A ex-ministra da Saúde e pré-candidata a deputada federal pelo PT, Nísia Trindade, utilizou suas redes sociais para resgatar e reafirmar as declarações prestadas durante sua participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, em 6 de janeiro de 2023. Em sua publicação, a ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) rememorou o cenário de intimidação enfrentado pela comunidade científica brasileira durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, no contexto da pandemia da Covid-19.
Na entrevista citada, ao ser questionada pela jornalista Constança Tatsch sobre os riscos impostos às instituições e aos pesquisadores no governo anterior, Nísia detalhou a pressão exercida contra estudos contrários ao negacionismo oficial:
“Houve ameaças a muitos pesquisadores, grupos de pesquisa, como foi o caso do trabalho sobre o uso de cloroquina para a Covid. Eu mesma fui alvo de campanhas mais de redes sociais. Então houve esse tipo de pressão de uma maneira muito forte.”
Em seu posicionamento nas redes, a pré-candidata ressaltou que, mesmo diante do clima de hostilidade e das campanhas difamatórias, a postura adotada na liderança da Fiocruz manteve foco absoluto no atendimento às necessidades da população e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Como lembrou na entrevista:
“Durante a pandemia, a orientação foi muito clara: o nosso papel tem que ser coordenar todo o esforço da instituição para respostas muito importantes para a sociedade: vacina, atenção hospitalar no Centro Hospitalar Covid-19 que foi criado, pesquisas, inovação — uma missão que é levar o conhecimento científico dedicado ao Sistema Único de Saúde.”
Ao conectar o resgate histórico à sua atuação política atual, Nísia Trindade reitera a defesa das instituições de pesquisa e da saúde pública, destacando que sua pré-candidatura é “construída por quem acredita na ciência, no SUS e na democracia”.










