Conhecida como Nakba, série de eventos resultou no deslocamento forçado de milhares de palestinos após 1948
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo sediou, nesta quinta-feira (14), um ato solene em memória aos 78 anos da Nakba. A palavra significa “catástrofe” em árabe e se refere ao deslocamento forçado de cerca de 700 mil palestinos após a criação do Estado de Israel, em 1948.
O evento foi realizado pelo mandato do deputado Maurici (PT), em parceria com a Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal). “Ouvir vozes palestinas é essencial para compreender, para além dos números e das notícias, os impactos reais que essa realidade continua produzindo na vida de milhares de pessoas”, disse o parlamentar.
Em 15 de maio é celebrado anualmente o Dia da Nakba, data criada para relembrar a série de eventos que culminou na destruição de aldeias e em milhares de pessoas mortas em um processo sistemático que os palestinos chamam de limpeza étnica.
Situação atual
Segundo a coordenadora do Núcleo Palestina do PT/SP, Terezinha Pinto, os ataques em 1948 não foram eventos isolados, e sim o início de um processo contínuo de apagamento cultural e territorial. Ela ainda destacou que a escalonada dos conflitos após 2023 representam o ápice da catástrofe.
“Recordar a Nakba é também reconhecer que muitas famílias palestinas seguem convivendo, ainda hoje, com o sofrimento, a insegurança e a ausência de condições dignas de vida”, afirmou Maurici. O deputado também disse que o povo palestino continua enfrentando violações de direitos humanos e crise humanitária, especialmente na Faixa de Gaza, região palestina que faz fronteira com Israel.
O presidente da Fepal, Ualid Rabah, explicou que os ataques nos últimos anos tornaram a Faixa de Gaza um ambiente inabitável. “Para que os refugiados retornem para casa, seria necessário iniciar imediatamente a reconstrução, a entrada de ajuda humanitária e a restauração dos postos de saúde”, disse.
Foto: Patrícia Domingos (divulgação Alesp)











