A GALERA VERMELHA divulga nesta terça-feira (18/8), a 141ª edição do Boletim Semanal com as notícias, editais, concursos, cursos, convênios e programas do Governo Lula que estão com cadastros abertos para propostas voluntárias e adesão dos municípios, entidades, associações, instituições, pessoas físicas, pessoas jurídicas, entre outros. São ações em diversas áreas como Saúde, Educação, Cultura, Esporte, Economia e Agricultura. Toda semana um novo informativo atualizado com as informações do Governo do Brasil.
Confira as informações da semana:
*Campanha de Multivacinação 2026 segue até 1º de setembro. Dia D será em 22 de agosto
A Campanha de Multivacinação 2026 já foi iniciada e prossegue até 1º de setembro, com o Dia D nacional marcado para 22 de agosto, e oferece 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação. O objetivo do Ministério da Saúde é atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos e elevar as coberturas vacinais em todo o país. A ação reforça a proteção contra doenças graves, como sarampo, pneumonias e meningites, e amplia a proteção coletiva por meio da vacinação.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra doenças imunopreveníveis. Manter altas coberturas é fundamental para proteger crianças e adolescentes, reduzir a circulação de vírus e bactérias e evitar o retorno ou a disseminação de doenças que podem causar complicações graves, sequelas e até mortes.
DOENÇAS EVITÁVEIS – Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.
PNEUMOCÓCICA 20-VALENTE – Esta é a primeira edição da multivacinação com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal. A mobilização também contempla atualizações recentes do calendário, como a oferta da vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e a vacinação contra a covid-19 para crianças, conforme as indicações específicas de cada imunizante.
VACINAÇÃO SELETIVA – A vacinação será seletiva. Os profissionais de saúde vão conferir a caderneta e aplicar somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto. Pais e responsáveis devem levar o documento aos serviços de vacinação.
VACINAS DISPONÍVEIS – Durante a estratégia, poderão ser ofertadas, conforme idade, histórico vacinal e indicação:
● BCG;
● Hepatite B;
● Penta (DTP/Hib/HB);
● Poliomielite (VIP);
● Rotavírus humano;
● Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
● Meningocócica C;
● Influenza;
● Covid-19;
● Febre amarela;
● Meningocócica ACWY;
● Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
● Varicela;
● DTP;
● Hepatite A;
● dT;
● HPV4;
● Dengue tetravalente.
SARAMPO – Como parte da mobilização, o Ministério da Saúde intensificará a vacinação contra o sarampo nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Nesses três municípios, a orientação é ampliar a oferta da vacina para todas as pessoas de 6 meses a 59 anos, de forma indiscriminada, durante a estratégia. A medida foi adotada após o registro de casos de sarampo relacionados à importação do vírus e busca elevar a cobertura vacinal, ampliar a proteção da população e reduzir o risco de transmissão.
TRÍPLICE VIRAL – A vacina utilizada é a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Para crianças de 6 a 11 meses, a chamada dose zero é uma dose adicional e não substitui as doses de rotina, que devem ser aplicadas aos 12 e aos 15 meses. A necessidade de vacinação das demais faixas etárias será verificada pelos profissionais de saúde de acordo com a idade e o histórico vacinal. A atualização da caderneta durante a campanha também permite identificar e corrigir eventuais atrasos na vacinação contra outras doenças previstas no Calendário Nacional.
ABASTECIMENTO – Na estratégia de intensificação contra o sarampo, mais de 7,2 milhões de doses da vacina tríplice viral já foram distribuídas em 2026 aos estados e municípios. Desse total, cerca de 2,9 milhões já foram aplicadas no país. Em São Paulo, 3,2 milhões de doses da vacina tríplice viral foram destinadas ao reforço do abastecimento, garantindo a continuidade da vacinação contra o sarampo. Até o momento, foram aplicadas mais de 94,8 milhões de doses das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
POLIOMIELITE – Desde 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade. A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado pelo Brasil desde 2024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente. O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus. Por isso, é fundamental que as crianças recebam todas as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
*Saiba como ter acesso ao microcrédito rural
Agricultores familiares, assentados, ribeirinhos, comunidades extrativistas, pescadores, indígenas e quilombolas que vivem nas regiões Norte e Centro-Oeste podem acessar a modalidade rural do Microcrédito Produtivo Orientado (MPO), destinada a produtores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
A modalidade é destinada a quem trabalha com produção agropecuária e também outras atividades, como artesanato ou turismo rural, possui renda bruta anual de até R$ 50 mil (em média R$ 4,1 mil por mês) e está cadastrado no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).
Nessa linha de crédito, os limites variam de acordo com o público: Mulheres têm acesso a linhas de até R$ 15 mil e homens até R$ 12 mil. Se houver uma pessoa com 18 a 29 anos na propriedade onde já tenha sido feito um contrato, é possível fazer outro no valor de R$ 8 mil, mediante comprovação da atividade rural.
Os recursos podem ser utilizados para aquisição de máquinas, equipamentos, ferramentas, materiais, mercadorias ou para reforma do espaço onde são desenvolvidas as atividades.
Outras condições incluem:
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Prazo de pagamento: até 12 meses, em parcela única.
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Taxa de juros prefixada: 0,5% ao ano.
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Bônus de adimplência: de 25% a 40%, conforme a região e o tipo de investimento.
A modalidade utiliza recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO) e do Centro-Oeste (FCO). A contratação é realizada diretamente com empresas parceiras credenciadas pela Caixa, por meio dos respectivos aplicativos.
É possível acompanhar cada etapa: desde o pedido até o pagamento da parcela. Esse crédito não está disponível nas agências da Caixa nem nas casas lotéricas.
Solicitação pela Cactvs, acesse aqui.
Solicitação pela Conexsus, acesse aqui.
*Pagamento do Bolsa Família de agosto começa nesta terça-feira (18)
O calendário de pagamento do Programa Bolsa Família de agosto começa nesta terça-feira (18/8) e termina no dia 31. Os repasses seguem o cronograma do programa, sendo liberados nos últimos dez dias úteis do mês, de acordo com o dígito final do Número de Identificação Social (NIS). Neste mês, o valor médio é de R$ 678,35.
Para receber o benefício, as famílias devem atender aos critérios do programa, manter o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado e cumprir as condicionalidades nas áreas de saúde e educação, como a frequência escolar de crianças e adolescentes, a atualização da caderneta de vacinação e o acompanhamento pré-natal, quando aplicável.
Pagamento unificado
Beneficiários que moram em municípios com situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecidos pelo Governo Federal podem ter o pagamento antecipado para o primeiro dia do calendário.
Canais de consulta
Para verificar a situação do benefício, extratos e valores liberados, o beneficiário pode consultar os aplicativos oficiais do Bolsa Família e do Caixa Tem, além do Portal Cidadão da Caixa na internet. Quem preferir o atendimento por telefone pode ligar gratuitamente para o Disque Social do MDS no número 121 (para dúvidas sobre regras e cadastros) ou para a Central de Atendimento da Caixa pelo telefone 111 (para consultas sobre pagamentos e saques).
Datas de Pagamento por NIS
NIS final 1: 18 de agosto
NIS final 2: 19 de agosto
NIS final 3: 20 de agosto
NIS final 4: 21 de agosto
NIS final 5: 24 de agosto
NIS final 6: 25 de agosto
NIS final 7: 26 de agosto
NIS final 8: 27 de agosto
NIS final 9: 28 de agosto
NIS final 0: 31 de agosto
*MEC oferece nove cursos gratuitos de Inteligência Artificial para professores
O Ministério da Educação (MEC) disponibiliza nove cursos gratuitos de formação continuada sobre inteligência artificial (IA) para professores da educação básica. As formações estão disponíveis no Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC (Avamec) e podem ser realizadas de forma autoinstrucional, ou seja, cada participante organiza o próprio ritmo de estudos.
Os cursos tratam de diferentes aspectos do uso da IA na educação, desde os conceitos básicos até a aplicação das ferramentas em atividades de sala de aula. Há formações voltadas tanto para o ensino fundamental quanto para o ensino médio.
Entre os assuntos abordados estão o uso pedagógico da IA, a criação de recursos digitais, o planejamento de atividades e o uso responsável das ferramentas. Os conteúdos também tratam de temas como autoria, pensamento crítico, proteção de dados, segurança digital e avaliação das informações produzidas por ferramentas de inteligência artificial generativa.
Os cursos foram desenvolvidos por diferentes instituições. A maioria foi selecionada por meio do Edital de Chamamento Público nº 02/2024, voltado à oferta de cursos gratuitos de formação continuada no Avamec. Também há formações desenvolvidas em parceria com a Unesco.
IA na educação
Além dos cursos disponíveis no Avamec, o MEC elaborou um documento orientador sobre o uso da IA na educação básica. O material aborda tanto o ensino sobre IA, para que os estudantes conheçam seu funcionamento, limites e impactos, quanto o uso dessas ferramentas nas atividades educacionais.
A orientação é que a utilização da tecnologia esteja relacionada aos objetivos de aprendizagem e seja acompanhada de discussões sobre aspectos éticos, segurança, autoria e pensamento crítico.
O tema também faz parte das ações relacionadas à educação digital e midiática, que envolvem orientações às redes de ensino para a implementação dos currículos em diálogo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Computação, a Política Nacional de Educação Digital e as diretrizes do Conselho Nacional de Educação (CNE).
Entre as orientações está a utilização da IA como recurso complementar às atividades educacionais, sem substituir a mediação dos professores ou comprometer a autoria e a participação dos estudantes.
Cursos disponíveis
Atualmente, o Avamec reúne nove formações gratuitas sobre inteligência artificial aplicada à educação. Os cursos têm diferentes cargas horárias e abordam desde os fundamentos da tecnologia até possibilidades de uso em atividades pedagógicas.
- Formação para Professores em Inteligência Artificial – 180 horas;
- Gerazine: inteligência artificial generativa na curadoria e criação de recursos digitais para a sala de aula – 40 horas;
- IA generativa na educação – 40 horas;
- IA na prática docente – 30 horas;
- IA: uso criativo para transformar a aprendizagem – 60 horas;
- Inteligência Artificial na Educação: fundamentos – 20 horas;
- Metodologias, tecnologias digitais e IA – 30 horas;
- IA na prática docente: uso ético, criativo e pedagógico (ensino médio) – 80 horas;
- IA na prática docente: uso ético, criativo e pedagógico (ensino fundamental) – 80 horas.
As formações são autoinstrucionais, o que permite que os participantes acompanhem os conteúdos de acordo com o próprio ritmo. Também não há número limitado de vagas nem uma data única para o início das atividades.
Como fazer a inscrição
- Acesse o Avamec;
- Faça login ou crie uma conta na plataforma;
- Escolha uma das formações disponíveis;
- Faça a inscrição no curso selecionado;
- Após a inscrição, o conteúdo fica disponível para o início dos estudos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
*Petrobras: descoberta de petróleo no Amapá é compromisso com segurança energética do Brasil
Anunciada na segunda-feira (17/8), a presença de petróleo na região de águas profundas na Margem Equatorial, no litoral do Amapá, vai garantir a segurança energética do Brasil. Foi o que afirmou a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”
“Se tudo der certo, e tudo está dando certo até agora, a gente tem o condão de produzir numa área que pode ajudar de uma maneira muito importante a recomposição das reservas da Petrobras e do Brasil”, disse.
Segundo a presidente da Petrobras, ainda não é possível estimar o volume de petróleo encontrado ou o potencial de produção da área. A previsão é de que a perfuração seja concluída em 15 a 20 dias.
Com a descoberta da Petrobras, uma comitiva do Governo Federal visitou o navio-sonda da empresa. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a garantia de segurança energética para o futuro.
O Brasil dá um passo importante para garantir sua soberania energética. Que a gente possa se orgulhar de ter 90% da nossa energia elétrica limpa e renovável e 50% da matriz geral. Nenhum brasileiro pode abrir mão da sua soberania e das suas riquezas naturais para combater miséria, combater fome e fazer desenvolvimento”, afirmou
O poço onde a Petrobras encontrou petróleo está localizado a cerca de 175 km da costa do Amapá, a uma profundidade de quase 2,9 mil metros. De acordo com a Petrobras, atualmente, cerca de 80% do petróleo extraído no Brasil vem do pré-sal. Essa exploração deve chegar ao pico até 2035.
Assista à reportagem sobre este tema no Canal Gov
Na semana passada, a Petrobras já havia confirmado a presença de hidrocarbonetos na região. Os hidrocarbonetos são compostos orgânicos formados exclusivamente por átomos de carbono e hidrogênio e, onde são encontrados, indicam presença de petróleo e gás natural.
A empresa é a operadora do bloco e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013, sob o regime de concessão.
Há mais três blocos a serem perfurados no bloco exploratório. Além disso, há outros cinco poços da Petrobras em áreas adjacentes. O Brasil é o sétimo maior produtor de petróleo do mundo. Estima-se que neste ano o petróleo será, novamente, o principal produto de exportação do País.

*Anvisa aprova duas novas canetas para tratamento de diabetes
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (17/8) o registro de dois novos medicamentos injetáveis agonistas do receptor de GLP-1. Indicados para o tratamento de diabetes , os dispositivos possuem como princípio ativo a semaglutida obtida por via sintética.
Produzida pela farmacêutica EMS, a caneta genérica não possui nome comercial, conforme determina a regulamentação para medicamentos genéricos. Já o medicamento similar foi registrado pelo laboratório Germed e será comercializado com o nome de Semaclique.
As canetas aprovadas são indicadas para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como adjuvante à dieta e exercício:
- em monoterapia, quando a metformina é considerada inapropriada devido a intolerância ou contraindicações;
- em adição a outros medicamentos para o tratamento do diabetes.
Os produtos serão apresentados como solução injetável, em caneta preenchida para administração semanal. Eles devem ficar armazenados em geladeira (em temperaturas de 2 °C a 8 °C) antes e depois de iniciado o tratamento.
Veja as opções de apresentações aprovadas e que poderão ser oferecidas:
- Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 1,5 ml + 1 caneta + 6 agulhas;
- Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 3 ml + 2 canetas +10 agulhas;
- Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 1,5 ml + 1 caneta + 4 agulhas;
- Solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL em sistema de aplicação preenchido (multidose e descartável) com 3 ml + 2 canetas + 8 agulhas.
Como todos os medicamentos do tipo GLP-1, a semaglutida sintética está sujeita à prescrição de receita médica em duas vias.
*Com medicamento inovador, Brasil tem menor número de casos de malária em quase 50 anos
Em 2025, o Brasil registrou redução de 30% nas mortes por malária e de 30,7% nos casos da forma mais grave da doença. As mortes passaram de 56, em 2024, para 39. No mesmo período, foram registrados 118.037 casos de malária contraídos no território nacional, 15% menos que em 2024 e o menor número desde 1978. Os dados refletem o início da oferta da tafenoquina no SUS, medicamento em dose única usado a partir de 2024 para prevenir novas manifestações da malária, além da ampliação do diagnóstico, da oferta de testes e do tratamento adequado.
Os resultados foram apresentados nesta segunda-feira (17), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília, no 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), que reúne profissionais e pesquisadores para discutir doenças tropicais, entre elas a malária. Durante a programação, o ministro abordou as metas do Brasil Saudável, que prevê eliminar ou reduzir, como problema de saúde pública doenças e infecções de transmissão vertical até 2030, incluindo a malária.
Entre os principais avanços nos tratamentos disponíveis no SUS está a tafenoquina, incorporada em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais e cuja oferta começou em 2024. Administrado em dose única, o medicamento tem ação prolongada e ajuda a evitar que a doença volte a se manifestar. O medicamento foi utilizado por mais de 33,7 mil pessoas até junho de 2026. Desse total, 3.920 tratamentos foram registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).
“Chegamos à menor taxa de casos de malária dos últimos 47 anos na nossa história. Em 2025, tivemos uma redução de mais de 50% dos óbitos por malária e registramos o menor número de internações pela doença, com 39 pessoas internadas. O Brasil passa a ser o primeiro país do mundo a incorporar a tafenoquina ao tratamento da malária. Esses avanços reforçam nosso compromisso de perseguir as metas do Programa Brasil Saudável e fazer com que, até 2030, ninguém mais morra de malária no nosso país”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Além disso, desde março de 2026, a tafenoquina também está disponível em uma formulação para crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes haviam recebido o tratamento no país.
Saúde indígena
No Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, por exemplo, 1.515 pessoas receberam tratamento com tafenoquina. Entre março e junho de 2026, as recaídas de malária caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025. Entre janeiro e julho, os casos da doença diminuíram 55%, passando de 17 mil para 7,6 mil, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Diferentemente de outras infecções, a malária causada pelo tipo mais comum pode voltar a se manifestar após o tratamento. Para enfrentar esse desafio, o SUS passou a contar com a tafenoquina, medicamento administrado em dose única que atua sobre a forma do parasita que permanece no fígado e pode provocar novos episódios da doença. A inovação simplifica o tratamento, amplia as possibilidades de adesão e contribui para reduzir as recaídas, especialmente em comunidades de difícil acesso, como as indígenas.
Atualmente, a formulação pediátrica da tafenoquina está disponível em 54 municípios e 17 DSEIs. Mais de 2,4 mil profissionais de saúde foram capacitados para utilizar o medicamento.
Brasil Saudável
O Brasil Saudável, Unir para Cuidar reúne ações para eliminar ou reduzir, como problemas de saúde pública, 11 doenças e cinco infecções de transmissão vertical até 2030. Entre elas estão tuberculose, hanseníase, HIV/aids, malária, hepatites virais, tracoma, oncocercose, doença de Chagas, esquistossomose, geo-helmintíases e filariose linfática, além das infecções de transmissão vertical por sífilis, hepatite B, doença de Chagas, HIV e HTLV. A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Saúde e envolve 14 ministérios.
Entre as certificações obtidas estão a eliminação da filariose linfática, em setembro de 2024, e da transmissão vertical do HIV, em dezembro de 2025. A estratégia também acompanha doenças que estão próximas das metas de eliminação, considerando critérios definidos por organismos internacionais de saúde.
Por Amanda Milan e Deborah Novais, do Ministério da Saúde
*Saiba como consultar cursos e instituições de educação superior
Estudantes podem verificar se os cursos de graduação e as instituições em que estudam ou desejam ingressar estão devidamente credenciados, reconhecidos ou autorizados pelo Ministério da Educação (MEC). A consulta ocorre por meio do Sistema Eletrônico de Acompanhamento de Processos da Educação Superior, o e-MEC, base de dados oficial que gerencia, regula e monitora as faculdades, as universidades e os cursos de graduação e pós-graduação no Brasil.
Instituições sem credenciamento e cursos sem autorização não podem funcionar. Sem reconhecimento, os cursos não podem ter seus respectivos diplomas emitidos e validados.
Para pesquisar as informações e não correr o risco de matricular-se em instituições ou cursos irregulares ou com nota baixa, basta o estudante acessar a página do e-MEC, selecionar a opção “Consulta Avançada” e escolher se a pesquisa será por curso ou instituição. Em seguida, deve digitar o nome, abrir o cadastro e verificar as informações.
Ao consultar a instituição, é possível verificar o Índice Geral de Cursos (IGC) e o Conceito Institucional (CI), indicadores de qualidade do MEC, calculados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As notas 1 e 2 são consideradas abaixo do padrão aceitável; a nota 3 atende ao padrão básico de qualidade; e as notas 4 e 5 são consideradas muito boas ou excelentes.
No caso de instituições com notas 1 e 2, o MEC instaura processos de supervisão específicos para investigar falhas estruturais, de gestão ou no corpo docente. As unidades também podem ficar impedidas de abrir novos cursos, aumentar o número de vagas ou expandir sua atuação acadêmica. Punições mais severas incluem a proibição de novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e a participação em processos para oferta de bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni).
Se a classificação insatisfatória persistir nas avaliações seguintes sem a devida correção ou cumprimento de metas de melhoria, a instituição corre o risco de ser descredenciada e ficar impedida de atuar.
No caso das graduações, é importante que o estudante confira o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Conceito de Curso (CC), calculados pelo Inep. Esses conceitos consideram o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), o projeto pedagógico do curso, o corpo docente (qualificação dos professores), a infraestrutura (laboratórios, materiais didáticos, salas de aula e biblioteca) e o chamado valor agregado, que mede a evolução do aluno desde o ingresso na graduação. As sanções para notas baixas incluem a redução de vagas, a suspensão do ingresso de novos alunos, o bloqueio de programas de financiamento estudantil (Fies e Prouni) e, em último caso, a desativação do curso.
Diferença entre autorização e reconhecimento – Até serem validados e credenciados pelo MEC, os cursos de graduação passam por etapas diferentes da regulação da educação superior, e é importante que o estudante observe em qual delas se encontra o que ele deseja cursar.
O curso autorizado é aquele que recebe permissão inicial para abrir e dar aulas. A faculdade pode fazer o vestibular, matricular alunos e começar a ofertar. Já o reconhecimento é a confirmação de que o curso funciona bem na prática e atendeu aos requisitos do MEC e deve ser solicitado antes da formatura da primeira turma, quando os alunos completam entre 50% e 75% da carga horária total. O reconhecimento é obrigatório para que o diploma tenha validade oficial em todo o país.
E, por último, a renovação do reconhecimento, realizada periodicamente, acompanha os ciclos de avaliação e certifica que a graduação continua com boa nota, bons professores e estrutura adequada ao longo dos anos.
Outras informações que todo estudante deve buscar – No e-MEC, o estudante também pode consultar quantas vagas o MEC autorizou para o curso desejado e se a instituição respeita esse limite, além de verificar se a carga horária está sendo cumprida conforme o formato (a distância, semipresencial ou presencial). O curso também precisa estar autorizado no endereço da cidade onde o estudante deseja cursar a graduação.
*Pagamento do Abono Salarial a nascidos em novembro e dezembro teve início na segunda (17)
O crédito do benefício é realizado conforme o mês de nascimento do trabalhador, e o valor a receber varia de acordo com a quantidade de meses trabalhados com carteira assinada durante o ano-base de 2024.
Confira o calendário de pagamento completo:
Como receber:
O pagamento será feito na conta da CAIXA que o trabalhador já possui, facilitando o acesso ao benefício. Para quem não possui conta no banco, a CAIXA abrirá automaticamente uma Poupança Social Digital em nome do beneficiário, que poderá ser acessada pelo aplicativo CAIXA Tem digitalmente, sem necessidade de comparecer a uma agência.
Com o aplicativo CAIXA Tem, o trabalhador pode pagar contas, efetuar transferências, pagar na maquininha nos comércios e realizar compras com cartão de débito virtual.
Caso não seja possível a abertura da conta no CAIXA Tem, o saque poderá ser realizado com o cartão social e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas e correspondentes CAIXA Aqui. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada e nas agências da CAIXA, mediante apresentação de documento de identificação.
O que é o Abono Salarial:
Instituído pela Lei n° 7.998/90, o Abono Salarial equivale ao valor de, no máximo, um salário-mínimo, de acordo com a quantidade de meses trabalhados no ano-base. Ele é pago, conforme calendário anual estabelecido pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT), aos trabalhadores que satisfaçam os requisitos previstos em lei. A origem dos recursos para pagamento é o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
A CAIXA atua como agente pagador do Abono Salarial, cabendo ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) a habilitação dos trabalhadores que têm direito ao benefício.
Quem tem direito ao Abono Salarial:
Tem direito ao benefício o trabalhador inscrito no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por pelo menos trinta dias em 2024, com remuneração mensal média de até R$ 2.766,00. Também é necessário que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador no Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas – eSocial.
Recebem o Abono Salarial na CAIXA os trabalhadores vinculados a entidades e empresas privadas. As pessoas que trabalham no setor público possuem inscrição PASEP e recebem o benefício no Banco do Brasil.
Canais de Atendimento:
Dúvidas sobre o processamento das informações sociais do trabalhador (eSocial), calendário de pagamentos, identificação, concessão, valor e situação do benefício podem ser sanadas nos canais de atendimento do MTE:
- Aplicativo Carteira de Trabalho Digital;
- Portal Gov.br;
- Canal Telefônico 158.
A CAIXA disponibiliza a consulta às informações do pagamento pelos seguintes canais:
- App CAIXA Tem;
- App Benefícios Sociais CAIXA;
- Portal Cidadão;
- Atendimento CAIXA Cidadão, 0800 726 0207.
*Violência contra mulheres no campo: saiba onde buscar ajuda
Mulheres do campo, das águas e das florestas que estejam em situação de violência podem buscar orientação e denunciar violações por diferentes canais de atendimento. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 funciona gratuitamente, 24 horas por dia, todos os dias da semana, e informa sobre direitos e sobre os serviços da rede de atendimento mais próximos. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo 190.
O tema ganha destaque em 12 de agosto, Dia de Luta contra a Violência no Campo e Dia Nacional dos Direitos Humanos. A data também marca o assassinato, em 1983, da sindicalista rural paraibana Margarida Maria Alves e integra a Semana Nacional de Enfrentamento à Violência no Campo, realizada de 10 a 14 de agosto.
Dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) ajudam a dimensionar a violência que atinge mulheres nos territórios rurais, que pode se manifestar por meio de ameaças, agressões e outras violações no contexto doméstico e familiar, além da violência política contra lideranças comunitárias, sindicais e defensoras da terra e do território. Entre 2016 e 2025, 1.707 mulheres foram vítimas de diferentes formas de violência contra a pessoa no campo. A própria CPT ressalta que, em parte dos registros, o gênero das vítimas não é informado.
Ligue 180: orientação mesmo para quem não sabe onde procurar ajuda
O Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher pode ser procurado tanto para registrar uma denúncia quanto para obter informações sobre direitos e descobrir qual serviço buscar.
Pelo canal, é possível receber orientações sobre a legislação e sobre equipamentos da rede de atendimento, como Casas da Mulher Brasileira, Centros de Referência, Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), Defensorias Públicas e Ministérios Públicos, além de informações sobre onde esses serviços estão localizados. As denúncias recebidas pela Central são registradas e encaminhadas aos órgãos competentes.
O atendimento está disponível pelos seguintes canais:
Telefone: Ligue 180, com ligação gratuita e atendimento 24 horas por dia, todos os dias da semana; WhatsApp: (61) 9610-0180; E-mail: central180@mulheres.gov.br; Emergência: se a violência estiver ocorrendo naquele momento ou houver risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo 190.
Mulheres que não sabem qual unidade de atendimento existe em seu município também podem recorrer ao Ligue 180 para obter informações sobre os serviços especializados disponíveis e sua localização.
Violações relacionadas à terra e a conflitos agrários
Quando a situação envolve violações de direitos humanos relacionadas à terra, conflitos agrários, povos indígenas, quilombolas ou outras comunidades tradicionais, também é possível procurar o Disque 100.
O serviço funciona 24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Qualquer pessoa pode registrar uma denúncia, de forma gratuita, e as manifestações são analisadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis pela proteção, defesa e responsabilização em direitos humanos.
Proteção para defensoras de direitos humanos
Defensoras dos direitos humanos, da terra, dos territórios, do meio ambiente ou comunicadores que estejam em situação de risco ou sofrendo ameaças, em função dessa atuação, também podem recorrer ao Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas(PPDDH) , do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
O Programa tem abrangência nacional. Nos estados sem programa próprio, os casos são acompanhados por equipes técnicas federais. A solicitação pode ser feita pela própria pessoa ameaçada, por organizações da sociedade civil, movimentos sociais, indivíduos ou grupos e órgãos públicos. O pedido de inclusão é gratuito e pode ser encaminhado pelo serviço disponível no portal Gov.br ou pelo e-mail defensores@mdh.gov.br .
Margarida Alves: uma história ligada aos direitos no campo
A trajetória de Margarida Maria Alves, dirigente sindical rural de Alagoa Grande, na Paraíba — assassinada em 12 de agosto de 1983 — foi marcada pela defesa de direitos de trabalhadoras e trabalhadores rurais e tornou-se referência para as mobilizações de mulheres do campo.
Mais de quatro décadas depois de sua morte, a data reforça uma orientação que permanece atual: diante de uma situação de violência, buscar informação sobre direitos e conhecer os canais disponíveis pode ser o primeiro caminho para chegar à rede de proteção.
*Emprego formal cresce e soma mais de 10 milhões de novas vagas até junho deste ano
O mercado de trabalho brasileiro acumulou 10.100.342 vínculos de emprego formal, de janeiro 2023 a junho 2026, uma expansão de 19,1% no período, alcançando em junho um estoque (soma de todos, incluindo anteriores a 2023) de 62.891.209 vínculos formais.
No acumulado apenas de 2026, são mais 2,46 milhões de empregos formais, um crescimento de 4,1%. Os dados são da RAIS Mensal de junho, divulgada nesta quinta-feira (13/8), em Brasília
Os empregados contratados pela CLT, inclusive os temporários, registraram crescimento relativo de 4,75 milhões de vínculos (10,9%) e o maior crescimento absoluto no período (13,5%), passando de 43,4 milhões de vínculos em janeiro de 2023 para 48,15 milhões em junho desse ano. Entre os agentes públicos, a ampliação foi de 5,1 milhões de vínculos no período, chegando a 14,3 milhões de vínculos em junho.
De acordo com dados da RAIS Mensal de junho, a ampliação dos empregos no período ocorreu principalmente pelo aumento de empregados celetistas e trabalhadores temporários (usualmente divulgados no CAGED) que registraram uma expansão de 919.621 novos vínculos (1,9%), ampliando o estoque de empregos formais privados de 47,2 milhões em dezembro de 2025 para 48,15 milhões em junho de 2026. Os agentes públicos tiveram uma expansão de 1,51 milhão de vínculos, crescimento de 11,9%, saindo de 12,79 milhões em 2025 para 14,31 milhões em junho 2026.
Outros tipos de vínculos (trabalhadores avulsos, dirigentes sindicais, trabalhadores cedidos, diretores não empregados) aumentaram 6,3%, passando de 402 mil para 429 mil vínculos.
DADOS SETORIAIS — O setor de Serviços apresentou o maior crescimento absoluto (28,3%), com criação de 8,45 milhões de vínculos. O estoque de empregos no setor passou de 29,81 milhões para 38,26 milhões, ampliando sua participação no mercado formal de 56,5% para 60,8%. O conjunto formado por administração pública, educação, saúde e serviços sociais registrou crescimento de 6,03 milhões de vínculos, ou 42,1%. Nas atividades de informação, comunicação, financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, o crescimento foi de 1,5 milhão de vínculos, ou 16%.
A Indústria também apresentou crescimento, com adição de 832 mil vínculos (10%), alcançando 9,15 milhões de empregos em junho de 2026. A Construção passou de 2,68 milhões para 3,04 milhões de vínculos, crescimento de 357 mil, ou 13,3%.
O Comércio teve crescimento de aproximadamente 340 mil vínculos, passando de 10,2 milhões para 10,54 milhões, variação de 3,3% e a Agropecuária um crescimento de 88 mil vínculos (5%), alcançando 1,86 milhão de postos em junho de 2026.
REGIÕES E UNIDADES DA FEDERAÇÃO — Todas as regiões apresentaram expansão do estoque formal. Em números absolutos, o maior crescimento ocorreu no Sudeste, com 3,78 milhões de vínculos, seguido pelo Nordeste, com 2,69 milhões. Em termos relativos, o maior crescimento regional ocorreu no Norte (34,7%) e no Centro-Oeste (28,6%). Em seguida veio o Nordeste, com crescimento de 27,6%, o Sudeste, com 14,6%, e o Sul, com crescimento de 12,3%.
São Paulo foi o maior gerador entre os estados, com 1,64 milhões de novos vínculos, seguido por Minas Gerais (1,29 milhão), Rio de Janeiro (683 mil), Distrito Federal (649 mil) e Bahia (641 mil).
Em termos relativos, os destaques foram Roraima (70,8%), Distrito Federal (51,9%), Amapá (48,8%), Tocantins (45,9%) e Piauí (39,5%).
CRESCIMENTO FEMININO — Os dados de junho mostram que o estoque de vínculos de mulheres cresceu em 5,36 milhões (25%), passando de 23,34 milhões para 29,18 milhões. Entre os homens, o crescimento foi menor, 4,26 milhões de vínculos (14,5%), chegando a 33,71 milhões de vínculos no mês. Considerando os dados desde 2023, a participação das mulheres no estoque formal passou de 44,5% para 46,4% no período.
ESCOLARIDADE — Os trabalhadores com ensino médio completo tiveram maior crescimento absoluto no mês (20,3%), gerando 5,7 milhões de novos vínculos, alcançando um estoque de 33,70 milhões de vínculos no mês. Também os trabalhadores com ensino
superior incompleto tiveram 370 mil vínculos criados (16,9%), passando de 2,19 milhões para 2,56 milhões. Considerando conjuntamente superior completo ou formação superior, o estoque passou de 11,8 milhões para 15,2 milhões de vínculos, crescimento de 3,4 milhões de vínculos (29,1%).
FAIXA ETÁRIA — Jovens de até 24 anos tiveram um crescimento de 990 mil vínculos (13,5%), passando de 7,31 milhões em janeiro de 2023 para 8,30 milhões de vínculos formais em junho de 2026. Trabalhadores de 40 a 49 anos também foram destaque, com
crescimento de 3,05 milhões de vínculos (23,5%) e os de 50 a 64 anos, um crescimento de 3,26 milhões (34,7%). Entre os trabalhadores com 65 anos ou mais, o estoque cresceu em 731 mil vínculos (73,6%), passando de 993 mil para 1,64 milhão vínculos no mês.
RAÇA OU COR — O maior crescimento absoluto ocorreu entre os trabalhadores pardos, com acréscimo de 12,8 milhões de vínculos (88,3%), chegando a 27,34 milhões de vínculos em junho de 2026. Entre os trabalhadores brancos, o crescimento foi de 8,74 milhões de vínculos (48,2%), alcançando 26,88 milhões, Pretos 2,15 milhões (85,4%), chegando a 4,66 milhões de novos vínculos. Os amarelos registraram crescimento de 320 mil (114,5%), enquanto os indígenas cresceram em 90 mil vínculos (164,8%).
*Celular Seguro: veja como cadastrar seu aparelho e emitir alertas em caso de roubo, furto ou perda
A plataforma Celular Seguro permite ao usuário registrar seu aparelho e emitir alertas em caso de roubo, furto ou perda, contribuindo para a adoção de medidas relacionadas à proteção do dispositivo e de seus dados.
Além do cadastro do aparelho, a plataforma oferece a opção de indicar pessoas de confiança, que poderão emitir um alerta em nome do usuário caso ele não consiga acessar o sistema após a ocorrência.
Como cadastrar o aparelho
Para utilizar o Celular Seguro, é necessário possuir uma conta Gov.br. O cadastro pode ser realizado pelo aplicativo ou pela versão web da plataforma.
Para registrar o aparelho, siga os passos abaixo:
* Baixe o aplicativo Celular Seguro ou acesse a versão web da plataforma.
* Faça login utilizando sua conta Gov.br (CPF e senha).
* Leia e aceite os Termos de Uso e a Política de Privacidade.
* Cadastre o telefone que deseja registrar.
É possível cadastrar mais de um aparelho. Caso a linha telefônica esteja em nome de outra pessoa, será necessária a autorização do titular para concluir o registro.
Cadastre uma pessoa de confiança
A plataforma permite indicar pessoas de confiança que poderão emitir um alerta em seu nome caso você não consiga acessar o sistema após um roubo, furto ou perda do aparelho.
Essa funcionalidade pode agilizar o registro da ocorrência na plataforma.
Meu celular foi roubado. Como emitir um alerta?
Se o aparelho já estiver cadastrado, o alerta poderá ser emitido pelo próprio usuário ou pela pessoa de confiança cadastrada.
Veja como fazer
* Acesse a plataforma Celular Seguro.
* Escolha a opção “Meus Telefones” ou “Telefones de Confiança”.
* Selecione o aparelho correspondente.
* Clique em “Alerta” e confirme o registro.
Após a confirmação, será gerado um número de protocolo, que poderá ser utilizado em eventuais consultas posteriores.
Consulte se um celular possui restrições
A plataforma também oferece uma ferramenta para consulta de aparelhos usados antes da compra.
A funcionalidade Celulares com Restrição permite verificar se determinado aparelho possui registro de roubo, furto ou perda.
Para realizar a consulta, basta informar o IMEI, número de identificação único do aparelho celular.
Como localizar o IMEI
O IMEI pode ser consultado digitando *#06# no teclado de chamadas do celular ou nas configurações do aparelho.
Antes de adquirir um celular usado, recomenda-se conferir se o IMEI informado corresponde ao aparelho e realizar a consulta na plataforma.
O acesso ao serviço pode ser feito pelo aplicativo Celular Seguro ou pela versão web, mediante autenticação com uma conta Gov.br.
*Cursos técnicos e profissionalizantes integram formação, esporte e cultura
Na semana em que se celebra o Dia do Estudante (11/8), o Ministério da Educação (MEC) preparou uma série de reportagens que abordam as mais diferentes temáticas que permeiam o campo da educação. Dessa vez, o tema destacado é a educação profissional e tecnológica (EPT), modalidade que busca garantir a formação integral do aluno, com ênfase nas diferentes dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia, mas também do esporte e da cultura. Dessa forma, o foco é que os estudantes se formem como indivíduos capazes de compreender, intervir e transformar a realidade em que vivem.
Nos cursos técnicos articulados ao ensino médio (integrados ou concomitantes), o jovem é formado na sala de aula, nos laboratórios e na biblioteca, mas também em atividades esportivas e culturais, que integram o currículo dos estudantes. Esse modelo é praxe na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, da qual fazem parte os institutos federais, o Colégio Pedro II, os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) e escolas técnicas vinculadas às universidades.
Atualmente com 23 anos e finalizando o bacharelado em engenharia de software no Instituto Federal de Goiás (IFG), Oscar Silva encontrou na instituição, ainda no curso técnico integrado ao ensino médio, as ferramentas e o suporte necessários para competir no para-tênis de mesa, esporte que praticava de forma lúdica com os amigos desde o ensino fundamental. Desde então, ele já conquistou mais de 50 medalhas, nacionais e internacionais, e ocupa a 6ª posição no ranking técnico da Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM), competindo na classe 2, destinada a cadeirantes que não possuem equilíbrio sentado.
“O ensino integral mudou minha perspectiva de ensino totalmente, porque me trouxe uma nova experiência incrível em que o ensino não era apenas focado nos estudos”, explicou Oscar. “Foi uma escola que não só me ensinou a passar no Enem, mas que me deu um universo de possibilidades e conhecimentos completamente diferentes. O para-tênis de mesa, por exemplo, veio como uma forma de atividade na educação física por meio do meu professor de apoio. O IFG me deu todo o suporte necessário para começar a competir e, já no meu primeiro ano, eu consegui representar a instituição nas Paralimpíadas Escolares.”
Já Maria Paula Mamede, de 16 anos, estudante do ensino médio integrado ao curso de alimentos do Campus Morrinhos do Instituto Federal Goiano (IF Goiano), descobriu-se nas artes. Por meio de um projeto de protagonismo juvenil na unidade, ela conseguiu formar uma banda com os amigos. Para apoiar o projeto, o campus oferece o equipamento de som que os estudantes utilizam para tocar nos ensaios, realizados no anfiteatro da biblioteca.

- Maria Paula Mamede, estudante do ensino médio integrado ao curso de alimentos do Campus Morrinhos do IF Goiano, com sua banda de música
Maria Paula informou que, antes de entrar no IF Goiano, ela estudava em uma escola de ensino regular, e que, por isso, a mudança foi uma experiência bem diferente. “Além de ter uma formação mais completa, eu também tive acesso a novas oportunidades, projetos e atividades que me ajudaram a descobrir e desenvolver outros interesses. Eu conheci o pessoal da minha banda no instituto e o apoio do IF Goiano foi muito importante porque ele dá espaço para os alunos desenvolverem seus talentos e projetos. Para mim, foi muito especial poder unir a escola com uma coisa que eu amo, que é a música”, finalizou.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
*Vendas no setor de comércio crescem 0,5% em junho e alta no ano é de 1,9%
Em junho de 2026, o volume de vendas no comércio varejista cresceu 0,5% frente a maio, na série livre de influências sazonais, após variação de 0,3% em maio de 2026.
Frente a junho de 2025, o volume de vendas do varejo cresceu 2,9%, após variação de 0,4% em maio. No ano, o varejo acumula alta de 1,9% e, nos últimos 12 meses, de 1,6%.
Frente ao mesmo mês de 2025, o varejo ampliado cresceu 4,9% após recuo de –0,6% em maio de 2026. No ano, o indicador avança 1,9% e, nos últimos 12 meses, 0,8%.
A alta no volume de vendas do comércio varejista na passagem de maio para junho de 2026, na série com ajuste sazonal, teve equilíbrio entre taxas positivas e negativas. No campo positivo, destacaram-se Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,4%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,1%), Móveis e eletrodomésticos (0,4%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (0,2%).
No campo negativo, figuraram Livros, jornais, revistas e papelaria (-9,9%), Tecidos, vestuário e calçados (-2,6%), Combustíveis e lubrificantes (-1,7%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%). No comércio varejista ampliado, Veículos e motos, partes e peças (-1,5%), Material de construção (-3,5%) tiveram queda.
No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças; Material de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em junho mostrou queda de –1,0% frente ao mês imediatamente anterior, após variar -0,3% em maio de 2026. Com isso, a média móvel trimestral para o varejo ampliado caiu -0,7% no trimestre encerrado em junho de 2026, após registrar recuo de 0,4% no trimestre encerrado em maio.
Frente a junho de 2025, sete atividades registram crescimento
Na comparação entre junho de 2026 com o mesmo mês do ano anterior, houve sete atividades no campo positivo e uma no campo negativo para o varejo: Livros, jornais, revistas e papelaria (12,6%), Móveis e eletrodomésticos (7,5%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,2%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,0%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,2%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,2%), Combustíveis e lubrificantes (1,5%) e Tecidos, vestuário e calçados (-1,7%).
O setor de Livros, jornais, revistas e papelaria apresentou alta de 12,6% nas vendas frente a junho de 2025, após crescimento de 22,6% em maio. O resultado representou a maior amplitude positiva desde setembro de 2022 (31,0%). Na leitura mês contra mesmo imediatamente anterior, dessazonalizada, a atividade caiu -9,9% na passagem de maio para junho, registrando a maior queda desde fevereiro de 2025 (-17,3%) e devolvendo parte do crescimento do mês anterior (16,1% em maio). No acumulado do ano, a atividade acumula alta de 2,9% e, nos últimos 12 meses, de 1,8%.
A atividade de Móveis e eletrodomésticos registrou alta de 7,5% na comparação com junho de 2025, quarto mês seguido de crescimento. O resultado interanual representou a terceira maior contribuição para a formação do indicador global, somando 0,5 p.p. ao total de 2,9% o varejo. Frente ao mês imediatamente anterior, já descontados os efeitos sazonais, o resultado foi variação de 0,4%, segundo mês no campo positivo (3,2% em maio) após cinco meses de indicadores negativos. O resultado acumulado aponta alta de 3,8% no semestre; em 12 meses, os ganhos são de 4,5% em relação ao período anterior.
O grupamento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria teve alta de 6,2% na comparação com junho de 2025, acima do valor registrado em maio (2,5%). Na comparação mês contra mesmo mês do ano anterior, o setor tem a série mais longeva em termos de resultados positivos consecutivos, atingindo 40 meses de crescimento ininterrupto (a última queda foi em fevereiro de 2023: -0,5%). Além disso, a atividade teve a segunda maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo em junho, somando 0,7 p.p. ao total de 2,9%. O indicador teve ainda variação positiva de 0,2% entre maio e junho, após crescimento de 1,3% em maio. No período acumulado, a atividade registra alta de 4,6% no semestre, enquanto nos últimos 12 meses mostra alta de 5,1%.
No segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que é composto por lojas de departamento, artigos esportivos, brinquedos e joalherias, entre outros, as vendas tiveram avanço de 5,0% na comparação com junho de 2025. Esse resultado interrompe dois meses consecutivos de retração, com quedas de 3,0% em abril e 2,7% em maio. Em junho de 2026, as vendas ficaram 2,4% acima do patamar de maio, na série livre de influências sazonais. No semestre, o saldo mostra alta de 1,2%; no acumulado em 12 meses, o resultado também indica ganhos em relação ao mesmo período anterior: 1,7%.
O setor de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 2,2% na comparação de junho de 2026 com o mesmo mês de 2025, retomando crescimento após variar em -0,4% em maio. A atividade teve a maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo, somando 1,2 p.p. ao total de 2,9%. Frente a maio de 2026, o setor apresentou alta de 1,1% nas vendas na série dessazonalizada. O setor vem experienciando volatilidade na margem, alternando resultados positivos e negativos ao longo de 2026: 1,4% em fevereiro, -1,3% em março, 1,4% em abril e -1,4% em maio. No semestre, a atividade acumula ganhos de 1,3% em relação ao primeiro semestre de 2025. Nos últimos 12 meses, também há ganhos: 0,7%.
A atividade de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação registrou alta de 2,2% na comparação com junho de 2025, depois de queda de 4,1% em maio. Frente ao mês imediatamente anterior, o setor registrou queda de 1,3%, já descontados os efeitos sazonais. Na margem, o primeiro semestre de 2026 teve predominância de resultados negativos: apenas março houve crescimento 4,6%). Os demais foram de queda, sendo janeiro a de maior amplitude (-10,2%). O resultado acumulado aponta ganhos de 5,5% no semestre; em 12 meses, a taxa mostra alta de 7,1%.
Para o grupamento de Combustíveis e lubrificantes, houve resultado positivo no indicador interanual pelo quarto mês consecutivo, com altas de 7,8% em março, 1,7% em abril, 2,0% em maio e 1,5% em junho. Entre maio e junho, o resultado foi de queda de –1,7%, invertendo o ponto positivo registrado em maio (1,0%). Considerando o período acumulado, a atividade registra ganhos de 2,1% no semestre e de 1,5% nos últimos doze meses.
No segmento de Tecidos, vestuário e calçados, houve queda de -1,7% frente a junho de 2025. A atividade, inclusive, foi a única a ter contribuição no campo negativo para o resultado do varejo, com -0,1 p.p. na composição da taxa global de 2,9%. Já as vendas em junho de 2026 ficaram -2,6% abaixo do patamar de maio, marcando uma inversão de alta amplitude em relação à passagem de abril para maio, positiva em 3,2%. No semestre, o saldo mostra variação de -0,2%; no acumulado em 12 meses, o resultado indica perdas de 1,2% em relação ao mesmo período anterior.
A leitura positiva apareceu no varejo ampliado para Veículos e motos, partes e peças (11,6%), Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (7,5%) e Material de construção (0,6%).
O setor de Veículos e motos, partes e peças registrou crescimento de 11,6% frente a junho do ano anterior sendo o quarto mês consecutivo, com alta vista também em março (12,5%), abril (2,7%) e maio (2,1%). O segmento representou a maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo ampliado, somando 2,1 p.p. ao total de 4,9%. Em relação a maio, o setor apresentou queda de 1,5%, na leitura mensal dessazonalizada. No semestre, a atividade acumula alta de 2,8% e, nos últimos 12 meses, perdas de 1,2% em relação aos doze meses anteriores.
O grupamento de Material de construção teve variação interanual de 0,6% em junho de 2026, sucedendo queda de -1,7% no mês anterior. Na margem, o segmento caiu -3,5% entre maio e junho. O setor, da mesma forma que Hiper e supermercados, produtos alimentícios e fumo, exibe volatilidade na série dessazonalizada: 1,9% em março; -3,3% em abril; e 2,3% em maio. Considerando o período acumulado, a atividade registra queda de -0,8% no semestre, enquanto nos últimos 12 meses as perdas são -1,8%.
A atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou alta de 7,5% na comparação com junho de 2025, depois de queda de 7,9% em maio. A atividade teve a segunda maior contribuição no campo positivo para o resultado do varejo ampliado, somando 1,0 p.p. ao total de 4,9%. O resultado acumulado aponta alta de 1,9% no semestre; em 12 meses, a taxa é positiva em 1,8%.
Comércio varejista registra avanço em 19 das 27 Unidades da Federação
Na passagem de maio para junho de 2026, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista mostrou crescimento em 19 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Amazonas (3,0%), Espírito Santo (2,6%) e Roraima (2,5%).
Por outro lado, pressionando negativamente figuraram 8 Unidades da Federação, com destaque para: Tocantins (-2,1%), Rio Grande do Sul (-1,6%) e Distrito Federal (-1,0%).
Na mesma comparação, no comércio varejista ampliado, houve resultados negativos em 17 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Espírito Santo (-3,8%), Tocantins (-3,8%) e Distrito Federal (-2,8%).
No lado positivo, figuraram 10 Unidades da Federação, com destaque para: Maranhão (3,5%), Minas Gerais (2,3%), Rio de Janeiro (2,1%) e Acre (2,1%).
Frente a junho de 2025, o comércio varejista mostrou avanço em 24 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Pernambuco (9,5%), Tocantins (9,1%) e Distrito Federal (8,8%).
No lado negativo, figuraram 2 Unidades da Federação: Rondônia (-0,7%) e Amazonas (-0,6%). Mato Grosso mostrou estabilidade (0,0%) na comparação mês contra mesmo mês do ano anterior.
Já no comércio varejista ampliado, a variação entre junho de 2025 e junho de 2026 teve 25 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Pernambuco (13,9%), Bahia (11,4%) e Distrito Federal (9,9%). No campo negativo, as duas Unidades da Federação foram Sergipe (-0,2%) e São Paulo (-0,1%).
*Inscrições abertas para curso de capacitação em IA para mulheres empreendedoras
O Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), em parceria com o Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), disponibiliza capacitação em Inteligência Artificial voltada a mulheres empreendedoras. O projeto oferta 5 mil vagas em formato virtual, com reserva de 50% das vagas para mulheres negras.
A formação tem início em 1º de setembro de 2026. A grade curricular é composta por 10 aulas ao vivo e 10 mentorias coletivas, com materiais complementares voltados à aplicação das ferramentas de tecnologia na gestão de empresas.
O conteúdo programático abrange o uso da Inteligência Artificial em etapas de gestão, planejamento, marketing, vendas, atendimento ao cliente, análise de dados, produtividade e inovação. A formação inclui acompanhamento prático para a aplicação dos conteúdos na rotina das empresas e apoio de mentorias coletivas para esclarecimento de dúvidas.
Ao final do processo, 50 negócios participantes serão selecionados para o recebimento de recursos no formato de capital semente para a implementação dos projetos desenvolvidos durante o curso.
Serviço
Programa: Projeto Impacto Feminino – Inteligência Artificial para Pequenos Negócios Liderados por Mulheres (“Ela Pode IA”)
Público-alvo: Mulheres empreendedoras (reserva de 50% das vagas para mulheres negras)
Vagas:5.000
Formato: On-line
Estrutura: 10 aulas ao vivo e 10 mentorias coletivas
Início das aulas: 1º de setembro de 2026
Capital Semente: Apoio a 50 projetos selecionados
Realização: Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP) e Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME)
Inscrições
*Lei Maria da Penha: conheça os tipos de violências contra a mulher previstos na lei
A violência contra a mulher pode se manifestar de diferentes formas e nem sempre envolve agressões físicas. Ameaças, humilhações, controle financeiro, violência sexual e ofensas à honra também estão entre as condutas reconhecidas pela Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que completou 20 anos em 7 de agosto. A legislação define essas formas de violência para facilitar sua identificação e assegurar mecanismos de prevenção, proteção e assistência às mulheres em situação de violência.
Além das violências física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, a legislação passou a reconhecer, em 2026, a violência vicária, caracterizada por atos de violência praticados contra filhos, familiares ou pessoas da rede de apoio da mulher com o objetivo de atingi-la.
Violência física
De acordo com a Lei Maria da Penha, a violência física é caracterizada por “qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal” da mulher. Esse tipo de violência envolve o uso da força física com o objetivo de causar dor, lesões e espancamentos ou de colocar a vida da vítima em risco.
As agressões podem ocorrer de diferentes formas e variar em gravidade, deixando marcas visíveis ou não. Entre os exemplos estão arremesso de objetos, sacudidas, apertões no braço, sufocamento, lesões provocadas por objetos cortantes ou perfurantes, ferimentos causados por queimaduras ou armas de fogo e práticas de tortura.
Violência psicológica
A violência psicológica é caracterizada na lei como qualquer conduta que cause dano emocional à mulher, diminua sua autoestima, prejudique seu pleno desenvolvimento ou busque controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões.
Esse tipo de violência pode se manifestar por meio de ameaças, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição, insultos, chantagem, exploração e ridicularização. Também pode envolver tentativas de impedir a mulher de trabalhar, estudar, sair de casa ou manter contato com amigos e parentes.
Outra prática associada à violência psicológica é chamado gaslighting , quando o agressor distorce, nega ou omite fatos para fazer a vítima duvidar da própria memória ou percepçãoda realidade.
Violência sexual
Segundo a Lei Maria da Penha, configura violência sexual qualquer conduta que constranja a mulher a presenciar, manter ou participar de relação sexual não desejada mediante intimidação, ameaça, coação ou uso de força. Também configura violência sexual qualquer ação que limite ou viole a liberdade sexual e reprodutiva da mulher.
Entre as formas de violência sexual estão o estrupo e a imposição de práticas sexuais sem consentimento ou que causem desconforto e constrangimento. Também inclui condutas como impedir o uso de métodos contraceptivos; forçar a mulher ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição por meio de coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou limitar e anular o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos.
Violência patrimonial
A Lei Maria da Penha considera violência patrimonial qualquer conduta que envolva retenção, subtração, destruição parcial ou total de objetos, documentos pessoais, instrumentos de trabalho, bens, valores, direitos ou recursos econômicos da mulher, incluindo aqueles destinados ao seu sustento.
Na prática, esse tipo de violência costuma ser utilizado como forma de controle e dependência financeira. Entre as situações mais comuns estão controlar o dinheiro da vítima, deixar de pagar a pensão alimentícia, destruir documentos pessoais, furtar ou danificar bens, cometer fraudes envolvendo seu patrimônio, impedir o acesso aos próprios recursos financeiros ou causar, de forma intencional, danos a objetos de valor material ou afetivo. Essas condutas podem comprometer a autonomia econômica da mulher e dificultar o rompimento do ciclo de violência.
Violência moral
Calúnia, difamação ou injúria também são formas de violência contra a mulher previstas pela Lei Maria da Penha como violência moral.
Esse tipo de violência pode ocorrer quando alguém acusa falsamente a mulher de traição ou de ter cometido um crime, espalha boatos ou informações que prejudiquem sua reputação, expõe sua vida íntima sem consentimento, profere xingamentos e ofensas que atinjam sua honra ou dignidade ou a desqualifica por sua aparência, comportamento, escolhas ou forma de se vestir.
Violência vicária
Incluída na Lei Maria da Penha pela Lei nº 15.384/2026 , a violência vicária é definida como qualquer forma de violência praticada contra descendentes, ascendentes, dependentes, enteados, parentes, pessoas sob a guarda ou responsabilidade direta da mulher ou integrantes de sua rede de apoio, com a finalidade de atingi-la.
Na prática, o agressor utiliza pessoas e vínculos afetivos para atingir a mulher como forma de provocar sofrimento, intimidá-la ou exercer controle. Isso pode ocorrer, por exemplo, ao usar filhas e filhos para causar sofrimento emocional à mulher; manipular familiares, amigos ou pessoas da rede de apoio para intimidar ou isolar a vítima; ou impedir ou dificultar o contato da mulher com pessoas importantes para sua rede de apoio.
Ameaçar, ferir ou matar animais de estimação também pode ser utilizado pelo agressor como forma de provocar medo, sofrimento e exercer controle sobre a mulher.
Ligue 180
Mulheres em situação de violência que desejarem obter informações sobre seus direitos e os serviços da rede de proteção ou registrar uma denúncia podem buscar atendimento por meio da Central de Atendimento à Mulher –Ligue 180. O serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, e oferece acolhimento, orientação e encaminhamento para os serviços especializados de atendimento às mulheres em situação de violência.
Além do telefone 180, o atendimento também está disponível pelo WhatsApp (61) 9610-0180, pelo e-mail central180@mulheres.gov.br, e em Língua Brasileira de Sinais (Libras). Em casos de violência em andamento ou outras situações de emergência, a recomendação é acionar imediatamente a Polícia Militar, pelo telefone 190.
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*Saúde: Reabertas as inscrições para novos programas de residência
Foram reabertas as inscrições para instituições de ensino criarem novos programas de residência médica e em área profissional da saúde, ou ampliarem vagas nos programas já existentes. As solicitações podem ser feitas até 30 de agosto (residência médica) e 31 de agosto (demais áreas da saúde), pelos sistemas da Comissão Nacional de Residência Médica (SisCNRM) e Nacional de Residências em Saúde (SINAR). Esse pedido precisa ser feito antes de solicitar as bolsas do Pró-Residência.
Pró-Residência
Criado em parceria com o Ministério da Educação, o Pró-Residência é um programa com o objetivo de financiar bolsas e formar especialistas em áreas e regiões prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS) .
A inscrição pode ser feita a qualquer momento, sem prazo fixo, através do Sistema de Informações Gerenciais das Residências em Saúde (SIG-Residências) .
Podem participar: instituições federais ligadas ao Ministério da Saúde ou da Educação, órgãos públicos municipais, estaduais e do Distrito Federal, e instituições privadas sem fins lucrativos.
Uma vez aprovadas, as instituições recebem bolsas do Ministério da Saúde desde que comprovem 75% da carga horária mínima em ambientes de prática do SUS e no mínimo 50% de carga horária prática nos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) .
Formação de novos profissionais
Na primeira chamada dos editais do Pró-Residência lançados em fevereiro deste ano, foram aprovados 250 programas em 25 estados, o que resultou na criação de 898 bolsas para quem está no primeiro ano de residência (R1).
Foram 385 bolsas para residência médica e 513 para as demais áreas da saúde. Os novos editais preveem até 3.000 bolsas para residência médica e até 1.000 para as demais áreas da saúde, ampliando a formação de novos especialistas.
Veja como solicitar novos programas ou ampliar vagas de residência em saúde
Nádia Conceição
*Inflação cai pelo quarto mês seguido e acumulado no ano fica dentro da meta
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho foi de 0,07%, 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo do 0,16% registrado em junho. No ano, o IPCA acumula alta de 3,44% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,44%, abaixo do teto da meta do Banco Central, que é de 3% de inflação ao ano, podendo variar entre 1,5% e 4,5%. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%.
Foi o quarto mês seguido de queda da inflação. Em março de 2026, inflação foi de 0,88%, com reduções em abril (0,67%), maio (0,58%), junho (0,16%) e julho (0,07%).
Alimentação e bebidas caiu 0,67% no mês, com -0,14 p.p. de impacto. Os demais grupos variaram entre -0,66% em Vestuário, 0,99% em Habitação, e 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.
Alimentação e bebidas recuou 0,67% por influência da alimentação no domicílio (-1,14%). As principais quedas foram no tomate (-29,09%), principal impacto negativo (-0,10 p.p.) no resultado do mês, batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%). No lado das altas, destaque para leite longa vida (2,47%) e frutas (1,20%). A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.
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Pesquisa da Conab aponta redução nos custos da cesta básica em 26 capitais em julho
A variação de Transportes (0,05%) reflete, além da alta de 11,67% das passagens aéreas, o recuo de 1,44% nos combustíveis, com todos em queda: etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%).
O grupo Habitação acelerou de junho (0,63%) para julho (0,99%), puxado pela alta da energia elétrica residencial, que saiu de 1,53% para 3,09%, e exerceu o principal impacto individual no mês (0,13 p.p.). Esse resultado contempla os seguintes reajustes tarifários: 8,85% em uma das concessionárias em São Paulo (7,55%), a partir de 04 de julho; 14,89% em uma das concessionárias em Porto Alegre (0,32%), a partir de 19 de junho e 19,55% em Curitiba (12,15%), vigente desde 24 de junho. Em julho, permanece vigente a bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos.
Ainda em Habitação, destaque também para taxa de água e esgoto (0,40%), que reflete os reajustes de 3,57% em Salvador (1,31%), a partir de 20 de julho; 5,77% em Porto Alegre (2,85%), a partir de 1º de julho e 3,97% em Brasília (0,24%) e 6,00% em Rio Branco (0,37%), ambos vigentes desde 1º de junho. A redução de 0,04% no gás encanado se deu devido à redução média de 2,00% nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,12%), vigente desde 1º de junho.
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,40%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (0,64%), com destaque para perfume (1,04%), e o plano de saúde (0,42%), cuja variação reflete os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual é de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2026 e cujo ciclo se encerra em abril de 2027. Para os planos contratados antes da Lei nº 9.656/98, os percentuais autorizados foram de 5,52% e 6,20%, a depender do plano.
Em relação aos índices regionais, a maior variação (0,32%) ocorreu em Rio Branco, por influência de passagem aérea (12,27%) e energia elétrica residencial (2,66%). Já a menor variação ocorreu em Belém (-0,45%), por conta dos recuos da gasolina (-3,42%) e do açaí (-14,24%).
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de maio de 2026 a 30 de junho de 2026 (base).
INPC fica em -0,01% em julho
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou -0,01% em julho, 0,15 p.p. abaixo de junho (0,14%). O INPC acumula alta de 3,50% no ano e de 4,10% nos últimos 12 meses, abaixo dos 4,33% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a taxa foi de 0,21%.
Produtos alimentícios saíram de -0,29% em junho para -0,74% em julho. Já a variação dos não alimentícios passou de 0,28% em junho para 0,23% em julho.
Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em São Paulo (0,28%), influenciada pelas altas da energia elétrica residencial (7,60%) e conserto de automóvel (2,61%). A menor variação ocorreu em Belém (-0,49%), por conta dos recuos da gasolina (-3,42%) e açaí (-14,24%).
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 01 de julho de 2026 a 30 de julho de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de maio de 2026 a 30 de junho de 2026 (base).
*Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 28,2 bilhões no primeiro mês da safra 2026/2027
A agricultura empresarial contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho de 2026, primeiro mês da safra 2026/2027. O levantamento reúne operações realizadas por produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e pelos demais produtores, com base em dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil, e das registradoras de títulos, no caso das Cédulas de Produto Rural (CPR).
As CPR responderam por R$ 18,8 bilhões das operações contratadas no mês, o equivalente a 66,6% do total. O custeio convencional somou R$ 6,5 bilhões, correspondente a 23% das contratações.
Custeio, comercialização e industrialização
No custeio da produção, o Pronamp respondeu por R$ 3,5 bilhões, o equivalente a 53,5% do total destinado à modalidade. Os demais produtores empresariais contrataram R$ 3 bilhões, ou 46,5%.
As operações de comercialização da produção agropecuária somaram R$ 1,5 bilhão em julho. Já a industrialização, que contempla o processamento e a agregação de valor aos produtos agropecuários, registrou R$ 891 milhões.
Os programas de investimento, destinados a itens como máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, registraram R$ 118,1 milhões em aplicações no primeiro mês da safra. Entre os programas, foram contratados R$ 56 milhões pelo RenovAgro e R$ 31 milhões pelo Pronamp Investimento.
Operações por porte do produtor
Fora do Pronamp, os médios e grandes produtores contrataram R$ 5,9 bilhões, correspondentes a 21% do total concedido no mês. No Pronamp, foram registrados R$ 3,5 bilhões em operações, equivalentes a 12,4% do total.
Ao todo, foram realizados 26.034 contratos de crédito rural pela agricultura empresarial em julho. Desse número, 12.940 foram operações de CPR.
Crédito por região
O Sul registrou o maior volume de crédito entre as regiões em julho, com R$ 3,6 bilhões e 6.887 contratos. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 2,5 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 2,2 bilhões. O Nordeste registrou R$ 678 milhões, enquanto o Norte teve R$ 400 milhões em concessões.
O levantamento também mostra diferenças no tíquete médio das operações, que corresponde ao valor médio de cada contrato. No Centro-Oeste, o valor chegou a R$ 1,25 milhão por contrato. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 529 mil.
Fontes de recursos
Entre as fontes controladas utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios foram responsáveis por R$ 3,9 bilhões, o equivalente a 69,8% do total dessas fontes. Os Recursos Obrigatórios correspondem à parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem direcionar ao crédito rural.
Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal fonte de captação de recursos privados, com R$ 3,4 bilhões destinados ao crédito rural.
Recursos equalizáveis
Para a safra 2026/2027, a programação orçamentária de recursos equalizáveis soma R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170/2026. Os recursos equalizáveis são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo governo federal, e o diferencial em relação às taxas de mercado é coberto pelo Tesouro Nacional.
No primeiro mês da safra, R$ 1,3 bilhão dos recursos equalizáveis programados foi concedido.
Entre os programas de investimento equalizáveis, foram contratados R$ 56,1 milhões pelo RenovAgro, R$ 20,7 milhões pelo Pronamp e R$ 17,6 milhões pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).
Nas operações equalizáveis de investimento, o Banco do Brasil respondeu por 86,8% das concessões do mês, seguido pelo Sicredi, com 12,8%. Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil concentrou 68,9% das concessões, seguido por Cresol (11%), Sicredi (10%) e Credicoamo (8,9%).
Acesse aqui o documento.
*Pesquisa da Conab aponta redução nos custos da cesta básica em 26 capitais em julho
O preço pago pelo conjunto dos alimentos básicos apresentou queda em 26 capitais brasileiras em julho. Os dados estão na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e divulgada nesta segunda-feira (10).
Na comparação entre julho e junho deste ano, as maiores reduções ocorreram em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%), Belo Horizonte (-7,44%), Palmas (-7,38%) e Rio de Janeiro (-7,12%). Em Brasília, João Pessoa, Salvador, Fortaleza, Florianópolis e Cuiabá, a diminuição registrada ficou entre 6,71% e 6,04%. Apenas em São Luís o custo da cesta básica teve aumento, com variação positiva de 0,3%.
Mesmo com queda, São Paulo tem o maior preço
Mesmo com uma queda de 5,23%, São Paulo é a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 915,01), seguida por Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37). Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 594,07), Maceió (R$ 618,60), Natal (R$ 631,51) e João Pessoa (R$ 644,04).
Entre os alimentos avaliados na composição da cesta básica – sendo 12 nas regiões Norte e Nordeste e 13 na região Centro-Sul – batata, tomate, café e açúcar reduziram na maioria das capitais analisadas. No caso da batata, as quedas variaram entre -31,12%, em Brasília, e -15,55%, em Cuiabá, e são explicadas pela maior oferta do alimento, consequência da intensificação da safra de inverno e da melhora na produtividade, cenário que levou à desvalorização do produto no varejo.
O maior volume de tomate no mercado também influencia na queda de preços. Segundo a pesquisa, foi registrada diminuição no valor de comercialização do produto no varejo de 26 capitais. A maior produtividade, as regiões em período de safra e temperaturas diurnas mais elevadas, apesar do frio, favoreceram a maturação dos frutos, o que elevou a oferta.
O café em pó registrou variação negativa de preço em 23 capitais. As principais reduções foram observadas em Campo Grande (-5,19%) e Aracaju (-3,74%), enquanto as altas foram verificadas no Rio de Janeiro (0,74%), em Palmas (0,73%), Goiânia (0,68%) e Recife (0,29%). De acordo com a pesquisa, os preços mais baixos foram consequência da expectativa da produção mundial e da redução das exportações. Por sua vez, preocupações com o clima, pelo atraso da colheita da safra 2026/2027 no Brasil e pelas incertezas quanto à qualidade dos grãos, sustentam as elevações.
Queda também para o preço do açúcar, que diminuiu em 20 capitais com percentuais entre -7,54%, em Campo Grande, e -0,57%, em Aracaju. Segundo a pesquisa, o grande volume colhido de cana-de-açúcar pode explicar a queda de valores no varejo.
Já o valor do quilo da carne bovina de primeira apresentou comportamento variado entre junho e julho de 2026. Ainda assim, a maioria das capitais registraram queda nos preços. O custo do alimento caiu em 14 cidades analisadas, com variações que ficaram entre -2,94%, em Florianópolis, e -0,09%, em Brasília. Já em outras 12 capitais houve aumento nos preços, com destaque para Aracaju (2,15%) e Boa Vista (2,10%). A oferta mais restrita de animais prontos para abate e o desempenho das exportações pressionam as cotações do produto no mercado doméstico. Apenas em Porto Alegre o preço se manteve estável.
Importante alimento no prato dos brasileiros, o quilo do feijão aumentou em 17 capitais e diminuiu em outras 10. A maior oferta do tipo carioca, com o avanço da colheita, e a oferta restrita do tipo preto, decorrente das perdas registradas na segunda safra da região Sul, são o motivo do resultado diferenciado no varejo.
Outro produto que ficou mais caro na maioria das capitais foi o leite. Entre julho e junho, o preço subiu em 21 capitais, com altas entre 0,25%, em Belém, e 6,27%, em Boa Vista. As baixas temperaturas registradas no campo trouxeram impacto negativo no ritmo de produção da matéria-prima, o que sustentou as cotações do leite UHT.
Parceria Conab e Dieese – Desde 2024, a Conab e o Dieese mantêm parceria para acompanhamento dos preços da cesta básica de alimentos, a fim de contribuir com a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e com a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Por meio da parceria, a coleta de preços de alimentos básicos foi ampliada de 17 para 27 capitais brasileiras, com resultados que passaram a ser divulgados em agosto de 2025.
Informações detalhadas sobre os valores dos produtos que compõem a cesta básica nas 27 capitais estão disponíveis na Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos, divulgada no site da Conab e no portal do Dieese.
Fonte: Redação Galera Vermelha, com Agência Gov e ministérios











