Em conversa com jornalistas no Alvorada, presidente defendeu também o endurecimento do combate ao crime organizado e a aprovação da PEC da Segurança Pública
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o grupo político do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), age no Senado para empurrar a votação da proposta que acaba com a jornada 6×1 somente para depois da eleição porque teme os efeitos eleitorais de votar contra a proposta agora. Lula disse que o objetivo de Flávio Bolsonaro é deixar para depois de outubro para derrubar a proposta.
Ao conversar com jornalistas no Palácio da Alvorada, Lula voltou a cobrar um posicionamento do candidato da extrema direita: “Eu sei que a oposição está tentando protelar para depois das eleições. Porque, para depois das eleições, eles vão ter coragem de votar contra. Eles agora estão com medo de votar contra. Então eu quero saber se eles vão votar contra. É isso. Eu quero que o PL mostre o seguinte: você vai votar contra ou a favor do fim da escala 6×1? E o seu Flávio, como senador, se posicione. Ele pode apertar o botão e dizer se vai votar ‘sim’ ou ‘não’. É simples assim, não tem trauma”, afirmou o presidente.
Lula disse ainda que o fim da escala 6×1 está diretamente relacionado à melhoria da qualidade de vida da classe trabalhadora, especialmente para as mulheres que têm jornada dupla ou tripla, pois prevê redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução de salário. O texto já foi referendado pela ampla maioria da Câmara dos Deputados.
“É um momento muito importante para o Brasil, porque depois de décadas e décadas de uma jornada de trabalho insuportável, sobretudo para as mulheres, que quando chega no dia de descanso dela, ela trabalha mais, a gente vai então poder ver aprovado no Congresso Nacional o fim da escala 6×1”, ressaltou.
Combate ao crime organizado será duro, diz presidente
Lula defendeu, ainda, o endurecimento do combate ao crime organizado. Depois de participar de uma missa em homenagem à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e ao Dia das Crianças, no Palácio da Alvorada, o presidente disse que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública vai permitir a criação de um ministério específico para a área e a entrada de forças federais no auxílio a estados e municípios.
O presidente explicou o mapeamento de 138 presídios estaduais que o Governo Federal quer transformar em unidades de segurança máxima para impedir que líderes de facções criminosas continuem comandando atividades ilegais de dentro das prisões.
“A gente vai ser muito duro com isso. Eles vão ter muita dificuldade agora. Para os territórios, a gente quer paz, a gente quer proteção. Agora, para os bandidos, a gente quer prisão”, definiu Lula.
A PEC da Segurança Pública, atualmente em debate no Senado, amplia a capacidade de atuação da União. A aprovação permitirá o uso da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Penal em parceria com estados e municípios, além do emprego de inteligência nas operações.
Da Rede PT de Comunicação










