MENU

Alencar Santana e Leandro Soares defendem o fim da escala 6×1 e pressionam Senado por aprovação

A discussão nacional sobre o fim da escala de trabalho 6×1 ganhou novos desdobramentos políticos após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da proposta que prevê a redução da jornada semanal de trabalho sem redução salarial. Com o texto agora sob análise do Senado Federal, parlamentares e movimentos sindicais intensificam a mobilização para que a medida seja definitivamente convertida em lei. O debate recebeu forte apoio do deputado federal Alencar Santana (PT) e de Leandro Soares, presidente licenciado do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região, que classificam a mudança como uma necessidade urgente para a saúde e a dignidade da classe trabalhadora.

Leandro Soares alerta para o adoecimento de trabalhadoras
Durante manifestação sobre o tema, o deputado estadual Leandro Soares destacou o imenso apoio popular que a proposta carrega e criticou os impactos severos que a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso causa no organismo e na mente dos profissionais:

“Passou da hora da gente acabar com essa escala 6×1. Essa escala 6×1 está adoecendo as pessoas, principalmente as mulheres.”

O parlamentar paulista relembrou a realidade apontada por estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), evidenciando que as mulheres são as mais penalizadas pela atual jornada, uma vez que frequentemente precisam conciliar o emprego com a dupla ou tripla jornada de trabalho doméstico e de cuidados familiares.

Alencar Santana cobra sensibilidade do Senado
Endossando a necessidade de reformulação das leis trabalhistas, o deputado federal Alencar Santana direcionou sua cobrança à próxima etapa legislativa, ressaltando que os senadores precisam estar alinhados com as demandas sociais das ruas:

“O Senado precisa ouvir o clamor de quem move o Brasil. O fim da escala 6×1 não é apenas uma pauta, é uma questão de dignidade, tempo de vida e respeito ao trabalhador e à trabalhadora.”

Para Alencar Santana, a medida vai muito além de uma simples readequação de horários; trata-se de garantir que o trabalhador tenha direito a tempo útil de vida fora do ambiente corporativo.

Produtividade e bem-estar em pauta
Os defensores da proposta argumentam que a redução da jornada de trabalho não trará prejuízos econômicos. Pelo contrário, apontam que trabalhadores mais descansados apresentam maior foco, criatividade e melhores índices de produtividade. Além disso, a mudança proporcionará mais tempo para a convivência familiar e o lazer, fortalecendo vínculos e a participação ativa na vida comunitária. Também destacam benefícios relacionados à qualificação profissional, dando mais oportunidades para que os trabalhadores possam estudar e se aperfeiçoar, e à saúde física e mental, pois aumenta o espaço na rotina dos trabalhadores para a prática de atividades físicas e prevenção de síndromes associadas ao esgotamento profissional, como o burnout.

A expectativa do país agora se volta para as comissões e o plenário do Senado Federal, onde a decisão final poderá consolidar uma das transformações mais profundas nas relações trabalhistas brasileiras das últimas décadas.

Notícias recentes

BUSCA RÁPIDA