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Com a derrota de Trump, a democracia vence também nos EUA

Após reeleição de Lula no Brasil, Democratas conquistam maioria no Congresso estadunidense; petistas apontam rejeição popular ao autoritarismo, às guerras e aos tarifaços

A vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas dos Estados Unidos foi celebrada pela Bancada do PT na Câmara dos Deputados, nessa quarta-feira (4). O presidente republicano Donald Trump e a extrema direita sofreram grande derrota na Câmara e no Senado, onde perdeu a maioria parlamentar. Segundo os petistas o feito segue exemplo do Brasil, que reelegeu o Ppresidente Lula em outubro.

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), destacou a dimensão política e econômica da decisão dos eleitores estadunidenses. “Venceu a democracia, venceu a profunda crítica ao Governo Trump. Trump foi derrotado, a extrema direita foi derrotada, o tarifaço contra a economia brasileira, Canadá e outros países foi derrotado, o aumento do custo de vida e da inflação foi derrotado nos Estados Unidos”.

Para Uczai, os resultados das duas eleições também reafirmam a importância da soberania nacional. “A extrema direita perdeu lá, a extrema direita perdeu no Brasil. O Brasil é dos brasileiros. A soberania nacional do nosso País vai continuar criando oportunidades para o povo brasileiro”, declarou.

Democracia nas urnas, nas ruas e nas redes
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) relacionou a vitória de Lula à mobilização popular que marcou as eleições estadunidenses. Depois da vitória do Presidente Lula, o mundo inteiro passou a fazer o L. O L ficou famoso no mundo inteiro. E a imagem postada pela Primeira-Dama Janja foi a Estátua da Liberdade e o Cristo Redentor fazendo o L, uma bela unidade do povo americano, que agora derrotou o nazifascismo tanto lá quanto cá, e deu uma vitória extraordinária ao Presidente Lula”.

Correia ainda explica que o símbolo ganhou força e significado robusto. “O L da liberdade; é o L agora do fim do autoritarismo; é o L daqueles que disseram ‘não’ às guerras de Trump, guerras no Irã, genocídio na Palestina”, pontuou.

Além disso, em sua análise o mineiro também apontou a rejeição às políticas econômicas de Trump, especialmente ao aumento do custo de vida, às tarifas comerciais e aos cortes em serviços públicos. “Há fome nos Estados Unidos. Dizem que é um país tão avançado, mas a fome era que avançava”, frisou. Para o parlamentar, a mensagem das urnas ultrapassa as fronteiras norte-americanas e reforça a necessidade de ampliar os investimentos sociais no Brasil.

“A vitória de Lula aqui e a derrota de Trump mostram que o povo está optando por vitórias importantes. A resposta lá foi a mesma que foi dada aqui. O povo do Brasil quer mais SUS, lá a melhora no serviço de saúde”, observou. O deputado defendeu ainda o fortalecimento da educação pública, a expansão das universidades e dos institutos federais e uma distribuição de renda mais justa.

Ao destacar o protagonismo da mobilização popular, Correia afirmou que as ruas e as redes sociais se tornaram aliadas fundamentais na defesa da democracia. “O recado foi dado nas urnas, o recado foi dado nas ruas, o recado está sendo dado nas redes”.

Resistência popular
De acordo com o deputado Alencar Santana (PT-SP), a derrota eleitoral dos republicanos demonstra que a articulação internacional da extrema direita encontra resistência na participação democrática da população.

“Há um povo dizendo ‘não’, há um povo que não quer a barbárie, a desumanidade na política, o horror, a mentira, a agressão, a perversidade de achar que determinados setores públicos, determinadas pessoas e segmentos são menores e têm que sentir a força do Estado e dos poderosos”.

A situação da família Bolsonaro também foi ironizada pelo parlamentar, já que tanto Flávio quanto Eduardo buscaram aproximação política com Trump. “Eles foram derrotados pelo povo brasileiro e foram para lá levar a derrota”.

Vitória democrática
A deputada Erika Kokay (PT-DF) avaliou que a reeleição de Lula representou a escolha dos brasileiros pela democracia, pelos direitos sociais e pela soberania nacional, diante de um projeto político autoritário.

“É bom que a gente não esqueça que o povo brasileiro impediu que um miliciano pudesse ocupar a Presidência da República e que nós vivenciamos um processo extremamente importante para o Brasil”.

A petista também fez um contraponto ao analisar a postura bolsonarista. “Quem estende a bandeira estadunidense ou articula um tarifário ou ‘tariflávio’ aqui no Brasil não tem amor por este País. Quem não preza pela democracia não têm amor por este País”, criticou.

Impacto mundial
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) ressaltou o impacto mundial da conquista dos democratas nas duas Casas do Congresso estadunidense. “Não é uma vitória qualquer, é uma vitória da democracia para o mundo”, declarou.

Rosário também criticou a política externa de Trump, especialmente a imposição de tarifas comerciais, as intervenções internacionais e os ataques à soberania de outros países.

“Os Estados Unidos, portanto, dão uma resposta importante, em defesa da democracia, em defesa dos povos, e impõem essa derrota ali dentro, como deve ser, sem ingerência estrangeira”, atestou.

A deputada cumprimentou o Partido Democrata, os movimentos antifascistas e a população norte-americana pelo resultado eleitoral, que, na avaliação da bancada petista, reforça a defesa da democracia e da soberania dos povos.

Também comemoraram os resultados eleitorais nos EUA os parlamentares João Daniel (PT-SE), Tadeu Venerei (PT-PR), Paulão (PT-AL) e Merlong Solano (PT-PI).

Fonte: PT na Câmara

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