Em momento de forte debate político e econômico provocado pela aplicação de novas alíquotas e tarifas comerciais de 25% impostas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT), manifestou-se em suas redes sociais e em agendas de pré-campanha em defesa da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A imposição de barreiras e retaliações pelos EUA — justificadas sob questionamentos ao sistema de pagamentos instantâneos PIX, políticas comerciais brasileiras e decisões do Judiciário — tornou-se o centro de acirradas disputas eleitorais. Setores governistas acusam a oposição, em especial articulações ligadas à família Bolsonaro, de ter agido politicamente junto a autoridades americanas para favorecer a aplicação de sanções contra a economia nacional.
Defesa da soberania e rotas globais
Em vídeo divulgado sobre o cenário eleitoral, João Paulo Cunha destacou que o governo brasileiro tem mantido pragmatismo e soberania nas relações internacionais, sem dependência de qualquer potência geopolítica:
“O presidente Lula tem dito isso várias vezes: a nossa relação com os Estados Unidos é uma relação boa, não vamos mudar isso. Assim como nós vamos ter relação com a China e com a Índia, assim como nós vamos ter relação com a Europa. O Brasil é um país abençoado por Deus. A virtude do presidente Lula é que ele não tem relação de dependência com ninguém. Ele relaciona com a China, com a Índia, com a Europa, com os Estados Unidos, porque ele sempre olha aquilo que é melhor pro Brasil.”
O ex-parlamentar ressaltou ainda a adoção de medidas governamentais para conter os impactos do tarifaço norte-americano nos setores produtivos atingidos e indicou a possibilidade de buscar novos parceiros comerciais caso haja agravamento de medidas protecionistas:
“Já estamos tomando providência para socorrer aqueles setores que serão mais prejudicados pela tarifa imposta pelos Estados Unidos. E eles são espertos, porque aquilo que interessa a eles não taxaram. E se tivessem taxado, nós íamos buscar outras rotas comerciais.”
Críticas à oposição e projeção eleitoral
Na publicação realizada em suas redes sociais em 21 de julho, João Paulo Cunha enfatizou que o país reconquistou relevância internacional:
“Com Lula o Brasil voltou a ser respeitado em todo o mundo. Nosso presidente conversa, em igualdade de condições, com todos os países. As defesas das nossas democracia e soberania estão garantidas com seu competente governo. Mesmo com as injustas tarifas impostas a produtos brasileiros, pelo presidente americano, seguimos com crescimento em nossas exportações. Por causa do trabalho firme de Lula, que negocia com altivez e abre oportunidades para nosso país, em todos os continentes. Com Lula presidente, o futuro do Brasil será cada dia mais promissor.”
Complementando a declaração no vídeo, João Paulo sustentou que o incentivo a sanções contra o Brasil com objetivos eleitorais acabará prejudicando a própria oposição nas urnas:
“Agora o Trump acabou de fazer um tarifaço contra o Brasil. Tarifa essa pedida pela família Bolsonaro, só para prejudicar o Lula eleitoralmente. Mas vai sair pela culatra esse tiro, porque o povo percebeu e vai dar o voto contra essa turma que quer fazer do Brasil um quintal dos Estados Unidos. […] Isso tem a ver com o voto que nós vamos dar no dia 4 de outubro.”
Com a entrada em vigor das novas sobretaxas, o governo federal estuda medidas de apoio de crédito e a aplicação de instrumentos de reciprocidade comercial, enquanto a disputa diplomática e política segue no centro do debate eleitoral brasileiro.
Foto: redes sociais










