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Projeto “Hip-Hop nas Escolas” abre seleção para conselheiros e coordenadores em todo o país

Iniciativa integra o programa federal Escola Nacional de Hip Hop H2E; inscrições buscam selecionar representantes da cultura urbana para atuar na organização e nas salas de aula de redes públicas.

O projeto nacional Hip-Hop nas Escolas abriu a fase de Manifestação de Interesse para compor a equipe organizadora que levará a cultura urbana e a pedagogia das ruas para os estabelecimentos de ensino de todo o Brasil. A seleção busca profissionais e ativistas qualificados para preencher vagas estratégicas em três funções centrais: Conselheiro Federal, Coordenador Estadual e Vice-Coordenador Estadual. O formulário oficial tem como objetivo estruturar as equipes de planejamento e execução do projeto, garantindo o acompanhamento e a governança participativa em âmbito estadual e nacional.

Categorias e Critérios de Seleção
As vagas abertas demandam diferentes perfis de atuação, organizadas sob regras específicas de elegibilidade e critérios de pontuação:

1. Conselheiro Federal
A pessoa selecionada participará das reuniões em nível nacional para traçar diretrizes estratégicas e acompanhar o andamento das atividades do projeto nas escolas de todo o país.
Perfil e Atribuições :
Atuação em reuniões estratégicas de âmbito nacional.
Critérios Obrigatórios :
– Maior de 18 anos.
– Não ser consultor do projeto Nacional.
– Ter atuação mínima de 2 anos no movimento Hip Hop.
– Pertencer a algum coletivo, rede, coalizão, instituto ou organização de expressão reconhecida na maioria dos estados brasileiros e com legitimidade comprovada em políticas públicas voltadas ao Hip Hop.
– Comprovar atuação em atividades educacionais com o Hip Hop em ambiente escolar.
– Não ter medidas protetivas nem responder por crimes contra crianças e adolescentes.

2. Coordenador Estadual
A pessoa selecionada atuar diretamente dentro das escolas, gerando as pontes pedagógicas com estudantes e docentes.
Perfil e Atribuições : Atuação presencial direta no ambiente escolar.
Critérios Obrigatórios :
– Maior de 18 anos.
– Não ser consultor do projeto Nacional.
– Ter atuação mínima de 2 anos no movimento Hip Hop.
– Possuir formação acadêmica superior em área educacional (comprovada por diploma).
– Comprovar experiência prévia com atividades educacionais voltadas ao Hip Hop em escolas.
– Não ter medidas protetivas nem responder por crimes contra crianças e adolescentes.

3. Vice-Coordenador Estadual
Atuará em parceria com o Coordenador Estadual, desenvolvendo atividades fora do ambiente escolar, como em bibliotecas comunitárias, associações de bairro e pontos de cultura.
Perfil e Atribuições:
Atuação externa e territorial com articulação comunitária.
Critérios Obrigatórios:
– Maior de 18 anos.
– Não ser consultor do projeto Nacional.
– Ter atuação mínima de 2 anos no movimento Hip Hop.
– Comprovar atuação em atividades educacionais de Hip Hop em escolas, ONGs ou projetos sociais.
– Não ter medidas protetivas nem responder por crimes contra crianças e adolescentes.
– Não é necessária formação de ensino superior para esta categoria.
O documento para inscrições está disponível no link abaixo: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfSIEGI_nFZRx3bHWNOqOgqngE_2UHYv9HijXu4hjdLyILvHw/viewform

O que é a Escola Nacional de Hip Hop H2E?
A convocação faz parte da consolidação da Escola Nacional de Hip Hop H2E, iniciativa do Governo Federal lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Educação, Camilo Santana, durante o evento “Universidade com a Cara do Povo Brasileiro”, na Zona Norte de São Paulo.

O programa é fruto de um investimento de R$ 50 milhões entre os anos de 2026 e 2027, gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC) por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi).

Como funciona a proposta pedagógica?
A Escola Nacional de Hip Hop H2E não é uma construção física ou uma instituição isolada. Trata-se de um programa transversal de inovação curricular que leva os elementos do Hip Hop (música/DJ, poesia/MC, dança/breakdance e artes visuais/grafite) para a sala de aula.

Combate às Desigualdades: A proposta utiliza a linguagem das periferias para potencializar o aprendizado em disciplinas tradicionais — como Leitura, Ciências e Matemática —, reduzindo a evasão escolar e aumentando a permanência de jovens negros e periféricos.

Alternativa às Telas: Propõe oficinas artísticas e batalhas culturais como alternativas educativas ao uso excessivo do celular durante os intervalos escolares.

Capacitação de Educadores: Prevê a formação continuada para professores e gestores sobre a aplicação da “Pedagogia do Hip-Hop”.

Educação Antirracista: Atua diretamente no fortalecimento das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, que tornaram obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas brasileiras. Integrada à Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), a iniciativa reafirma o compromisso público com a inclusão social e o reconhecimento do saber popular como produção legítima de conhecimento pedagógico.

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