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Nova geração petista chega à Câmara e Assembleias e amplia espaço na política

Jovens lideranças foram eleitas para ocupar cadeiras no Congresso e Legislativos estaduais com votações expressivas. Poltítica começou nas ruas, movimentos sociais e nas redes

Uma mulher negra eleita deputada federal aos 21 anos com mais de 524 mil votos. Uma militante do MST que agora vai representar Pernambuco em Brasília. Dois petistas com menos de 30 anos chegam à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) com mais de 120 mil votos cada.

A eleição de 2026 colocou em evidência uma nova geração de políticos do Partido dos Trabalhadores. Em diferentes regiões do país, jovens que começaram sua trajetória no movimento estudantil, movimentos sociais, periferias, política municipal e nas redes sociais conquistaram pela primeira vez cadeiras na Câmara dos Deputados e nas Assembleias Legislativas.

Eles chegam aos Legislativos com base política própria, experiência de mobilização e votações capazes de colocá-los entre os destaques de seus estados.

Conhece petistas da nova geração da política que conquistaram, em 2026, o primeiro mandato na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa de seus estados. O resultado dá corpo a um processo de renovação geracional que o partido seguiu estimulando ao longo dos últimos anos. Como disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o jovem que quer mudar sua própria vida, o futuro e o país precisa se envolver na política e mudar o sistema com o qual não se identifica mais.

Ana Elisa: estreante chega a marca de 524 mil votos
Em Minas Gerais, o fenômeno eleitoral da nova geração tem um grande nome: Ana Elisa. Nascida em Divinópolis (MG), aos 21 anos foi eleita deputada federal em sua primeira campanha, com 524.219 votos, a segunda maior votação do estado.

Com forte presença nas redes sociais, Ana Elisa ganhou projeção produzindo conteúdo político e jurídico voltado principalmente para a juventude, tornando-se uma das principais vozes de uma geração que reivindica espaço dentro da política institucional.

O seu resultado nessas eleições fez com que ela seja a deputada federal mais jovem da Câmara.

Pedro Rousseff leva a experiência de Minas para Brasília
Outro jovem vitorioso é Pedro Rousseff, que conseguiu alcançar uma cadeira no Congresso aos 26 anos.

Nascido na capital mineira e sobrinho-neto da ex-presidenta Dilma Rousseff, ele foi eleito vereador em 2024 com mais de 17,5 mil votos, a maior votação de um candidato do PT para a Câmara Municipal de Belo Horizonte até então.

Em 2026, conquistou seu primeiro mandato federal com 118.567 votos. Durante a campanha, também participou da articulação de jovens petistas que buscou ampliar a presença dessa geração na Câmara.

Ana Júlia: da ocupação das escolas à Câmara
Poucos nomes simbolizam tanto a trajetória da juventude petista quanto Ana Júlia Ribeiro.

Natural de Curitiba (PR), Ana ganhou projeção nacional aos 16 anos, durante as ocupações de escolas no Paraná, quando discursou na Assembleia Legislativa em defesa da educação pública. Filiou-se ao PT em 2018 e, em 2022, foi eleita deputada estadual aos 22 anos, tornando-se a mais jovem da história da Alep.

Agora, aos 26, chega à Câmara com 184.691 votos, a mulher mais votada para o cargo no Paraná nessa eleição.

Rosa Amorim, um pedaço da juventude do MST no Planalto
Filha de militantes do MST e criada no assentamento Normandia, em Pernambuco, Rosa Amorim construiu sua trajetória no movimento social, na UNE e no Levante Popular da Juventude.

Eleita deputada estadual em 2022, chega agora à Câmara dos Deputados aos 29 anos, com 144.101 votos, a décima maior votação do estado.

O MST destaca a eleição como histórica. Rosa é apresentada pelo movimento como a primeira mulher Sem Terra a ocupar uma cadeira no Congresso Nacional.

Luna Zarattini, a federal petista mais votada em São Paulo
Aos 32 anos, Luna Zarattini chega a Brasília depois de construir uma carreira política ligada ao movimento estudantil e à educação popular.

Cientista social e advogada, participou da militância estudantil da USP e da UNE e criou um cursinho popular voltado à juventude periférica. Foi eleita vereadora de São Paulo (SP) e reeleita em 2024.

Em 2026, recebeu 233.733 votos, a maior votação do PT para o cargo no estado, e conquistou seu primeiro mandato federal.

Diego Quaquá e a nova geração do PT fluminense
Do Rio de Janeiro, Diego Quaquá chega à Câmara com 68.798 votos aos 28 anos.

Presidente estadual do PT-RJ e filho do dirigente petista Washington Quaquá, ele representa uma nova geração de uma família com trajetória na política fluminense.

Natural de Maricá (RJ), Quaquá estreia na Câmara dos Deputados em 2026.

Nas Assembleias, novos nomes ganham força

Duda Hidalgo é um dos destaques de São Paulo
Aos 27 anos, Duda Hidalgo foi eleita deputada estadual em São Paulo com 154.953 votos, a segunda maior votação entre os candidatos do PT para a Assembleia Legislativa.

Natural de Ribeirão Preto (SP), a advogada construiu sua trajetória no movimento estudantil e na defesa dos direitos humanos, das políticas de inclusão e da permanência estudantil. Antes de chegar à Alesp, foi vereadora de sua cidade, sendo a primeira parlamentar assumidamente LGBTQIA+ a conquistar esse feito.

Com a votação conquistada em 2026, Duda se consolida como um dos principais nomes da nova geração petista no estado.

Leonardo Grandini chega à Alesp aos 24 anos
Também em São Paulo, Leonardo Grandini está entre os nomes mais jovens eleitos para a nova composição da Assembleia.

Aos 24 anos e com forte presença nas redes sociais, o advogado conquistou seu primeiro mandato com 122.158 votos, chegando à Alesp com uma das maiores votações entre os novos deputados petistas.

Teca Nelma amplia trajetória construída em Maceió
Em Alagoas, Teca Nelma, de 27 anos, faz o caminho da política municipal para o Legislativo estadual.

Desde cedo, Teca esteve ligada ao movimento estudantil e ações de voluntariado. Formada em Relações Internacionais e mestre em Gestão Pública, começou sua trajetória política em Maceió (AL) e ganhou experiência como vereadora.

Em 2026, foi eleita deputada estadual com 44.619 votos, a maior votação entre os candidatos do PT do estado.

Açucena está entre as mais jovens eleitas no Espírito Santo
No Espírito Santo, Açucena foi eleita deputada estadual com 35.988 votos. Aos 27 anos, alcançou a oitava maior votação do estado.

Enfermeira e natural de Cariacica (ES), ela chega pela primeira vez à Assembleia Legislativa e passa a integrar a nova bancada petista no estado.

Sua eleição acrescenta ao Legislativo capixaba uma jovem liderança periférica e da comunidade LGBTQIA+.

Yasmin Hachem leva oeste do Paraná para a Alep
Aos 30 anos, Yasmin Hachem chega à Assembleia Legislativa do Paraná depois de construir sua trajetória política em Foz do Iguaçu (PR), no oeste do estado.

Formada em Direito, foi vereadora da cidade e ganhou projeção como uma das jovens lideranças da região. Em 2026, conquistou seu primeiro mandato na Assembleia Legislatica do Paraná (Alep) com 43.343 votos.

A eleição reforça a presença de novas lideranças vindas do interior e das regiões de fronteira na política estadual.

Miss Preta faz história na Alep
Um dos resultados mais simbólicos da eleição paranaense foi a vitória de Edna dos Santos Sousa, a Miss Preta.

Eleita vereadora de Pinhais (PR) em 2024, dois anos depois, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa do estado com 45.566 votos.

A eleição entrou para a história do estado. Miss Preta se tornou a primeira mulher negra eleita deputada estadual no Paraná.

Allysson Elias estreia na Alerj
No Rio, Allyson Elias conquistou seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aos 32 anos, com 51.145 votos.

Natural de Niterói (RJ), o jovem petista construiu sua atuação política ligada à defesa de segmentos populares e à ampliação da representação negra e quilombola. Agora, leva essa trajetória para a Alerj, onde fará sua estreia no Legislativo estadual.

Jean Volpato leva a experiência de Blumenau para a Alesc
Em Santa Catarina, Jean Volpato, 34 anos, faz o caminho da política municipal para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (SC). Jornalista, professor e historiador, ele foi eleito vereador de Blumenau (SC) em 2024 e, dois anos depois, conquistou seu primeiro mandato estadual com 48.173 votos.

A eleição de Jean também marca um momento histórico para Santa Catarina. Ele se tornou a primeira pessoa LGBTQIA+ eleita para a Assembleia Legislativa do estado, ampliando a representatividade do Parlamento catarinense.

Flávio Brasileiro leva experiência em políticas públicas à Paraíba
Arquiteto e natural de João Pessoa (PB), Flávio Brasileiro traz para a Assembleia Legislativa da Paraíba uma trajetória ligada à gestão pública. Antes de se candidatar, atuou na Secretaria Nacional de Periferias do Governo Federal.

Em 2026, conquistou seu primeiro mandato estadual pelo PT com 23.756 votos.

Ilo Neto é a geração petista na Assembleia cearense
No Ceará, Ilo Neto, chega ao Legislativo estadual aos 33 anos.

Engenheiro e natural de Fortaleza (CE), ele disputou a Prefeitura de Iguatu em 2024. Dois anos depois, foi eleito deputado estadual com 65.004 votos.

A eleição marca sua estreia em um mandato legislativo e amplia a atuação política do PT no Ceará.

Cricielle chega à Assembleia entre as mais votadas do Maranhão
Aos 35 anos, Cricielle Aguiar Muniz amplia o grupo de novas lideranças petistas que chegam aos Legislativos estaduais.

Nascida na periferia de São Luís (MA), é filha de trabalhadores e filiada ao PT desde seus 16 anos.

Em 2026, foi eleita deputada estadual pelo Maranhão com 85.630 votos, terminou a disputa como a quarta candidata mais votada para a Assembleia Legislativa do estado.

Camilo Daniel amplia força do PT na Assembleia sergipana
Em Sergipe, Camilo Daniel também conquistou em 2026 seu primeiro mandato estadual aos 35 anos.

Filho de assentados da reforma agrária, Camilo cresceu como militante do movimento estudantil. Em 2024, foi eleito vereador de Aracaju (SE) e agora foi eleito deputado estadual pelo PT com 23.289 votos.

Da Rede PT de Comunicação

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