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Cristiane Paes critica aprovação de projeto que retira verba da Educação para pagar dívidas em Cosmópolis (SP); professores protestam

O cenário político em Cosmópolis esquentou nesta semana após a aprovação do Projeto de Lei nº 20/2026. A medida, enviada pelo Executivo em regime de urgência e aprovada pela Câmara na última terça-feira (14), autoriza a prefeitura a desviar cerca de R$ 5 milhões — provenientes da venda da antiga área da fábrica têxtil URCA, que pertencia à prefeitura — para o pagamento de dívidas previdenciárias do município.
A decisão gerou uma reação imediata da educadora e ex-vereadora Cristiane Paes, que utilizou suas redes sociais para denunciar o que chamou de “ataque direto aos direitos das crianças”. A indignação saiu das redes sociais e ganhou as ruas na manhã desta sexta-feira (17).

Professores protestam em frente à Prefeitura
Nesta sexta-feira (17), um grupo de educadores realizou um ato pacífico em frente ao Paço Municipal. Os professores protestaram contra o redirecionamento dos recursos que, originalmente, deveriam ser investidos na modernização e infraestrutura da rede de ensino.

O movimento reforça o coro de Cristiane Paes, que já vinha alertando sobre a gravidade da manobra:
“A Educação não pode ser deixada de lado, nem ter seus recursos redirecionados sem diálogo, transparência e planejamento. Defender a Educação é defender o futuro!”, afirmou a professora.

Placar na Câmara e a posição de Cristiane Paes
Apesar da mobilização popular, o projeto foi aprovado pela maioria dos parlamentares. Cristiane Paes expressou sua revolta com o resultado, mas fez questão de agradecer publicamente aos quatro vereadores que votaram contra a proposta e se mantiveram ao lado do magistério:Heron Gomes, Junior Vieira, Matheus Pádua e Renato Trevenzolli.

A educadora também destacou que o presidente da Câmara, André MaqFran, embora impedido de votar pelo regimento, teria uma posição crítica em relação ao projeto do Executivo.

Argumentos da Oposição: “Dívida em vez de vagas”
Durante o debate em plenário, os vereadores citados por Cristiane apontaram contradições na gestão do prefeito. O vereador Renato Trevenzolli lembrou que a cidade sofre com a falta de vagas em creches e escolas que precisam de reformas urgentes. Já o vereador Heron Gomes foi incisivo: “O prefeito está dizendo: vou pegar o dinheiro de vocês [da Educação] para pagar dívida”. O vereador Junior Vieira criticou a tramitação “em cima da hora”, afirmando que o projeto não era um “ajuste técnico”, mas sim uma mudança de destino de um recurso essencial.

Votaram a favor do projeto: Alexandre Hiroshi Satou, André Cappato, Fabio Teixeira Louro, Felipe Tavares, Jackson Teixeira, Ricardo Guimarães e Talita Chaves.

Com a nova lei, o recurso da URCA — que em 2021 foi prometido como investimento para o futuro dos alunos — será agora drenado para cobrir débitos do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), sob forte resistência da comunidade escolar liderada por Paes.

Foto: redes sociais

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