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Lula mobiliza governo para salvar vidas na crise climática, enquanto Flávio Bolsonaro nega a ciência

Presidente articula 24 ministérios e destina R$ 1,33 bilhão para proteger a população; adversário foi questionado sobre aquecimento global e falou de saneamento básico

Cientistas acompanham a formação de um Super El Niño, o maior já registrado, com tendência de efeitos climáticos catastróficos. O Brasil deve ser um dos cinco países mais afetados, com estimativa de mais de 13 mil mortes em decorrência do fenômeno, seja pelo calor extremo ou pelas secas, queimadas e enchentes esperadas para ocorrer entre novembro deste ano e janeiro de 2027, quando deve atingir o pico. No mundo, espera-se mais de 450 mil mortes. O fenômeno também terá efeitos sobre a agricultura e o abastecimento alimentar.

Eventos extremos como esse reforçam a importância de ter à frente do país um governo responsável, preparado e dedicado a cuidar do Brasil e dos brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já assumiu a responsabilidade desde as primeiras previsões e tomou as providências necessárias para mitigar os efeitos sobre o país.

Mirando os efeitos do Super El Niño, Lula instituiu uma Sala de Situação para monitorar o cenário e definir medidas de prevenção e destinou mais de R$ 1,33 bilhão para proteger o país dos impactos. O plano de ação envolve 24 ministérios, além de institutos de monitoramento e pesquisa, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A estratégia também prevê articulação com prefeitos, segundo as necessidades de cada região.

Os recursos servirão a ações de abastecimento de alimentos, saúde, monitoramento hidrológico e fiscalização ambiental, com aquisição de cestas básicas e estocagem de alimentos e insumos estratégicos, reforço no combate a incêndios florestais, monitoramento do nível dos rios e reforço do SUS.

Na semana passada, o governo federal publicou uma Medida Provisória que destina R$ 64 milhões para a mitigação dos impactos do Super El Niño no Brasil. O crédito extraordinário será voltado especialmente para comunidades indígenas e famílias que dependem da agricultura familiar, a fim de garantir o fornecimento de comida e água. Com isso, será garantida a segurança alimentar e nutricional dos povos tradicionais da região da Amazônia Legal.

O governo também lançou a página gov.br/elnino, que reúne informações oficiais sobre o fenômeno, os impactos que devem ser monitorados em cada região e as principais ações de preparação e resposta. A plataforma também traz orientações para estados, municípios e a população em geral, assim como informações sobre monitoramento, prevenção de desastres, assistência e medidas adotadas pelo governo.

Do outro lado, o negacionismo
Na sabatina do Jornal Nacional de 28 de agosto, Flávio Bolsonaro relativizou a responsabilidade humana pelo aquecimento global, atribuindo as variações de temperatura a ciclos. Questionado sobre medidas para enfrentar as mudanças climáticas e proteger a população, respondeu que “a melhor forma que nós temos de proteger o meio ambiente é oferecer um saneamento básico para a população”. Em seguida, desviou o assunto para dificuldades de atendimento nas unidades de saúde e promessas para o SUS, sem detalhar uma estratégia de enfrentamento da crise climática.

A fala reacendeu a memória do governo de seu pai que adotou o negacionismo científico e climático como política de Estado. Basta lembrar do descaso de seu governo frente à pandemia de covid-19. Dos mais de 700 mil brasileiros que morreram de covid, estima-se que até 400 mil vítimas poderiam ter sido evitadas se Jair Bolsonaro tivesse adotado estratégias científicas como o estímulo ao distanciamento social, uso de máscaras e celeridade na compra de vacinas.

O Governo Bolsonaro atrasou por meses a vacinação dos brasileiros. Além disso, estimulou as pessoas a não se vacinarem e não vacinarem seus filhos, propagando mentiras como a de que as vacinas instalariam chips na população, causariam efeitos colaterais perigosos e chegando até o cúmulo de dizer que poderiam fazer as pessoas se tornarem homossexuais ou “virarem jacarés”.

E não para por aí. Bolsonaro implementou um desmonte ambiental e permitiu o avanço desenfreado do desmatamento. Foi durante sua gestão que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu em uma reunião ministerial que se aproveitasse a atenção da opinião pública voltada à pandemia para “passar a boiada” e simplificar as normas de proteção ao meio ambiente. Seu mandato ficou marcado por recordes de desmatamento na Amazônia e esvaziamento de órgãos como o Ibama e o ICMBio.

Com Lula, o desmatamento na Amazônia teve uma queda acumulada de 67% em comparação com 2022. Todos os demais biomas também tiveram reduções significativas. O governo voltou a fiscalizar e combater o garimpo ilegal e o Fundo Amazônia voltou a receber doações internacionais, que passaram de R$ 2,6 bilhões. Isso, por si só, já torna o país muito mais apto a lidar com efeitos extremos do clima.

Super El Niño
O El Niño é um fenômeno caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical. Ele provoca alterações na circulação atmosférica e no volume das chuvas. No Brasil, provoca seca no Norte e no Nordeste, atraso das chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste e enchentes no Sul.

O último El Niño ocorreu entre meados de 2023 e maio de 2024. Provocou secas severas e queimadas de grande proporção na Amazônia e no Pantanal e as enchentes catastróficas de maio de 2024 no Rio Grande do Sul, além de recordes de temperatura em vários locais do país.

O El Niño é identificado pelo aquecimento de 0,5 ºC acima da média histórica das águas do Pacífico Equatorial. Em 2023-24, o aquecimento foi de até 2,1 ºC. Este ano o aumento de temperatura já passou dos 3 ºC, e há expectativa de que, até o final do ano, o termômetro passe dos 4 ºC acima da média em algumas faixas do oceano – a maior temperatura em 170 anos de medição. Isso levou os cientistas a projetarem um fenômeno muito mais agressivo.

O Super El Niño já começou a se formar em junho deste ano. Segundo diversas entidades científicas, ele deve atingir seu ápice entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. São esperados recordes de temperatura e período mais prolongado de calor severo.

Eventos extremos exigem governos responsáveis
Lula já provou que tem responsabilidade para agir diante de eventos extremos. No final de seu segundo mandato, entre 2009 e 2010, o mundo também enfrentou uma pandemia, a de H1N1, a gripe suína. O país já contava desde 2006 com diretrizes do “Plano Brasileiro de Preparação para uma Pandemia de Influenza”.

Ao contrário de Bolsonaro, Lula investiu pesado na vacinação. O Brasil promoveu a maior campanha de vacinação contra a H1N1 no mundo, imunizando mais de 80 milhões de pessoas em três meses. O próprio presidente participou ativamente de atos públicos de vacinação para incentivar a população a procurar os postos de saúde.

No total, foram aplicadas mais de 100 milhões de doses de vacinas em toda a campanha, reforçando a posição de referência internacional do Brasil em termos de velocidade e proporção de cobertura vacinal.

O governo também investiu pesado em campanhas de conscientização, estimulando cuidados com higiene e orientando as pessoas para o uso de álcool em gel, procurar ambientes ventilados, cobrir boca e nariz ao tossir e espirrar e evitar dividir alimentos e talheres, por exemplo.

Já no Governo Bolsonaro, o presidente fez um pronunciamento chamando a doença de “gripezinha” e dizendo que quem tinha “histórico de atleta” como ele não precisava se preocupar. Também disse que não era coveiro e perguntou até quando a imprensa ficaria de “mimimi”, além de imitar uma pessoa morrendo sufocada durante uma live nas redes sociais.

Enquanto com Bolsonaro o Brasil perdeu de 120 a 400 mil vidas que poderiam ter sido salvas se seu governo tivesse agido com responsabilidade diante da covid-19, com Lula o resultado foi o oposto. Em 2009, primeiro ano da pandemia de H1N1, morreram 2.098 brasileiros de gripe suína. Já em 2010, após a campanha massiva de vacinação, foram somente 74 vítimas.

Bolsonaro estimulou a irresponsabilidade e colocou dúvidas sobre a segurança e a eficácia das vacinas. Já Lula fez campanhas para que o país não entrasse em estado de pânico e para desmistificar as vacinas, atestando sua segurança e eficácia.

Da Rede PT de Comunicação

 

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