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Flávio Bolsonaro e o esquema para vender o Brasil aos estrangeiros

Documento da extrema direita prevê alinhamento aos EUA na exploração de terras raras; PT acionou o STF para apurar suspeita de financiamento de fora do país à campanha bolsonarista

Um plano para alinhar a exploração das riquezas minerais brasileiras aos interesses dos Estados Unidos, um articulador de investidores ligados a Donald Trump trabalhando dentro da campanha de Flávio Bolsonaro e uma denúncia de financiamento estrangeiro. Reportagens do portal Amado Mundo revelaram conexões que colocam sob suspeita as relações do candidato da extrema direita com grupos americanos interessados no Brasil. O PT entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF).

No centro da articulação estão as terras raras e os minerais críticos, recursos estratégicos para a indústria e o desenvolvimento tecnológico. A disputa ocorre enquanto o Governo Lula trabalha para transformar essas riquezas em empregos e produção industrial no Brasil.

O PT também propôs a criação de uma estatal para proteger os minerais da cobiça estrangeira, com investimento em pesquisa, exploração e desenvolvimento tecnológico. O objetivo é garantir que a riqueza do subsolo permaneça a serviço do país.

Segundo a reportagem do Amado Mundo, André Marinho, candidato do Novo ao Governo do Rio de Janeiro e filho de um suplente de Flávio Bolsonaro, elaborou uma apresentação de 22 páginas, em inglês, sobre uma parceria mineral com os americanos em um eventual governo do senador candidato.

A capa traz a identificação “Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign”. O plano prevê alinhamento aos Estados Unidos, mudanças nas regras de mineração e licenciamento e abastecimento de setores estratégicos americanos. Também promete industrialização e empregos no Brasil.

Marinho confirmou a autoria, mas negou relação com a campanha e disse que não apresentou o material a autoridades americanas. A campanha não respondeu às perguntas sobre encomenda ou aprovação do conteúdo. A existência do documento, portanto, está confirmada; sua adoção pela candidatura é contestada pelo autor.

Outra reportagem do Amado Mundo, publicada no domingo, 13, revelou que o empresário Pedro Sang, articulador da Rockbridge Network no Brasil, participou da montagem do comitê de Flávio Bolsonaro em São Paulo, procurou fornecedores e manteve contato direto com o candidato.

A Rockbridge foi fundada por J.D. Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, e pelo empresário Chris Buskirk. A rede reúne financiadores da direita americana.

Questionado pelo portal, Sang afirmou que acompanha “de perto a campanha de Flávio Bolsonaro”. Segundo pessoas ouvidas pela reportagem, ele se apresenta no comitê como “Pedro da Rockbridge” e participou de providências para instalar a estrutura eleitoral.

Diante dessas suspeitas, o PT acionou o Supremo. A iniciativa busca esclarecer se houve financiamento estrangeiro na campanha de Flávio Bolsonaro, o que é irregular, associado a interesses econômicos sobre recursos estratégicos brasileiros. Pela lei eleitoral brasileira, é vedado qualquer tipo de doação, contribuição ou publicidade vinda de fontes estrangeiras (sejam pessoas físicas, jurídicas ou governos), uma vez que isso pode afetar a soberania nacional.

Da Rede PT de Comunicação

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