula já destinou mais de R$ 1 bilhão em um plano nacional de asfixia financeira às organizações criminosa.

Diante do volume de dados, acusações diretas e questionamentos sobre os resultados práticos dos governos do Rio de Janeiro e de São Paulo, a bancada bolsonarista na CCJ permaneceu em silêncio, sem conseguir articular uma resposta imediata aos argumentos do parlamentar.

Para assistir à manifestação completa do deputado Alencar Santana na CCJ, acesse o vídeo no YouTube através do link: https://youtu.be/wP9gVNRiDE4?si=Y1Wz1anVF0d6CADh .

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