Iniciativa do Movimento Brasil Popular (MBP), com apoio da Fiocruz, está capacitando lideranças comunitárias da região de Gurulhos; convidado para falar no terceiro módulo do curso, Antonio Padre, assessor do Ministério da Saúde em São Paulo destacou a importância do diálogo direto com o povo
O auditório do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), campus Guarulhos, foi palco no último sábado, 28 de março, de mais uma etapa para o fortalecimento do controle social na saúde pública. O Curso de Formação de Agentes Populares realizou seu terceiro módulo com o tema “O SUS e o direito à vida”, contando com a palestra de Antonio Padre, assessor técnico no Escritório Regional do Ministério da Saúde em São Paulo.
O curso é uma iniciativa do Movimento Brasil Popular — movimento social urbano presente em todo o Brasil voltado para a transformação estrutural da sociedade e para a construção de um Projeto Popular — com apoio da Fiocruz e movimentos territoriais. A formação mescla aulas teóricas e práticas para preparar lideranças para a atuação direta em seus bairros.
O SUS no centro do debate
Durante o encontro, Antonio Padre abordou o funcionamento do Sistema Único de Saúde, suas potencialidades e os desafios enfrentados na gestão pública. Para o assessor, a experiência de formação com a base social é gratificante por atingir quem realmente conhece a realidade local.
“A condição de falar do SUS, para que serve, como funciona, foi muito boa porque deu para passar as dificuldades e as vantagens desse projeto. É essencial ouvir a população, porque aí fica mais fácil dialogar com quem efetivamente fala com o povo. São lideranças populares; eles são o povo”, destacou Antonio Padre.
Metodologia e Capilaridade
Há duas turmas no curso em Guarulhos. A coordenadora de um deles, Solange Machado, explicou que a estrutura da formação foi desenhada para garantir que o conhecimento chegue à “ponta” dos territórios. O formato funciona em rede: uma coordenação central (Fiocruz e Levante) orienta núcleos territoriais.
“Eu coordeno um núcleo com seis agentes de formação. Cada um deles cria um grupo com 15 pessoas, que são os agentes comunitários do território. Eles realizam atividades coletivas nos bairros sobre temas específicos e, ao final de cada mês, reunimos todos para uma grande atividade de formação com especialistas, como foi o caso do Antônio sobre o SUS”, detalhou Solange.
Cronograma de Formação
O curso teve início em janeiro e já percorreu temas centrais para a organização social:
• Módulo 1 (31/01): Educação Popular e Organização Comunitária (realizado no Escritório Político do Deputado Alencar Santana).
• Módulo 2 (28/02): O que é a fome?
• Módulo 3 (28/03): O SUS e o direito à vida (realizado no IFSP).
As próximas etapas preveem a realização do Módulo 4 – Cultura como ferramenta de organização no dia 25 de abril e a formatura no dia 23 de maio, onde serão discutidas as perspectivas para a atuação dos novos agentes populares em 2026.
Ao unir a expertise científica da Fiocruz, a experiência de militância do Movimento Brasil Popular e a experiência técnica do Ministério da Saúde, o curso reafirma que a saúde pública não se faz apenas nos consultórios, mas na consciência política e na organização da comunidade.
Para mais informações sobre o curso em Guarulhos:
WhatsApp (11) 990212772
Foto: divulgação











