Presidente visita Eurofarma, 1ª multinacional farmacêutica com capital 100% brasileiro, destaca avanços no Farmácia Popular e o papel da rede pública para garantir acesso à saúde
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou nesta quinta-feira, 17, o Complexo Industrial da Eurofarma, em Montes Claros (MG), primeira multinacional farmacêutica com capital 100% brasileiro. Acompanhado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Lula conheceu a linha de produção de embalagens da fábrica, que acondiciona mais de 170 produtos, entre eles medicamentos distribuídos gratuitamente pelo programa Farmácia Popular.
Na cerimônia, o presidente aproveitou o momento para reafirmar o compromisso do seu governo com o Sistema Único de Saúde (SUS). Lula lembrou que a atuação dos profissionais da saúde e a existência de um sistema público de saúde foram responsáveis por evitar uma tragédia ainda maior durante a pandemia de covid-19: “Essas pessoas, colocando a sua vida em risco, é que evitaram que a gente, ao invés de 700 mil pessoas mortas, pudesse ter mais de 1 milhão de pessoas mortas”.
Ele comparou a gestão da saúde no seu governo com o antecessor. “Você sabe que a quantidade de pessoas que morreram é porque a gente não tinha um ministro da Saúde tipo o Padilha; a gente tinha um general chamado Pazuello, que entendia de tudo, menos de medicina, de SUS e de política de tratar o ser humano com respeito”, declarou.
Lula disse que com o esforço de seu governo, o SUS ressurgiu “com uma força muito maior”, mostrando ao mundo “que poucos lugares privados oferecem as coisas que o SUS oferece ao povo”.
O presidente citou como exemplo o tratamento de ponta para diferentes tipos de câncer, com máquinas de última geração, e a ampliação do Farmácia Popular, que garante que qualquer pessoa tenha acesso a medicamentos com receita médica. “Vale para o banqueiro e vale para o bancário; vale para o cortador de cana e vale para o dono do engenho.”
Canetas emagrecedoras no SUS
Durante o evento, Lula anunciou que o SUS passará a contar com a distribuição de canetas emagrecedoras voltadas para o tratamento de pacientes com obesidade e somente por recomendação médica. “Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar de graça das pessoas que tenham obesidade, quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema de saúde”, afirmou.
O presidente salientou que o governo precisa atuar para evitar a distribuição aleatória e indiscriminada das canetas e defendeu que o medicamento deve ser utilizado junto com uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos.
R$ 1,8 bilhão em investimentos
A unidade de Montes Claros foi projetada para ser o maior complexo industrial da Eurofarma, com investimento de R$ 1,8 bilhão. A planta opera atualmente com 12 linhas de embalagem e deve ampliar suas atividades para a produção de fármacos, conforme a demanda. A escolha da cidade mineira levou em conta a localização logística, com facilidade de distribuição para todo o Brasil e para países latino-americanos.
Entre os medicamentos produzidos pela Eurofarma estão a espironolactona e a losartana, para hipertensão, e a dapagliflozina, indicada para diabetes – todos distribuídos gratuitamente pelo Farmácia Popular. A empresa também fabrica insumos usados na Assistência Farmacêutica do SUS, como a enoxaparina, para prevenção de tromboembolismo em gestantes com trombofilia, e o levetiracetam, para epilepsia.
Farmácia Popular
De acordo com o governo, o Farmácia Popular gera economia de até R$ 8.800 por ano para uma família de quatro pessoas – o equivalente a 5,4 salários mínimos.
Ao todo, são 41 insumos que cobrem tratamentos para asma, diabetes, colesterol alto, Parkinson, glaucoma, hipertensão, osteoporose, rinite, além de anticoncepcionais, fraldas geriátricas e absorventes higiênicos pelo Programa Dignidade Menstrual.
Os medicamentos podem ser retirados em Unidades Básicas de Saúde e farmácias credenciadas com o selo “Aqui Tem Farmácia Popular”. É necessário apresentar documento oficial com CPF e receita médica dentro da validade. No caso dos absorventes, também é exigida a autorização do programa, válida por 180 dias.
Da Rede PT de Comunicação










