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Técnicos do TSE não encontram fake news em canal de apoiadores e Lula cobra isenção da Justiça Eleitoral

Presidente pede tratamento igual entre as candidaturas após relatório do tribunal não localizar conteúdos denunciados pela campanha de Flávio Bolsonaro no “Exército do Lula”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu nesta segunda-feira, 12, às decisões judiciais envolvendo o canal “Exército do Lula”. Em entrevista à imprensa, Lula defendeu igualdade de tratamento entre as candidaturas e afirmou que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, não pode favorecer nenhum dos lados da disputa.

“O que não pode é o presidente da Suprema Corte Eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o lado da igualdade de comportamento, da igualdade de procedimento. Todos têm que ter o mesmo direito diante da Justiça Eleitoral”, declarou.

A manifestação ocorre após relatório da área técnica de enfrentamento à desinformação do TSE informar que não foram localizadas novas publicações com informações falsas entre os conteúdos examinados no canal. O documento foi produzido a pedido do presidente da Corte, ministro Nunes Marques, a partir de uma representação da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusou o canal de divulgar notícias falsas contra o candidato.

Lula ainda afirmou que considera algumas decisões recentes desfavoráveis à sua candidatura e disse que a equipe jurídica da campanha acompanhará o processo. O presidente também defendeu o direito de seus apoiadores organizarem iniciativas de comunicação para a disputa eleitoral.

“Nós vamos continuar criando os nossos exércitos. Nós vamos continuar fazendo campanha”, avisou.

O relatório da Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do TSE analisou publicações do canal entre 2 e 11 de outubro. O documento registra que não foram encontradas novas publicações que reproduzissem os conteúdos examinados no processo, ressalvando que alguns vídeos não foram transcritos em razão da urgência da análise.

O canal “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal eleito André Janones (Rede-MG), reúne mais de 3,7 milhões de inscritos e é utilizado para compartilhar vídeos, áudios e orientações aos apoiadores do presidente.

O funcionamento do canal foi suspenso por decisão de Nunes Marques, após questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro. No domingo (11), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu os efeitos dessa determinação e restabeleceu o canal, em decisão preliminar.

Da Rede PT de Comunicação

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