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Mobilização nacional ocupa as ruas em defesa da vida das mulheres neste sábado 17

Atos em todo o país reúnem partidos políticos, movimentos sociais e sociedade civil pelo enfrentamento à violência de gênero

O Comitê Mulheres com Lula convoca a sociedade e os movimentos sociais de todo o país para ocupar as ruas neste sábado,17, numa mobilização para marcar o Dia Nacional de Luta e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio. A data resgata a memória de Eloá Cristina Pimentel, adolescente de 15 anos assassinada pelo ex-namorado em 2008, após ser mantida em cárcere privado por mais de 100 horas, em um caso que chocou o país. A história de Eloá foi motivação para a criação da Lei nº 15.334/2026, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para fortalecer as redes de proteção e apoio às vítimas.

Reunindo representantes de diversos partidos, o Comitê Mulheres com Lula articula políticas públicas e ações pela vida das mulheres. A coordenadora do Comitê, Mazé Morais, que também é secretária nacional de Mulheres do PT, aponta que o principal objetivo do movimento é manter a pauta feminina no debate político nacional, associando o combate ao machismo à defesa do projeto social do governo federal. Ao convocar as mulheres para as ruas, Mazé reforçou a importância do engajamento e convocou toda a sociedade a participar dos atos em todo o país.

“Queremos transformar o luto em mobilização, a indignação em ação e a defesa da vida das mulheres em compromisso político”. Não podemos nos calar diante da violência que tira a vida de tantas mulheres, nem abrir mão dos direitos que conquistamos com tanta luta. É hora de ocupar as ruas, levantar a nossa voz e mostrar a nossa força na definição dos rumos do país”, declarou.

Uma ação democrática e coletiva
As manifestações vão ocupar espaços públicos nas capitais brasileiras para denunciar a violência de gênero em todas as suas formas. A Mazé destaca que a resposta ao crescimento dos índices de violência de gênero depende da mobilização nos territórios, promovendo diálogo direto com os territórios. Será um dia para marcar presença nas ruas com a realização de panfletagens, passeatas e rodas de conversa ao longo de todo o dia.

“Não basta indignação, precisamos de mobilização! Não basta dizer que queremos mudanças, precisamos participar da luta para construí-las!
Ocupar as ruas é fundamental para mostrar a nossa força, ampliar o alcance da nossa mensagem e demonstrar que a nossa campanha está viva e mobilizada”, conclui.

Da Redação do Elas por Elas.

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