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Ministra Esther Dweck expõe herança fiscal de Bolsonaro: ‘Não paga o que deve, esconde despesas e diz que sobrou dinheiro’

Esther Dweck destaca recuperação de programas sociais com Lula e critica projeto de Flávio Bolsonaro de cortar gastos para reduzir impostos dos ricos

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck (PT), fez um vídeo e o publicou nas redes sociais para rebater a falácia bolsonarista de que o Brasil estaria em vias de quebrar. Dweck explica como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva herdou um país dilapidado pela incompetência de seu antecessor, Jair Bolsonaro, mas conseguiu recuperar as contas públicas e a grande maioria das políticas sociais que foram abolidas ou negligenciadas pelo extremista de direita.

“Em 2023, o governo do presidente Lula recebeu um orçamento onde as receitas não pagavam todas as despesas e várias despesas nem estavam no orçamento. O Bolsa Família de R$ 600 não estava lá. O Farmácia Popular tinha perdido 60% dos seus recursos. E a merenda escolar continuava congelada desde 2017, mesmo com os preços de alimentos subindo muito no governo Bolsonaro, prejudicando mais de 40 milhões de alunas e alunos”, aponta a ministra.

Dweck prossegue no vídeo mostrando que Bolsonaro não teve responsabilidade com as contas públicas. “O governo anterior aprovou a chamada PEC [Proposta de Emenda à Constituição] do calote de precatórios, deixando de pagar dívidas que o governo perdeu na Justiça. O calote dos precatórios chegou a quase R$ 142 bilhões. Desse jeito, era fácil mostrar uma conta bonita. Não paga o que deve, esconde despesas e diz que sobrou dinheiro. Isso não é responsabilidade, é maquiagem fiscal”, observa.

Em seguida, a ministra lembra que Lula pagou R$ 93 bilhões em dívidas atrasadas de uma única vez e garantiu os recursos para os programas sociais. “E mesmo fazendo tudo isso, estamos entregando as contas públicas com superávit. Em resumo: o governo Bolsonaro deixou um buraco de mais de R$ 170 bilhões para o Lula fechar. Já o presidente Lula está deixando um saldo positivo de quase R$ 20 bilhões para 2027.”

Projetos distintos de país
Dweck também detalha como Lula aumentou os investimentos públicos sem perder o controle das contas: cobrando impostos de quem antes não pagava. A petista faz referência às ideias regressivas que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato da ultradireita à Presidência da República, quer implementar no Brasil caso eleito.

“O projeto Flávio Bolsonaro é o mesmo do seu pai, Jair Bolsonaro: cortar gastos para reduzir impostos dos ricos. Sabe que imposto que ele zerou? Do jet-ski. No governo Bolsonaro, todos os trabalhadores pagaram mais Imposto de Renda, porque ele não corrigiu a tabela do Imposto de Renda, mesmo com a inflação de 27% acumulada no seu mandato”, comparou Dweck.

As propostas do presidente Lula, por sua vez, são absolutamente opostas às que o clã Bolsonaro prega. Além de ampliar a tributação das altas rendas e elevar a faixa de isenção do Imposto de Renda, Lula também zerou a alíquota sobre a cesta básica, controlou a inflação e levou o país à menor taxa de desemprego da história.

“Os fundos de investimento de super ricos, o dinheiro em paraíso fiscal e quem ganha mais R$ 50 mil reais por mês passaram a pagar impostos. Ao mesmo tempo que cobrava dos mais ricos, o governo Lula reduziu os impostos que afetam a grande maioria da população”, argumentou Dweck.

A ministra conclui dizendo que o projeto de Flávio serve à concentração de renda, enquanto o de Lula quer justiça social e contas públicas no azul. “Redistribui renda, circula riqueza e estimula a economia. O nosso projeto tem responsabilidade fiscal e social. Colocamos as contas em ordem, com o povo no orçamento e os ricos pagando a sua parte”, enumerou.

Da Rede PT de Comunicação

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