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De norte a sul, o Brasil se une no Bora Lula, Bora Virar

Mais de 300 atos por todo o país reúnem estudantes, trabalhadores, artistas e movimentos sociais em defesa da democracia

A perspectiva de virada ganhou as ruas, as praças e a voz de milhares de brasileiros neste domingo (11/10). De norte a sul do país, estudantes, idosos, trabalhadores, artistas, movimentos sociais e voluntários fizeram de mais de 300 manifestações um único grande ato nacional do “Bora Lula, Bora Virar”. Nascido da articulação de diferentes grupos e organizações populares, o movimento levou para além dos palanques a defesa da democracia, dos direitos sociais, do fim da escala 6×1 e das propostas do presidente Lula. Na Avenida Paulista, em São Paulo, cerca de 1 milhão de pessoas participaram de uma das maiores concentrações do dia. O domingo coroou uma semana de intensa participação popular, com mais de mil atos realizados em todo o Brasil, segundo balanço apresentado pelo senador Camilo Santana, reunindo diferentes gerações em torno do debate sobre o futuro do país.

Em entrevista à imprensa neste domingo, Camilo destacou o protagonismo dos estudantes e movimentos sociais na organização das atividades e agradeceu a disposição de quem dedicou o fim de semana à participação política. “Quero agradecer a toda a estudantada e a todos os movimentos sociais que têm voluntariamente feito atos. São atos em defesa da democracia, em defesa do presidente Lula. Bora Lula, bora virar, para dizer que nós queremos o fim da escala 6 por 1”, afirmou.

DIREITOS – O chamado à virada levou para as ruas debates que fazem parte da vida cotidiana dos brasileiros. Entre as principais bandeiras do movimento estão o fim da escala 6×1, a proteção de programas sociais, o combate às bets e a oposição ao chamado “tesouraço” de R$ 250 bilhões proposto por Flávio Bolsonaro. Camilo criticou a proposta de redução de gastos apresentada pelo adversário e questionou quais políticas públicas seriam atingidas. Segundo o senador, programas como Farmácia Popular, Mais Médicos, merenda escolar, ProUni e investimentos em universidades e institutos federais poderiam sofrer consequências de uma redução dessa magnitude. “A gente sabe onde é que sempre essa conta recai, sobre o povo, a grande maioria do povo brasileiro”.

Uma das reivindicações centrais das manifestações foi a mudança na jornada de trabalho, com a substituição da escala 6×1 por cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial. A proposta está entre as prioridades defendidas pelo presidente Lula e ganhou destaque diante da expectativa de avanço da votação no Senado nesta semana. Camilo ressaltou que a participação popular será fundamental para pressionar o Congresso a aprovar a medida. “É a pressão popular que vai definir”, afirmou, ao destacar que o debate precisa chegar a quem trabalha seis dias por semana e dispõe de apenas um para descansar, cuidar da família e viver.

O senador também relacionou as manifestações às medidas do governo Lula voltadas à redução do custo de vida. Citou a redução de impostos sobre combustíveis, a proposta de um novo Desenrola para renegociação das dívidas das famílias e as iniciativas de enfrentamento às apostas on-line. Ao recordar uma declaração da cantora Ivete Sangalo durante apresentação no Ceará, no sábado (10/10), Camilo destacou a frase: “a insatisfação não pode ser maior do que a lucidez”. Para ele, é preciso reconhecer as dificuldades que ainda afetam a população e avaliar as propostas apresentadas pelos candidatos para enfrentá-las. E ter em mente que a inflação de alimentos no governo de Jair Bolsonaro foi de 56%, e caiu para 13% na gestão de Lula. Adicionalmente, o governo atual aprovou a Reforma Tributária, e a partir de janeiro de 2027 todos os itens da cesta básica terão imposto zero.

DIÁLOGO – A presença nas ruas é apenas uma das frentes do Bora Lula. A iniciativa também busca ampliar as conversas entre brasileiros, levando o debate eleitoral às comunidades, universidades, bairros e espaços de convivência. A proposta é aproximar a discussão política das preocupações concretas da população, como o preço dos alimentos, o acesso à moradia, os medicamentos gratuitos, o emprego, a renda e a educação. Os participantes também promovem atividades para esclarecer dúvidas, discutir propostas e enfrentar a circulação de informações falsas.

A agenda nacional dos Comitês Populares reúne atividades do Bora Lula e permite que apoiadores encontrem iniciativas em suas cidades, participem de encontros e divulguem novas ações. Dessa forma, manifestações de diferentes tamanhos e formatos passam a integrar uma programação compartilhada. A participação também se estendeu ao ambiente digital. Segundo Camilo Santana, o chamado Exército de Lula já contava com 3,2 milhões de participantes no sábado (10/10). O senador criticou a contestação judicial da iniciativa por representantes da candidatura adversária e afirmou que as atividades continuarão sendo ampliadas nas redes e nas ruas.

PRÓXIMOS DIAS – Com o segundo turno se aproximando, Camilo ressaltou que o presidente Lula pretende manter o diálogo com diferentes forças políticas e setores da sociedade. Ao comentar a composição do Congresso Nacional, lembrou que o governo conseguiu aprovar propostas como a reforma tributária, o Pé-de-Meia, a expansão da educação em tempo integral e medidas voltadas à alfabetização. “O presidente Lula é um homem sempre de diálogo. Nós nunca tivemos a maioria no Congresso, nem no Senado, nem na Câmara. E aprovamos todos os projetos que foram encaminhados”, afirmou.

A articulação política seguirá acompanhada das atividades populares. Segundo o senador, a agenda do presidente para os próximos dias incluirá viagens a diferentes estados, enquanto estudantes, movimentos sociais e voluntários continuarão organizando encontros e manifestações. O domingo mostrou a disposição de brasileiros de diferentes gerações de ocupar as ruas, defender suas conquistas e fazer parte das decisões que vão definir os próximos anos. Agora, o movimento pretende levar essa energia a cada bairro, a cada conversa e a cada novo encontro até o segundo turno. O chamado que ecoou pelo Brasil neste domingo continua. Bora Lula, Bora Virar!

Fonte: Site do Lula

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