Atos em Brasília, Salvador, Belo Horizonte, Florianópolis e Belém defenderam políticas públicas e o fim da escala 6×1
Mulheres do Brasil todo foram às ruas neste sábado, 17, em apoio à reeleição do do presidente Lula, realizando descentralizados em diversas capitais, apostando no diálogo direto com a população, na defesa dos direitos trabalhistas e no combate à violência de gênero. A iniciativa da mobilização foi do Comitê Mulheres com Lula . A data também marcou o Dia Nacional de Luta e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, que resgata a memória de Eloá Cristina Pimentel, adolescente de 15 anos assassinada pelo ex-namorado em 2008, após ser mantida em cárcere privado por mais de 100 horas, em um caso que chocou o país. A história de Eloá foi motivação para a criação da Lei nº 15.334/2026, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para fortalecer as redes de proteção e apoio às vítimas.
As manifestantes alertaram para os riscos do armamento e dos retrocessos sociais propostos pela extrema-direita, defendendo conquistas do governo federal como o Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio e a retomada das Casas da Mulher Brasileira. Outro eixo central foi o forte apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo fim da escala 6×1. Coletivos sindicais destacaram que a jornada exaustiva penaliza duplamente as trabalhadoras, que historicamente acumulam a maior carga do trabalho de cuidado doméstico. A valorização dessas demandas ganhou força com a aprovação da Política Nacional de Cuidados e a retomada da Conferência das Mulheres, marcos que estruturam ações permanentes de dignidade e justiça social.
Em Brasília, a mobilização teve início na área central e seguiu em marcha rumo à Rodoviária do Plano Piloto. A estratégia foi o corpo a corpo com as trabalhadoras do comércio e do transporte público, com panfletagem sobre igualdade salarial e o fortalecimento dos serviços públicos essenciais.
Presente na caminhada, a secretária Nacional das Mulheres do PT, Mazé Morais, uniu-se à militância e defendeu o fôlego da mobilização para consolidar a vitória da democracia nas urnas no dia 25 de outubro.
“Estamos nas ruas de Brasília na defesa da democracia, rumo à vitória. As mulheres estão com Lula, porque o Lula nos representa e colocou de novo as mulheres no centro da política”, ressaltou Mazé Morais.
Em Salvador, o encontro reuniu ativistas, coletivos e movimentos culturais, destacando o papel histórico das mulheres nordestinas na construção de políticas de inclusão social e na ampliação das redes de acolhimento. A secretária das Mulheres do PT da Bahia, Elizabeth de Souza, destacou que as caminhadas realizadas pelo estado refletem a força de um projeto que resgatou a dignidade feminina com medidas concretas, articuladas entre as esferas federal e estadual.
“As mulheres só avançam quando o Estado está do lado delas, e esse lado hoje tem nome: Lula”, afirmou Elizabeth de Souza, convocando a militância a seguir mobilizada em defesa da democracia e da vida.
Em Belo Horizonte, as manifestantes transformaram o ato em um polo de debate econômico e trabalhista. Lideranças denunciaram o impacto da jornada exaustiva sobre a saúde e a vida das mulheres. A secretária das Mulheres do PT de Minas Gerais, Usania Gomes, apontou a necessidade urgente de aprofundar as transformações sociais iniciadas pelo governo Lula, assegurando igualdade real de oportunidades.
“Tenho orgulho de apoiar um projeto de Brasil que coloca as mulheres no centro das políticas públicas, fortalece nossos direitos e luta por mais igualdade, oportunidades e proteção”, declarou Usania Gomes, reforçando o compromisso de não deixar nenhuma trabalhadora para trás.
Durante a caminhada pelo centro histórico de Florianópolis, as manifestantes alertaram que a facilitação das armas e a vulnerabilidade econômica propostas pelo candidato adversário aumentam o risco de crimes de ódio dentro de casa. A secretária das Mulheres do PT de Santa Catarina, Rosaura Rodrigues, ressaltou que as eleitoras do estado têm plena consciência de como as urnas afetam o sustento de suas famílias e o acesso a direitos básicos como saúde, moradia e emprego.
“As mulheres entendem que são elas que mais usam as políticas públicas como saúde, Bolsa Família, aumento do salário mínimo, educação para seus filhos e somente com Lula não teremos retrocessos”, pontuou Rosaura Rodrigues.
No Pará, a mobilização reuniu as mulheres para dialogar sobre como as políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família e o programa Pé-de-Meia, transformam a vida nos lares e garantem a permanência de jovens na escola. A secretária das Mulheres do PT do Pará, Maria de Lourdes, apontou o papel decisivo do voto feminino no dia 25 de outubro.
“As mulheres vão às ruas porque são as maiores beneficiárias dos programas federais. Elas sabem que o avanço do nosso país fala diretamente sobre as suas existências, os seus direitos e, principalmente, o reconhecimento por um salário igual e pela manutenção de um a sociedade onde possam falar e versar sobre os seus corpos”, enfatizou.
Da Rede PT de Comunicação










