Presidente Lula destaca a importância de o país ser independente e produzir a maioria dos medicamentos, com domínio tecnológico e formação profissional como pilares
A ampliação da capacidade nacional de produção de medicamentos no Brasil está diretamente relacionada à soberania do país e ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), destacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista à Rádio Itatiaia, em Montes Claros (MG), nesta quinta-feira, 17.
“Estamos trabalhando para que o Brasil seja um país independente na maioria dos remédios que a gente produz”, afirmou. O presidente explicou que a presença do SUS, que é um grande comprador de medicamentos, cria uma relação estratégica entre a capacidade produtiva nacional e a garantia de acesso à saúde para a população.
Lula destacou o potencial da indústria farmacêutica de Montes Claros, que tem potencial para se transformar em um dos maiores polos do setor em toda a América Latina.
“Vai ser bom para Montes Claros, vai ser bom para o Brasil, vai ser bom para os pacientes e vai ser bom para todo mundo”, disse.
A estratégia de ampliar a produção nacional de medicamentos está em uma visão mais ampla de desenvolvimento, baseada na capacidade do Brasil de produzir, transformar e agregar valor dentro do próprio território. Para Lula, esse princípio também deve orientar setores estratégicos ligados à tecnologia.
Tecnologia, conhecimento e desenvolvimento
A mesma lógica aparece quando o presidente aborda o tema das riquezas naturais do Brasil, os minerais críticos e as terras raras. O desafio, para o país, não está apenas em possuir recursos naturais, mas em dominar as etapas de transformação e produção associadas a eles.
“Quem é que vai cuidar das minas, quem é que vai fazer o processo de transformação, quem é que vai fazer as baterias, quem é que vai fazer o celular, quem é que vai fazer o chip”, questionou.
A proposta apresentada pelo presidente durante a entrevista é fazer com que o país avance da exploração de matérias-primas para a produção de bens de maior valor agregado. Isso significa desenvolver aqui processos industriais capazes de gerar emprego qualificado e ampliar a capacidade tecnológica brasileira.
“Nós agora queremos explorar aqui e vender o produto acabado aqui para gerar emprego de qualidade aqui para formar bons profissionais aqui”, afirmou.
Essa estratégia também alcança a indústria digital. Entre as áreas nas quais o Brasil precisa se especializar, Lula citou a inteligência artificial em língua portuguesa, além da indústria de materiais químicos, dos minerais críticos e das terras raras.
Educação para o futuro
Questionado sobre ações para o início de um novo mandato, o presidente sinalizou prioridade para avanços na educação.
“Nós precisamos fazer com que as nossas universidades criem novos cursos”, enfatizou. Entre as possibilidades, citou especializações relacionadas indústria de materiais químicos, minerais críticos e terras raras, além de destacar a indústria digital e avanços para uma inteligência artificial em língua portuguesa.
Lula também apontou a transição energética como uma das áreas em que o Brasil deve ampliar sua especialização. Segundo ele, a capacidade brasileira de produzir energia renovável pode atrair novos investimentos para o país.
“Nenhum país do mundo tem a capacidade de produzir a quantidade de energia renovável que tem o Brasil e isso é um atrativo para os investimentos”, afirmou. “Nós estamos pensando em muitos bilhões de dólares de investimento no Brasil no próximo tempo.”
Da Rede PT de Comunicação










