O Brasil voltou a provar que é possível combater o desmatamento, proteger os povos tradicionais e afirmar a soberania nacional com presença do Estado, ciência e políticas públicas. Desde o início do atual governo, foram retomados os planos de prevenção e controle do desmatamento; recompostos órgãos como Ibama, ICMBio e Funai e ampliados o monitoramento e a fiscalização. Os resultados aparecem na redução da destruição da Amazônia, na retomada das demarcações e da proteção territorial.
Esse projeto enxerga a floresta em pé, a biodiversidade, a água e os modos de vida de todos os povos e comunidades tradicionais como patrimônios estratégicos do povo brasileiro. Proteger esses territórios não é abrir mão do desenvolvimento, mas garantir alimentos, equilíbrio climático, segurança hídrica e futuro para todos, no campo, nas florestas e nas cidades. Na direção contrária, uma parcela predatória do agronegócio, especialmente no Congresso, atua para transformar o patrimônio nacional em terra barata para grilagem, mineração e expansão desordenada.
Depois de atacar o Código Florestal, o licenciamento ambiental e os direitos indígenas, essa turma volta suas armas contra as unidades de conservação. A redução de quase 40% da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará, já seria extremamente grave, não fossem os demais projetos para diminuir, rebaixar ou extinguir áreas protegidas na Amazônia, no Pantanal, na Mata Atlântica e na zona costeira. Isso sem contar as propostas que retiram do Executivo a competência técnica para criar novas unidades.
Não se trata do agro que produz respeitando a lei, gera empregos e sabe que depende da água, do solo e do clima. Trata-se da parcela podre do setor, que confunde liberdade econômica com licença para devastar e tenta capturar o Estado para benefício privado. O Brasil precisa escolher entre dois caminhos: fortalecer uma economia sustentável, soberana e inclusiva – boa para todos, ou permitir que interesses imediatos destruam riquezas de todas as gerações em benefício de poucos.
Nilto Tatto é deputado federal (PT-SP)
Foto Deputado Nilto Tatto: Kayo Magalhães/Agência Câmara
Foto árvore: Agência Pará/Divulgação










