Benefício passa a R$ 691 e calendário unificado busca reduzir os impactos de secas, tempestades e enchentes; confira datas de pagamento
Começam nesta segunda-feira, 19, os pagamentos do Bolsa Família referentes ao mês de outubro. Os primeiros beneficiários a receber o auxílio serão as pessoas com Número de Identificação Social (NIS) de final 1. Na terça, 20, é a vez de quem tem NIS terminado em 2. E a partir de quarta, 21, com o calendário do programa unificado, os pagamentos ocorrerão na mesma data aos beneficiários cujo NIS termina em 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) decidiu unificar o calendário do Bolsa Família como forma de mitigar os efeitos de emergências climáticas sobre as famílias mais vulneráveis do país, medida que valerá também para novembro e dezembro, período mais crítico do El Niño.
Os beneficiários do Bolsa Família que vivem em municípios em situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo Governo Federal vão receber o pagamento de forma unificada, todos no dia 19, começo do calendário. Para receber o benefício, as famílias devem manter o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado, atender aos critérios do programa e cumprir as condicionalidades de saúde e educação, entre as quais, frequência escolar de crianças e adolescentes, vacinação em dia e acompanhamento pré-natal das gestantes.
Para consultar a situação do benefício, os extratos e os valores liberados, basta acessar os aplicativos oficiais do Bolsa Família e do Caixa Tem ou o Portal Cidadão da Caixa, disponíveis na internet. O Disque Social do MDS, pelo telefone 121, esclarece dúvidas sobre regras e cadastros. A Central de Atendimento da Caixa, pelo telefone 111, fornece informações sobre pagamentos e saques.
A unificação dos pagamentos do Bolsa Família já ocorreu em outros momentos emergenciais, como durante as enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul. As famílias dos 497 municípios gaúchos puderam acessar o auxílio no primeiro dia do calendário. A medida permite aos beneficiários se prepararem para os efeitos da seca, da escassez hídrica, das inundações e das interrupções no abastecimento.
Reajuste
Em meados de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto corrigindo o Bolsa Família em 15,04% com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026, passando assim o auxílio de R$ 600 para R$ 691.
Em todas as oportunidades que teve, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato da ultradireita à Presidência da República, votou contra o Bolsa Família a R$ 600. Chegou inclusive a chamar o auxílio de “bolsa farelo”.
Super El Niño
De acordo com o MDS, entre agosto e setembro de 2026, houve 518 reconhecimentos federais de Situação de Emergência e Estado de Calamidade Pública. Esse número representa mais que o dobro do contabilizado no mesmo período do ano passado (253).
A alta ocorreu por conta das tempestades na região Sul: os eventos de chuva, granizo, vendaval e inundação foram de 81 para 272. Mas o aumento também foi notado no semiárido, pois os reconhecimentos por estiagem e seca saltaram de 172 para 239 (+39%). O fenômeno, no entanto, pode causar efeitos em todas as regiões brasileiras.
O Boletim nº 4 do Painel El Niño 2026–2027, elaborado conjuntamente por órgãos federais de pesquisa, meteorologia, monitoramento ambiental e defesa civil, prevê para o último trimestre menos chuva que a média histórica em grande parte do Norte do país e em áreas do Nordeste e do Centro-Oeste, o que pode agravar a seca nessas regiões. No Sul, em parte do Sudeste e no leste do Nordeste, deve chover mais que a média, aumentando o risco de enchentes.
Da Rede PT de Comunicação










