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“Criança estuda, não trabalha”: Rogério Correia (PT-MG) rebate falas de Zema sobre trabalho infantil

O cenário político mineiro subiu de temperatura após o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) criticar duramente as recentes declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O embate centraliza-se na visão do governador, que se referiu ao trabalho infantil como uma “oportunidade”, gerando imediata reação de parlamentares e defensores dos direitos humanos.

Para Correia, a postura de Zema é incompatível com a proteção constitucional à infância e levanta dúvidas sobre suas aspirações políticas nacionais.

Educação como Prioridade
O deputado foi enfático ao defender que o lugar da criança é na escola, e não no mercado de trabalho. Ao rebater a ideia de que o trabalho precoce seria uma oportunidade de crescimento, Correia pontuou o risco de retrocessos sociais:
“Criança não trabalha, criança estuda”, afirmou o parlamentar, destacando que a prioridade absoluta deve ser o investimento em educação para romper ciclos de vulnerabilidade.

Impacto nas Aspirações Presidenciais
As críticas de Rogério Correia também tocaram na gestão estadual e nos planos futuros de Zema, que tem se apresentado como possível candidato à Presidência da República. O deputado questionou a capacidade do governador de gerir o país, alegando que questões básicas em Minas Gerais ainda carecem de solução.

Especialistas e políticos apontam que declarações desse teor podem gerar um desgaste significativo na imagem pública do governador. A exploração infantil é um dos temas mais sensíveis na sociedade civil e em fóruns internacionais. Além disso, tal questão não encontra uma aceitação eleitoral, já que desrespeita diretamente o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o que aumenta a rejeição em setores estratégicos do eleitorado. Pelo contrário, as falas de Zema reacendem o debate sobre a necessidade de fiscalização rígida para evitar a exploração de menores no Brasil.

O Debate na Sociedade Civil
A discussão levantada por Correia ecoa em diversos setores da sociedade mineira. Enquanto o governo estadual tenta justificar as falas como uma forma de “formação profissional”, críticos lembram que o trabalho infantil é um dos principais fatores para a evasão escolar e para a perpetuação da pobreza.
O debate deve seguir quente na Assembleia Legislativa mineira e na Câmara dos Deputados, colocando em xeque as estratégias de comunicação e as políticas sociais do governo de Minas Gerais para os próximos anos.

Foto divulgação Câmara dos Deputados

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