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Reimont cobra rigor em investigação da morte de homem agredido em Copacabana

O deputado federal Reimont (PT-RJ) cobrou no último dia 21/08 uma investigação célere e rigorosa sobre a morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira, que morreu após ser violentamente agredido em Copacabana, no Rio de Janeiro, no dia 11 de agosto. Em ofício encaminhado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, à Polícia Civil e ao Ministério Público do Rio de Janeiro, Reimont, integrante da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados, pede a apuração completa das circunstâncias do caso e a responsabilização de todos os envolvidos.

Segundo relatos de familiares e informações divulgadas pela imprensa, Cláudio foi confundido com um ladrão depois de ser visto com uma bicicleta elétrica que, segundo a família, pertencia à irmã dele. A irmã da vítima afirma que a bicicleta que teria motivado a abordagem pertencia ao próprio Cláudio. “Ainda que houvesse suspeita ou mesmo eventual constatação de prática delitiva, tal circunstância jamais poderia legitimar a adoção de medidas de violência, tampouco uma ação de linchamento”, afirma Reimont no documento.

Barbárie
Registros de câmeras de segurança e depoimentos divulgados apontam para uma sequência de agressões de extrema gravidade, com o uso de um pedaço de madeira e relatos de mais de 30 golpes. A violência teria se prolongado por vários minutos, até que Cláudio fosse socorrido em estado grave. Ele morreu posteriormente em decorrência das lesões.

Para Reimont, a possível participação de diferentes pessoas torna indispensável identificar todos os envolvidos e individualizar as responsabilidades, inclusive em relação a eventual omissão de socorro ou outras condutas que possam ter contribuído para a morte. “A morte de Cláudio Rafael Landeiro Moreira exige, portanto, uma resposta institucional firme, célere e transparente, com a devida atenção aos familiares da vítima e o compromisso com a completa elucidação dos fatos”, diz.

O deputado reforça que nenhuma suspeita de crime autoriza o linchamento e que a apuração deve ser conduzida pelas instituições competentes, com respeito ao devido processo legal. No ofício, Reimont também solicita informações sobre as providências adotadas e o andamento das investigações.

Com informações da página PT na Câmara e da assessoria do parlamentar
Foto: Thiago Cristino/Câmara dos Deputados

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