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Campanha de Lula aguarda Flávio no TSE e espera que ele abra sigilos de suas empresas

Coordenadores políticos da campanha do presidente informam que ele não se opõe às condições do adversário e que vai protocolar na quinta, 11h, uma resposta ao desafio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém a Flávio Bolsonaro o desafio de tornar públicos todos os sigilos bancários, fiscais e telefônicos dele, de familiares e das empresas das quais é sócio.

O senador Camilo Santana, que integra a coordenação política da campanha Lula, afirmou nesta quarta-feira, 21, que o candidato da extrema direita está fazendo uma manobra, mas que “o presidente não se opõe a absolutamente nenhuma das condições impostas por ele”. A resposta da campanha de Lula a Flávio será protocolada às 11h, no Tribunal Superior Eleitoral.

A coordenação aguardará que o candidato Flávio Bolsonaro, até este horário, faça o mesmo gesto de Lula para que todos os dados, dos dois lados, sejam abertos. Camilo Santana disse que o intuito é que os dados dos dois candidatos sejam divulgados antes do segundo turno, pois como se trata de uma autorização, não é necessário o processo jurídico de quebra de sigilo, o que seria demorado.

“Às 11 horas da manhã, nós estaremos no Tribunal Superior Eleitoral para protocolar a resposta do presidente e esse é o prazo que ele [Flávi Bolsonaro] vai ter também para estar lá, para abrir também todos os sigilos bancários e telefônicos, como o presidente Lula propõe. Então, esse é o prazo, amanhã às 11 horas, porque também não pode deixar para depois da eleição não”, avisou o senador Camilo.

Lula colocou os próprios sigilos à disposição, além de dados de seus familiares e da empresa da qual é sócio, e desafiou Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo, “para mostrar claramente quem é o ladrão e quem não é o ladrão nesse país”. O presidente disse, no domingo, 18, que os dados seriam tornados públicos desde que Flávio Bolsonaro fizesse o mesmo.

O sigilo que Flávio Bolsonaro não quer abrir
Os coordenadores políticos da Coligação Brasil Pronto Pra Mais enfatizaram, no entanto, que estranharam o fato de Flávio Bolsonaro ter excluído da lista de sigilos a Alcazar Holdings. “É exatamente a empresa que ele tem, e vocês acompanham todas as matérias dos jornais, da empresa que ele tem uma conta Master, com o Willer Tomaz, que está sendo investigado pelo desvio do dinheiro dos aposentados no INSS. Por que é que ele está tirando essa empresa? Se ele não tem nada a temer, ele que cumpra o que o presidente propôs”, Camilo Santana.

A empresa Alcazar Holdings, controlada pelo advogado Willer Tomaz, fica em Portugal e está sendo investigada pela Polícia Federal por suposto esquema de lavagem de dinheiro que envolve Flávio Bolsonaro.

No desafio, Lula listou cinco empresas das quais Flávio Bolsonaro integra o quadro societário e deve abrir os sigilos:

  • a Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia;
  • a All In One Corretora de Seguros Ltda.;
  • a Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda.,
  • a Bolsonaro Digital Ltda.
  • e a offshore Alcazar Holdings, registrada na Ilha da Madeira, em Portugal.

Interferências das plataformas

O senador Camilo Santana disse, ainda, que espera que o Tribunal Superior Eleitoral mantenha a decisão de permitir o funcionamento dos canais de WhatsApp nas 48 horas que antecedem as eleições.

“Não podemos censurar”, afirmou Santana. O senador lembrou, ainda, que especialistas da ONU divulgaram comunicado alertando para interferência da Meta no processo eleitoral brasileiro.

A campanha de Lula, enfatizou Camilo, espera que o TSE possa garantir “um pleito imparcial”, sobretudo porque essa é uma eleição disputadíssima para o Brasil”.

Lula quer mostrar propostas no debate da Globo
O presidente, disse Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, quer apresentar propostas durante o debate da Globo, na sexta-feira, 23. O ministro, que está em férias para se dedicar à campanha, afirmou que é muito importante haver checagem de fatos em tempo real durante o debate porque Flávio Bolsonaro mente o tempo todo.

Agências de checagem, disse Sidônio, poderão fazer verificações ao longo do debate, como o G1 e o ICL. As checagens em tempo real, acrescentou, são fundamentais “para desmascarar e desmontar as mentiras” de Flávio Bolsonaro.

“O presidente vai para o debate para discutir proposta, discutir o futuro do país, discutir o futuro do povo brasileiro, quais são as mudanças, ver como esse povo pode prosperar. É isso que a gente quer discutir. O debate deve ser propositivo”, enfatizou o ministro.

Da Rede PT de Comunicação

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