Segundo o presidente, toda vez que alguém da elite fala em cortes, o prejuízo direto é nas camadas mais vulneráveis. Confira documento com todos os cortes deixados pelo governo de Jair Bolsonaro no orçamento para 2023
O “tesouraço” prometido por Flávio Bolsonaro começa a ganhar contornos mais claros justamente naquilo que atinge a vida de quem mais precisa. Em vídeo publicado nesta quinta (8), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apontou onde, na prática, deve estar a conta de um corte de R$ 200 bilhões no Orçamento defendido pelo candidato da extrema-direita: no Pé-de-Meia, no Farmácia Popular, no Minha Casa, Minha Vida, na merenda escolar, no Gás do Povo e nos benefícios pagos a trabalhadores e aposentados.
“Quando eles falam em cortar R$ 200 bilhões do orçamento, você sabe de onde eles vão cortar? Do Pé-de-Meia, do Farmácia Popular, do Minha Casa, Minha Vida, da merenda escolar, do Gás do Povo. E não vão dar aumento acima da inflação para trabalhadores e aposentados”, afirmou Lula.
Lula explorou essa contradição para recolocar no centro do debate o impacto social da proposta. “Toda vez que alguém da elite fala que vai cortar, eles cortam do sangue do povo e não dos ricos. Nós vamos manter e aprimorar todas as nossas políticas sociais”. A frase do presidente conversa, em especial, com o orçamento deixado por Jair Bolsonaro para a atual gestão, com perspectiva de cortes acentuados em praticamente todas as áreas sociais.
Clique e confira abaixo alguns dos destaques:
https://lula.com.br/wp-content/uploads/2026/10/Tesouraco.pdf
A fala de Lula ocorre também no mesmo dia em que a Folha de S.Paulo apresentou detalhes das discussões mantidas pela equipe econômica de Flávio Bolsonaro para viabilizar um ajuste inicial de 2% do PIB, cerca de R$ 250 bilhões. Entre as medidas apresentadas a empresários e representantes do mercado financeiro estão justamente mudanças que atingem aposentadorias, BPC, saúde e educação.
O desenho em discussão prevê desvincular reajustes do INSS e do BPC dos ganhos reais do salário mínimo. Na prática, os benefícios deixariam de acompanhar o aumento real do piso nacional e passariam a ser corrigidos apenas pela inflação, a mesma lógica que foi adotada nos quatro anos da gestão de Jair Bolsonaro, quando não houve qualquer ganho real. O INSS paga mais de 41 milhões de benefícios e cerca de 70% deles têm valor equivalente a um salário mínimo. A mesma perspectiva seria aplicada aos pisos constitucionais de saúde e educação, incluindo o Fundeb. O impacto alcançaria milhões de brasileiros e prejudicaria investimentos em universidades, institutos federais, no Pé-de-Meia e nos investimentos no SUS.
Fonte: Site do LULA










